19 Nov 2019

O mundo virtual facilitou espalhar notícias falsas, interesses de todos os tipos, disfarçados de interesses do bem comum, numa época que coincide com a falencia dos veículos de imprensa tradicionais, substituídos pela comunicação política, político-corporativa ou corporativista.

A construção de uma falsa realidade a partir de um grupo minoritário de interesses aproveita períodos de turbulência real para espalhar ideias absurdas, que, por alcançarem um grande número de pessoas pelos meios virtuais, podem parecer hegemônicas.

A crise do protesto dos caminhoneiros foi uma dessas oportunidades: deu margem aos aproveitadores para espalhar ideias e falsos acontecimentos, danosos ao país. Como o andamento de uma suposta intervenção militar, que chegou a contaminar os debates no Congresso Nacional, ou a deposição de Michel Temer.

O protesto está chegando ao fim, o abastecimento vem sendo normalizado, e é hora, agora, de rever realmente o país. Não para espalhar o caos, burlar as instituições e ameaçar a democracia, e sim para implantar um projeto construtivo de forma a recolocar o Brasil no caminho do desenvolvimento sustentado e da justiça social.

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Passados 20 anos da proclamação da Constituição Cidadã, sob a qual vivemos hoje, está  bem claro que chegou a hora de uma reforma, com a qual deviam se comprometer não apenas o próximo presidente como os parlamentares que formarão o Congresso Nacional.

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Segunda, 30 Abril 2018 20:28

A “sozinhez" de João Gilberto

Certa tarde de muitos anos atrás, nosso professor Joaquim Guedes, da FAU, convidou meu grupo de seminário para ouvirmos um LP “revolucionário”, posto à venda naquele dia: CHEGA DE SAUDADE. Deslumbramento geral com aquele som que lançaria a bossa nova! Elizete Cardoso cantava músicas de Vinicius e Tom Jobim, mas a característica principal da novidade era o ritmo, a batida do violão de João Gilberto, que pouco ou nenhum (não me lembro bem) crédito tinha na capa... (Jamais presenteei tantos amigos com outra prenda!).

Arruinado por incapacidade de gerir sua vida material, com a família dilacerada e morando por favor de amigo/admirador, mal posso acreditar no que leio sobre o momento desse gênio baiano, com 86 anos e lúcido, segundo seu médico. Surpreendeu-me a síntese feita por seu filho João Marcelo sobre a personalidade incompreendida do pai: ”Meu pai tem um foco muito grande em sua arte, isso lhe traz satisfação, que acho que substitui para ele outros tipos de interações sociais. Ele é uma pessoa espiritualizada, que gosta de filosofias e de se sentir integrado com as energias do Universo. Para ele, estar só é uma forma de estabelecer melhor esses vínculos”. Dimais, não?

Essas maravilhosas palavras me fizeram lembrar um dos últimos diálogos que tive com meu pai, gramático por vocação, acerca de solidão, ora confundido com estados de alma como o descrito pelo João Marcelo seu pai. “Mas, seu Genaro, (disse ao meu pai) isso não é solidão ou abandono, vejo isso no meu trabalho, em pessoas vocacionadas, isso é plenitude, é 'sozinhrez'!" E ele, rigoroso: “Mas essa palavra não existe no dicionário?!”. E eu: “Então, passou a existir!”.

Sozinhez: estado de harmonia entre o ser e o Universo.

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Quarta, 11 Abril 2018 21:11

Metas para acertar o passo

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Quarta, 11 Abril 2018 16:20

É a mesma lógica, gente!

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