19 Nov 2019

O presidente Jair Bolsonaro alardeou no início do governo sua intenção de se aproximar comercialmente dos Estados Unidos, mas a realidade o tem levad para outra direção. Enquanto o governo americano só acenou com restrições ao Brasil, a começar por não apoiar a inclusão do país na OCDE e restringir a importação de carne brasileira, o presidente voltou da sua rodada de visitas pela Ásia com a promessa da China de trazer mais 100 bilhões de dólares para investirmentos em infra-estrutura no Brasil. Contra a atração ideológica de Bolsonaro pelo presidente americano Donald Trump, os chineses oferecem um convincente caminhão de dinheiro.

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A Embraer está fazendo o recall do jato executivo mais vendido do mundo, o Embraer EMB-505, modelo Phenom 300. O desgaste de peças de balanceamento da aeronave fez com que seus voos fossem proibidos em todo o mundo.

O aviso do recall foi feito aos operadores do Phenom no último dia 30 de outubro, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil. Na última quarta-feira, foi proibido o voo dos jatos que apresentarem o desgaste.

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Se a ideia era atrair capital privado para a compra do direito de exploração de quatro campos de petróleo na Bacia de Santos, e com isso reforçar o caixa, o mega leilão não deu muito certo. Com quase nengum interesse do capital externo, no primeiro dia a Petrobras foi a maior compradora - dinheiro do governo que foi para o governo. Nesta quinta-feira, segundo dia do mega-leilão, apenas um dos cinco campos foi vendido. O comprador? A Petrobras, que ficou com 80% do campo, com 20% para a petroleira chinesa CNODC.

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O pacote de medidas da redução do Estado que começou a ser enviado ao Congresso pelo governo, com a assinatura do ministro Paulo Guedes, levantou tantas perguntas quanto esperanças sobre seus resultados a médio e longo prazo. Sobretudo, com a saída do governo de uma série de áreas, das atividades econômicas ao próprio fomento de setores como a educação, a saúde e a geração do emprego, Guedes entrega à iniciativa privada brasileira a missão de preencher espaços, a começar pelos investimentos. Aí reside a maior aposta.

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Terça, 05 Novembro 2019 16:43

Os efeitos do pacote de Guedes

O presidente Jair Bolsonaro entregou nesta terça-feira ao Congresso um pacote com várias mudanças para serem votadas progressivamente, com o objetivo de fazer uma reforma do Estado e agilizar a economia, elaborado pelo ministro Paulo Guedes.  

"É uma transformação do Estado brasileiro", disse Guedes. "Tem a consolidação de uma cultura fiscal de austeridade, de sustentabilidade fiscal. Vamos garantir finanças sólidas para a República brasileira."

Se corrige erros do passado, quando a gastança e a corrupção destruíram as contas públicas sem criar desenvolvimento sustentável, o projeto de Guedes é uma peça ortodoxa de corte de despesas e distribuição de recursos, sem trazer junto um planejamento estratégico voltado para o futuro.

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Quinta, 24 Outubro 2019 22:03

#fimdamiseria: Largo da Batata, São Paulo

A República promove a campanha #FimDaMiseria. Vai publicar diariamente uma foto da dramática situação dos abandonados nas ruas do país.

Leitores podem colaborar. Mande sua foto para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Identifique o local da foto e a autoria. Você poderá acessar a página Fim da Miséria no Facebook e fazer a postagem também lá.

Nosso objetivo é chamar a atenção dos cidadãos e autoridades para o alarmante abandono da população mais pobre em todo o país. Isto tem de mudar.

Contribua. Coloque o que você vê na rua para que todos vejam. É o primeiro passo para a solução.

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Quarta, 23 Outubro 2019 18:09

O Chile e o estresse do sistema

A explosão de violência no Chile, iniciada com o protesto de estudantes a partir de um pequeno aumento nas tarifas do transporte público, tem causas mais profundas e preocupa ainda mais porque na sua base está um problema que não é somente dos chilenos.

O Chile é considerado um modelo de governança liberal. Passou por anos de esforços para melhorar a qualidade de vida, com reformas constitucionais, educacionais, tributárias, de saúde e previdenciária - exatamente o que pretendem o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, para o Brasil.

Apesar disso, os sucessivos governos chilenos não conseguiram reduzir a pressão social. Ela vem do fato de que o Chile já tentou à exaustão os dois modelos econômicos relativamente antagônicos de que o arsenal político dispõe. Com Michelle Bachelet, duas vezes (de 2006 a 2010 e entre 2014 e 2018),  utilizou as fórmulas de centro-esquerda, com maior participação do Estado na economia. Com Sebastián Piñera, de centro-direita, que também já esteve no poder entre 2010 e 2014, usou a fórmula mais liberal.

É o mesmo que vem ocorrendo na Argentina, que do governo de esquerda de Cristina Kirchner foi para o liberalismo de Maurício Macri, sem sucesso. Como resultado, a ala de Cristina Kirchner, agora vice na chapa de Alberto Fernández, tomou a liderança nas pesquisas para a eleição de 27 de outubro. As medidas propostas por Fernández, porém, já dão um certo déjà vú, um fracasso já anunciado. Ele promete coisas como o congelamento de preços públicos - já feito sem sucesso no passado -, que são paliativos desastrosos, pois no final só agravam os problemas estruturais.

Esse é também o risco do Brasil, que, depois dos anos do PT, vem procurando restabelecer uma política liberal na economia, com o governo Bolsonaro, mas ainda sem efeito significativo - especialmente na geração de empregos. O governo começou pela reforma previdenciária, embora não tão radical como no Chile, onde o sistema foi completamente privatizado. É o que queria Guedes, cujo banco, o Pactual, é um dos cinco administradores privados dos fundos de pensão chilenos.

O desapontamento geral com a falta de soluções, mesmo diante da troca de governos, cria também uma crise da própria democracia, na medida em que as mudanças democráticas parecem não estar surtindo efeito, ou respondendo de forma satisfatória às demandas sociais. Mudam governos, mudam presidentes, muda o Congresso, mas continua a miséria, a violência, o desemprego, o que leva a uma escalada da desagregação social.

Mas por que nada tem dado certo?

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