19 Set 2019

Depois de oito meses completos de governo, o choque liberal prometido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, ainda não surtiu o principal efeito esperado - a redução do desemprego. Com isso, o governo resolveu algo que lembra os mandatos do PT: estuda empurrar a iniciativa privada com a máquina pública, de modo a recolocá-la para investir e criar postos de trabalho. Com isso, Guedes vai caindo na realidade brasileira, na qual o PT podia ter vocação estatizante, mas paradoxalmente isso caiu bem junto a um empresariado parasitário, que reluta em arriscar, contrariando a própria essência da atividade. E somente se põe em marcha com incentivos fiscais, financiamentos camaradas e todo tipo de facilidade - uma categoria que, no Brasil, historicamente se desenvolveu vivendo à sombra do Estado. E se alinhou perfeitamente com o PT enquanto o Estado ainda tinha dinheiro para inflar a economia.

Publicado em Economia
Segunda, 13 Maio 2019 16:37

Quem avisa amigo é

Publicado em Jcaesar

Numa confirmação da fragilidade da base de apoio ao governo no Congresso, a comissão que analisa a medida provisória da reforma administrativa promulgada pelo presidente Jair Bolsonaro, formada por deputados e senadores, derrubou decisões já tomadas e implementadas, que terão de voltar atrás se o veto for ratificado no plenário. Uma dessas decisões foi a transferência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Economia para o Ministério da Justiça, que traria maior poder de fiscalização no combate à corrupção, como queria o ministro Sérgio Moro.

Outra medida da reforma administrativa que caiu na comissão, por 15 votos 9, foi a transferência do processo de demarcação de terras indígenas  para o Incra, no Ministério da Agricultura. A demarcação voltará a ser feita pela Funai, que pela reforma promovida por Bolsonaro foi transferida para o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, e também voltaria ao Ministério da Justiça.

Ainda na comissão, foi aprovado o artigo que altera uma lei de 2002 e veda a investigação de crimes não fiscais por auditores fiscais, colocado ali como um "jabuti" - artigo que nada tem a ver com a matéria - pelo relator, a pedido do líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM)."Três a zero", comemorou o líder do PP na Câmara Arthur Lira (PP-AL), sobre as derrotas do governo.

Publicado em Política