7 Jul 2020
Segunda, 22 Junho 2020 19:19

O cenário macabro na economia

Relatórios de investidores e operadores do mercado financeiro nos últimos dias apontam para um cenário negro na economia brasileira para o restante do ano. Pode ser um pessimismo exagerado, mas, num mercado em que os humores dirigem as ações, a avaliação dos especialistas sobre a economia braisleira já contam para minar a cinfiança no futuro - e agravar uma situação que já é de crise galopante, visível nas ruas, onde a miséria se mostra num crescimento alarmante.

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O presidente Jair Bolsonaro formalizou pelo Diário Oficial da União nesta quarta-feira o general Eduardo Pazuello no cargo de ministro interino da Saúde. Com isso, ele deixou a secretaria executiva da pasta. Na prática, Pazuelllo é o ministro - chamado de interino apenas para disfarçar o que todo mundo sabe.

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Por conta do coroavírus, a produção industrial brasileira registrou queda de 18,8% em abril na comparação com o mês anterior, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em levantamento publicado nesta quarta-feira. Mas a crise não deve somente á pandemia. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a queda foi de 27,2%.

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Não há nenhum indício de que o Brasil esteja saindo do pico pandêmico, mas o país entrou em acordo tácito para encerrar a experiência de semi-isolamento, volta aos poucos ao trabalho, com anuência da flexibilização em estados como São Paulo, e prepara-se para encarar o primeiro problema criado no vácuo deixado nas cidades: a tomada das ruas pelos militantes do presidente Jair Bolsonaro, clamando por uma intervenção militar. Em todo o país, depois de uma primeira manifestação em São Paulo, que juntou torcedores do Palmeiras e do Corinthians, rivais no esporte, e acabou com tiros de efeito moral da Polícia Militar, armam-se para o próximo domingo manifestações em todo o país contra o presidente, com vírus e tudo.

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Passados seis meses após o início do Covid-19 fora da China, o mundo já tem uma avaliação mais quantitativa do estrago na economia mundial, que já de antes não vinha muito bem. Nos EUA, a taxa de desemprego, que se encontrava em 3% antes do Covid-19, saltou para 14% - a mais alta desde a Grande Depressão. Nesta quarta-feira, 27 de maio, a Organização Internacional do Trabalho apresentou um balanço mundial. Ele mostra que um a cada seis jovens perdeu o trabalho em todo o planeta. Os trabalhadores que permaneceram com emprego tiveram, em média, uma redução de 23% em suas horas de trabalho.

O Brasil é um dos países mais afetados. O momento colabora para o cenário. "Isso coincide com o fato de que a região é hoje o epicentro da pandemia", afirmou em Genebra o diretor-geral da OIT, Guy Ryder. "No começo da pandemia, o continente das Américas era o menos afetado em termos de emprego. Hoje, o continente saltou para ser o mais afetado."

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No final da semana passada, quando a curva das contaminações pelo Covid começava a baixar nos Estados Unidos e na Rússia, o Brasil se tornou o único país com superpopulação a ver o número de contaminações e mortes ainda subindo como um foguete - e figurou no discurso da OMS como o novo "epicentro" da pandemia mundial.

Não podia dar outra, porque na periferia das metrópoles e em muitas cidades pelo interior do país a população permanecia na rua, infensa aos apelos das autoridades estaduais e municipais para manter o isolamento.

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Em videoconferência nesta quinta-feira, o presidente Jair Bolsonaro adotou um tom mais ameno, diante de governadores que aguardavam a resposta sobre o projeto aprovado pelo Congresso com uma ajuda de 60 bilhões de reais aos cofres de estados e munícípios.

Além dos 60 bilhões em transferência direta de recursos diretos, o projeto prevê uma desoneração de estados e municípios em outros 60 bilhões com a suspensão do pagamento de dívidas ao tesouro nacional.

Bolsonaro afirmou que vai aprovar a ajuda, com ressalvas. Entre elas, está a contenção da expansão salarial do funcionalismo público. Disse que o governo chegou a estudar o corte de 25% dos salários para gerar caixa, mas que deve apenas reter reajustes até o final de 2021, "o que vai ser bom, porque seré um sacrifício menor, mas vai ajudar 210 milhões de brasileiros".

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Terça, 19 Maio 2020 15:28

Governo passa por metamorfose radical

O desmanche realizado pelo presidente Jair Bolsonaro nos ministérios e demais escalões, trocando nomes que representavam alianças ou propostas de campanha, coloca não apenas novas caras no governo como muda completamente sua proposta. Empurrado pelas investigações contra sua família, por seus novos aliados do centrão e as circunstâncias da crise econômica na esteira da pandemia, Bolsonaro vai se afastando dos compromissos eleitorais originais e dá início a uma nova fase de governo que, pelos nomes e intenções, fica mais parecida com o governo de Michel Temer. E pode rumar para um descolamento completo da sua configuração inicial, ameaçando inclusive o seu último pilar mais importante - o ministro da Economia, Paulo Guedes.

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Com 146,4 mil novos casos do coronavírus em duas semanas, o Brasil se tronou o segundo país onde a pandemia mais se espalhou no mundo, depois dos Estados Unidos, com 327 mil casos, e á frente da Rússia, com 145,4 mil casos, de acordo com o Centro Europeu para a Prevenção e Controle Doenças da União Europeia. A Organização das Nações Unidas considera o país o "novo epicentro" da pandemia, pelo fato de que países europeus já estão na curva descendente das contaminações e, no trio que hoje encabeça a expansão do vírus, é onde a contaminação cresce mais rápido, associada à pobreza.

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Segunda, 11 Maio 2020 16:15

A comunicação destrói uma gestão

Os integrantes do governo Jair Bolsonaro, a começar dele mesmo, são especialistas em atrair a antipatia geral, mesmo quando têm bons planos ou boas intenções. São caso exemplar de comunicação ruinosa, que vale a pena ter como parâmetro, mas do que não se pode fazer. Assim como na gestão privada, há governos que servem como "cases" de comunicação que, associada a decisões equivocadas, produzem o efeito contrário ao desejado, arruinam a imagem, desestabilizam a liderança e minam a própria gestão.

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