18 Out 2021
Segunda, 11 Outubro 2021 10:46

O valor da vida

O filme Valor da Vida, que entrou em cartaz em setembro dos cinemas nacionais, fala sobre a indenização das famílias das vítimas dos ataques de 2001 ao World Trade Center, ao Pentágono e o Congresso americano. Porém, nestes tempos da Covid-19, com a morte em massa de pessoas, em boa parte graças à negligência do poder público federal,  trata de uma questão muito contemporânea. Quanto vale a vida? Qual o tamanho do dano que um governante negacionista pode causar a um país? E, sobretudo: é possível fazê-lo pagar?

Publicado em República livre
Segunda, 25 Fevereiro 2019 11:43

Oscar premia talentos e o politicamente correto

"Green Book: O Guia" recebeu na madrugada desta segunda-feira o Oscar como o melhor filme do ano passado. Premiou o talento de um grande filme e a corrente politicamente correta da Academia americana, que coloca em evidência a temática do racismo com final feliz.

Outro cotado para o prêmio, "Roma", teria sido um escolha ainda mais ousada.

Sua temática é também politicamente correta - fala sobre imigração, tema delicado para a política americana na era Trump. Mais que tudo, foi veiculado pelo Netflix, a neo-indústria do cinema, que ameaça a própria produçao tradicional. Ficou com o prêmio de melhor filme estrangeiro e diretor, para Alfonso Cuarón.

Green Book recebeu mais duas estatuetas: a de roteiro original e ator coadjuvante, para Mahershala Ali. "Roma" também levou três prêmios, incluindo o de fotografia.

A cinebiografia de Freddy Mercury, "Bohemian Rhapsody" recebeu prêmios técnicos de mixagem e edição de som e o de melhor ator para Rami Malek, por sua interpretação como Mercury.

Green Book foi baseado na história real de Tony Lip (Viggo Mortensen), ítalo-americano preconceituoso, contratado como motorista e segurança do refinado pianista negro Don Shirley (Mahershala Ali), durante sua turnê pelo sul dos Estados Unidos, nos anos 60. É mais um libelo contra a discriminação, com um ponto de vista original, pois neste caso o patrão era o negro e o branco, seu subalterno, inversão de papéis muito bem explorada do ponto de vista dramatúrgico, num tempo em que a discriminação continua um assunto no topo da pauta da sociedade ocidental.

Segundo o "Deadline", Spike Lee, diretor de "Infiltrado na Klan", conhecido por seus filmes sobre racismo, teria protestado contra a vitória de Green Book, virando as costas enquanto a equipe do filme rival comemorava o Oscar de melhor filme no palco.

Lee estaria se juntando aos ativistas negros que protestaram contra "Green Book", depois que a família de Don Shirley contestou a veracidade de episódios do filme, afirmando que a relação entre ele e seu motorista não teria sido daquela forma.

"Eu senti que estava sentado bem perto do campo em um jogo, e vi o árbitro fazendo uma marcação errada", disse Lee.

O episódio soou como coisa de mau perdedor. Já outros artistas como Lady Gaga, vencedora do Oscar de melhor canção original por Nasce Uma Estrela, preferiram a humildade. "Não é uma questão de vencer, é uma questão de não desistir", disse ela. "Não importa quantas vezes você seja recusado, lute pelo seu sonho."

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Bohemian Rhapsody, o filme que retrata a vida de Fred Mercury e do Queen, ícones da música pop dos anos 1970 e 1980, não é apenas um grande filme, por várias razões. É também uma lição do Brasil para o Brasil.

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