2 Jul 2020
Quinta, 20 Setembro 2018 16:23

Deu ruim

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O crescimento nas esquisas de Fernando Haddad, que já lhe deram 19% das intenções de voto segundo o Ibope após sua confirmação como candidato do PT-PcdoB, alimentou também o crescimento de Jair Bolsonaro, o concorrente mais identificado com o anti-petismo, que alcançou 28% no mesmo levantamento. O voto útil em Bolsonaro, que o fez ultrapassar a marca do eleitorado que tem genuína identificação com suas ideias, mostra uma radicalização do eleitorado brasileiro entre polos opostos e aprsenta um risco para o futuro próximo, que é a criação de um antagonismo em que ambas as partes crescem juntas, até um ponto potencialmente explosivo.

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Terça, 18 Setembro 2018 15:18

Quem?

Publicado em Jcaesar
Sexta, 14 Setembro 2018 16:13

A eleição de 2018 já tem um perdedor

Os números das pesquisas eleitorais deixam muito claro o que está em jogo nestas eleições: algo muito maior e mais profundo do que simplesmente escolher o próprio presidente, os governadores e o legislativo.

O que está sendo testado é o funcionamento do sistema republicano e do regime democrático no Brasil.

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O candidato do MDB à presidência, Henrique Meirelles, afirmou nesta quinta-feira em sabatina ao UOL, Folha de S. Paulo e SBT que é o "verdadeiro" candidato do centro. Antes dele, o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), já havia pleiteado o posto. O candidato tucano afirmou que as intenções de voto a Jair Bolsonaro são o "passaporte para a volta do PT", porque as pesquisas mostram que ele perderia para qualquer outro candidato no segundo turno, e criticou Meirelles, entre outras coisas, por ter participado do governo Lula, como presidente do Banco Central.

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No dia fatal para a troca de chapa determinado pelo Tribunal Superior Eleitoral, o PT retirou o nome do ex-presidente Lula e oficializou a candidatura de Fernando Haddad - pela coligação com o PcdoB, Manuel D'Ávila entra como vice. Agora, Haddad faz contas: com três semanas pela frente, será testada a capacidade de Lula transferir votos para seu ex-ministro da Educação, o que não será tarefa fácil.

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O candidato do PSL, Jair Bolsonaro, entrou a semana com uma agenda de recuperação. Os médicos previam realizar uma segunda cirurgia, com o objetivo de retirar a colostomia que permite manter limpo seu sistema intestinal, costurado após a facada recebida na quinta-feira passada, durante campanha de rua em Juiz de Fora (MG). É um procedimento de rotina, que mostra a evolução do quadro clínico - Bolsonaro não teve infecção e mostrou disposição até para fazer campanha da cama da UTI, em foto divulgada por um de seus filhos, Flavio, fazendo o gesto de quem segura uma metralhadora, sua marca de campanha. Está longe da alta hospitalar, mas em alta nas pesquisas, sinal de que pode passar ao segundo turno sem mesmo sair da cama.

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Segunda, 10 Setembro 2018 14:49

PT desafia Justiça eleitoral até o limite

Ainda no domingo, o ministro Luís Roberto Barroso, relator no Tribunal Superior Eleitoral do processo que impugnou a candidatura do ex-presidente Lula, assinou a determinação de suspensão da propaganda política da coligação PT-PCdoB caso insista em apresentá-lo como cabeça de chapa do partido. Ainda assim, o PT tenta prolongar o máximo possível a imagem de Lula na campanha, na tentativa de confundir especialmente o eleitorado mais pobre.

Na madrugada desta segunda-feira, a banca que defende Lula protocolou um recurso no Supremo Tribunal Federal para ganhar tempo, na tentativa de postergar o prazo oficial desta terça-feira, dia 11, imposto pelo TSE para que a coligação troque o nome do candidato a presidente.

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Sexta, 07 Setembro 2018 21:14

Um país refém dos golpes do destino

O Brasil é um país com problemas bem definidos, que pede um plano de recuperação econômica e uma reestruturação constitucional que permitam diminuir a corrupção e fazer a nossa democracia representativa funcionar melhor. Depende de um plano de governo eficaz, coerente e de curto, médio e longo prazo. Porém, não é a  melhor proposta para isto que vai decidir a eleição.

O jogo político em 2018 vai ser resolvido muito menos pelo plano de governo que pela emoção. Esta campanha tem sido mais uma vez tragada pelas correntes do destino, pelo imponderável, que pela razão.

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Sexta, 07 Setembro 2018 01:20

A encruzilhada do fogo com a faca

Na trama grega clássica, as tragédias costumam ter início em uma encruzilhada. Como aquele entroncamento de estradas no qual Édipo, por obra do Acaso, se encontra com o rei Laio e o mata depois de uma discussão banal, sem saber que era seu próprio pai. Passadas 24 horas do atentado à vida do candidato Jair Bolsonaro, eis a primeira avaliação do cenário político, buscando a máxima prudência:

1 - Bolsonaro buscava ganhar no 1º turno. Pois, segundo admitem seus coordenadores, no 2º turno a tendência era perder. Sobretudo para o moderado Geraldo Alckmin.

2 - Ele já estava caminhando para isso quando foi esfaqueado. Em uma pesquisa encomendada por sua campanha, teria chegado a 56% dos votos úteis (Atenção: uso o verbo na condicional, “teria”).

3 - Mas os indecisos e infiéis podem representar um terço do eleitorado, número espantoso. De acordo com último Ibope, sem Lula na disputa, a soma dos votos indecisos e brancos, junto com os nulos (revoltados) chegaria a 38%. Segundo o Datafolha, a soma deles seria de 28%. Na média, 33%. De acordo com a última pesquisa da XP Investimentos, por sua vez, divulgada a 7 de setembro, os indecisos seriam 22%, contra 20% de Bolsonaro. É esse o eleitorado que está de fato sendo disputado: indecisos e infiéis, entre um quarto e um terço do eleitorado.

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