15 Set 2019

O presidente Jair Bolsonaro mandou demitir o secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, por conta dos estudos sobre a recriação do imposto sobre operações financeiras, nos moldes da antiga CPMF. Bolsonaro sempre se declarou contra aumentos de impostos, até porque são pouco eficazes - aumentam a receita do governo no primeiro  instante, mas são recessivos e acabam reprimindo a economia e também a arrecadação, num buraco sem fundo.

Assim, Bolsonro, que já não vinha gostando da fiscalização da Receita sobre figuras de proa da República, incluindo as próximas dele, queimou Cintra. E acabou chamuscando o chefe do secretário, o ministro da Economia, Paulo Guedes, que já vinha anunciando a criação do novo imposto - chegou a dar uma entrevista ao jornal Valor Econômico, dizendo que a alíquota chegaria em alguns casos a 1%.

Publicado em Economia

A República segue com sua campanha para denunciar a situação do Brasil. Mande também sua foto dos brasileiros nas ruas para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Esta foi tirada em Pouso Alegre, Minas Gerais.

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Quarta, 11 Setembro 2019 14:19

O lugar onde nasce outro futuro do Brasil

No fim de semana do feriado de 7 de setembro, a pequena cidade de Santa Rita do Sapucaí, no sul de Minas Gerais, foi pela quinta vez cenário do Hack Town - evento que reuniu mais de 600 palestrantes e um público de cerca de 6 mil pessoas para assistir palestras, debater inovação, tecnologia, comportamento e, por que não, se divertir.

Nerds e jovens de todas as tribos se misturavam em vários lugares da cidade para discutir tanto a economia digital como a comida vegana e o documentário La Planta, sobre a experiência da maconha medicinal no Uruguai, dirigido pelos cineastas Beto Brant e Yael Steiner.

É um sopro de vida na economia e na sociedade brasileira, ignorado pelo governo federal, assim como pela mídia nacional. Como se fosse um evento de importância local, contou apenas com a cobertura regional da TV Globo, e a participação do governador mineiro Romeu Zema, que, na abertura, disse que a tecnologia está entre as suas prioridades.

Não se trata de acaso. Enquanto em Brasília o ministro da Economia, Paulo Guedes, deblaterava sobre a reintrodução da velhíssima CPMF, e o presidente Jair Bolsonaro tuitava do hospital que não haveria aumento de impostos, sem qualquer solução fora da mais arcaica ortodoxia econômica, em Santa Rita, sem sequer uma testemunha de Brasília, se discutia o que pode levar o Brasil para a frente de verdade.

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Depois de visitar o presidente Jair Bolsonaro pela manhã, momento registrado numa foto em que apareceu com uma pistola enfiada na cintura, o deputado Eduardo Bolsonaro foi na tarde da última segunda-feira a um evento criado para discutir o incentivo aos investimentos estrangeiros no Brasil, promovido pela Abrig, associação de profissionais de relações entre as empresas privadas e o governo. No encontro, para o qual ele chegou antes da hora, ouviu palestrantes e fez anotações com letra de forma miúda, como um aluno aplicado, Eduardo afirmou que o empresariado brasileiro tem na gestão de seu pai uma oportunidade única para atrair novos negócios e prosperar.

"Aproveitem o momento", disse ele, "porque não sabemos como será depois". Afirmou que seu "maior sonho" seria uma "reforma da Constituição e das leis, de forma que, se vier um novamente um governo estatizante, não poderá agir" - referência clara ao PT e aos partidos mais de esquerda. Resta, porém, saber exatamente qual é o projeto para o desenvolvimento deste governo, além do discurso liberal. E, dentro dessa política ainda em formação, o papel de Eduardo tem se revelado mais importante do que parece aos críticos, que vêem nele erroneamente somente o filho que o pai quer colocar na embaixada em Washington.

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Segunda, 09 Setembro 2019 14:28

Governo avalia entrar no combate ao desemprego

Depois de oito meses completos de governo, o choque liberal prometido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, ainda não surtiu o principal efeito esperado - a redução do desemprego. Com isso, o governo resolveu algo que lembra os mandatos do PT: estuda empurrar a iniciativa privada com a máquina pública, de modo a recolocá-la para investir e criar postos de trabalho. Com isso, Guedes vai caindo na realidade brasileira, na qual o PT podia ter vocação estatizante, mas paradoxalmente isso caiu bem junto a um empresariado parasitário, que reluta em arriscar, contrariando a própria essência da atividade. E somente se põe em marcha com incentivos fiscais, financiamentos camaradas e todo tipo de facilidade - uma categoria que, no Brasil, historicamente se desenvolveu vivendo à sombra do Estado. E se alinhou perfeitamente com o PT enquanto o Estado ainda tinha dinheiro para inflar a economia.

Publicado em Economia

A substancial vantagem nas eleições primárias do candidato da oposição na Argentina, Alberto Fernández, que sugere uma vitória com larga margem na votação decisiva em outubro sobre o atual presidente Mauricio Macri, não significa apenas uma volta dos Kirchner ao poder, com Cristina Kirchner na vice-presidência e suas políticas populistas de esquerda. Quer dizer que, depois de selado o fracasso da era Kirchner, os argentinos experimentaram o outro lado - e agora podem voltar atrás. É a saudade do ruim, diante do pior.

O jogo pendular entre esquerda e direita dos argentinos é o mesmo que ocorre no Brasil, ainda que numa fase anterior. Depois da tentativa social democrática com FHC e depois o lulismo, o Brasil experimenta o liberalismo radical de Jair Bolsonaro e seu ministro econômico, Paulo Guedes. Porém, o resultado também vai parecendo igual.

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A Agência Nacional de Saúde Suplementar suspendeu nesta sexta-feira a venda de 51 planos de saúde de dez operadoras. O motivo são as reclamações de clintes no segundo trimestre do ano.

Publicado em Assuntos Nacionais
Quinta, 29 Agosto 2019 15:53

Economia dá um débil sinal de vida

O Produto Interno Bruto cresceu 0,4% no segundo trimestre, em comparação com os primeiros três meses do ano, chegando a 1,78 trilhão de reais - um sinal de recuperação muito débil, mas que não deixa de ser um sintoma de vida.

No primeiro trimestre, o PIB encolheu 0,1%, segundo revisão de dados pelo IBGE. É uma reativação muito pequena para significar que o Brasil saiu da estagnação. Comparado ao mesmo período do ano passado, subiu 1%. Esse período de 2018, porém, foi atípico, conturbado pela greve dos transportes, que derrubou e desorganizou a atividade econômica no país.

Publicado em Economia
Segunda, 26 Agosto 2019 20:42

Em defesa do agro

Publicado em TV República
Sábado, 24 Agosto 2019 16:48

Liberalismo não é falta de governo

O ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou que está estudando trazer de volta a velha CPMF, antigo "imposto do cheque", que incidia sobre todas as operações bancárias. Disse que se o valor for "pequenininho" não fará mal. Fará. Porque qualquer aumento de impostos, num país já exaurido pela crise, não só vai contra o liberalismo pregado por ele, desmoralizando sua proposta, como é algo que o brasileiro já conhece - e sabe que, por achatar ainda mais o cidadão, é outra medida recessiva, que não dará certo ao final.

Há, porém, um lado ainda pior das ideias em voga no governo.

Publicado em Perspectivas
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