23 Jul 2019

Romeu Zema, empresário da cidade de  Araxá, tornou-se o primeiro governador eleito pelo Novo, com uma expressiva votação de 71,80% dos votos contra 28,20% do adversário, Antonio Anastasia, do PSDB. Uma lavada que reflete não apenas o carisma pessoal de Zema, dono de uma rede de 800 lojas espalhadas pelo interior em dez estados, com jeitão caipira e simpático, como a violenta rejeição ao PSDB pelos mineiros. 

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Quinta, 25 Outubro 2018 21:24

A esperança vence o medo, mas muda de lado

Neste domingo, ao dar a vitória a Jair Bolsonaro nas urnas, por 55,1% dos votos válidos contra 44,9% de Fernando Haddad, o eleitorado brasileiro deu mais uma demonstração de fé em si mesma e no regime democrático. Na primeira eleição de Lula, no já distante ano de 2002, o ex-presidente assinalou sua vitória com a frase: "a esperança venceu o medo". O medo era o terrorismo eleitoral, segundo o qual o PT radicalizaria o país e o levaria a um projeto de poder estatizante e autoritário de esquerda. A esperança era de que, em vez disso, Lula conduzisse o país de forma democrática ao progresso com mais justiça social. Lula ganhou, contra os maus prognósticos, e teve a sua chance de mudar o país.

Depois de praticamente dezesseis anos de gestão petista, que quase quebrou o Estado e montou um esquema de corrupção estendido aos países vizinhos, num projeto de poder internacional, a esperança vence novamente o medo. O medo agora é do radical oposto, usado para apear o lulopetismo do poder: tem um discurso reacionário, pendores autoritários e ares militarizados, que também podem ir longe demais. Para aueles que acham que o eleitor brasileiro não sabe votar, ele respondeu com um remédio forte, contra uma doença grave. A esperança vence novamente o medo, mas mudou de lado.

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Nenhum partido perdeu tanto nas eleições de 2018 quanto o PSDB, que, pior ainda que o PT, sequer chegou ao segundo turno na disputa presidencial - Geraldo Alckmin ficou em quarto lugar, com 4,7% dos votos. Pior, o partido quebrou ao meio no seu principal reduto, o estado de São Paulo, onde João Dória contrariou a decisão de Alckmin, lançou candidatura própria (com apoio das bases na convenção partidária) e desmanchou a aliança local com o ex-vice e atual governador, Márcio França, do PSB. O racha aumentou ainda mais quando Dória resolveu sair do muro onde o tucanato proverbialmente se instala e decidiu declarar seu apoio - e pedir apoio - a Jair Bolsonaro no segundo turno.

A vencer a disputa e ganhar o posto no Palácio do Bandeirantes, Dória teve duas vitórias. Além de se tornar governador, dobrou seus adversários de legenda, concorrendo contra as forças de oposição do próprio partido. Pode-se dizer que ter enfrentado o próprio PSDB contou a seu favor. "Bolsonaro é contra o PT  e nisso estamos juntos", afirma Dória. "Sei que ele é contra o PT e, em São Paulo, no momento é Dória", declarou Bolsonaro.

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O candidato Fernando Haddad (PT-PcdoB) entrou na reta final da campanha em clima de festa. A última pesquisa do Ibope o mostrava com 43% dos votos válidos, contra 57% de Jair Bolsonaro, mas ele ainda mantinha a mobilização pela vitória. Na terça-feira, no Rio de Janeiro, participou de uma festa, denominada o "ato da virada", na companhia dos artistas alinhados com o PT - Chico Buarque, Caetano Veloso. Foi o rapper Mano Brown, porém, quem deu um tom mais realista ao evento - e acabou vaiado.

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Terça, 23 Outubro 2018 17:20

É a hora do equilíbrio

Maior defensor da Lava Jato dentro do Supremo Tribunal Federal e membro do Tribunal Superior Eleitoral, o ministro Luís Roberto Barroso tem sido uma das mais importantes vozes institucionais contra a corrupção e a manutenção da ordem democrática dentro da República. Nesta terça-feira, em palestra proferida no Rio, ele afirmou que o próximo presidente terá de respeitar a Constituição e a normalidade democrática, sem citar nomes, sinal de que a mensagem vale para ambos os candidatos, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT-PcdoB).

Em meio a uma eleição de ânimos acirrados e contendores que dividem radicalmente a sociedade brasileira, antes de qualquer resultado, ele coloca acima das disputas os princípios maiores do regime democrático republicano. E nos lembra que esta é a hora do equilíbrio.

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Um vídeo que circulou pelo WhatsApp com Eduardo Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro e deputado federal eleito por São Paulo, causou fortes reações junto  ao Supremo Tribunal Federal. No vídeo, Eduardo, durante uma palestra em Cascavel anterior à eleição, afirma que "basta um cabo e um soldado" para fechar o STF.  O próprio Bolsonaro tratou de pôr panos quentes na declaração. "Já adverti o garoto", disse ele. "Ele respondeu a uma pergunta sem pé nem cabeça e levou para esse absurdo aí." Ainda assim, os ministros do tribunal se manifestaram duramente. "Inconsequente e golpista", escreveu, sobre a fala de Eduardo , quem tem 34 anos, o decano do STF, Celso de Mello. Com ele, já se levantam as instituições contra qualquer excesso pretendido pelo próximo presidente eleito.

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Quinta, 18 Outubro 2018 22:24

Uma faca para a História

Uma faca estava na prateleira de uma loja de utensílios domésticos. Uma faca comum, de cabo preto, daquelas que se usa para descascar frutas. Uma mão pegou-a, levou ao caixa, pagou o valor em dinheiro. Depois colocou-a no bolso do blusão.

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Quinta, 18 Outubro 2018 21:26

Haddad e Bolsonaro partem para o jogo sujo

Na reta final da campanha, Fernando Haddad (PT-PcdoB) e Jair Bolsonaro (PSL) abandonaram de vez a discussão de propostas de governo e partiram para o jogo sujo, por meio do uso da grande imprensa e da comunicação digital. Atrás nas pesquisas, em quase desespero, o candidato do PT utilizou reportagens plantadas no UOL para atacar o adversário e questionar sua candidatura no Tribunal Superior Eleitoral. Segundo o portal, empresas estariam impulsionando conteúdo contra o PT ilegalmente pelo WhatsApp.

A máquina de propaganda do PT usou ainda uma notícia do UOL, que é velha, mas cujo título sugeria uma denúncia nova: o lucro de 590 mil reais de "fundo ligado a Paulo Guedes"  por informação privilegiada - operação ocorrida em 2016 e da qual ele foi inocentado. Isso foi suficiente para o impulsionamento da hashtag #caixa2Bolsonaro. O candidato do PSL respondeu na mesma moeda.

Publicado em Política
Segunda, 01 Outubro 2018 14:54

Bolsonaro em família

Publicado em Jcaesar
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