6 Jun 2020

Ao longo de sua carreira, Sérgio Moro sempre deixou suas posições políticas pessoais em segundo plano, primeiro por conta do exercício da função de juiz, e depois por colocar-se como um quadro técnico dentro do governo, no Ministério da Justiça, cuja política era a política do presidente Jair Bolsonaro. Quarenta dias após sair do seu último emprego, Moro escreveu um artigo para o jornal O Globo, publicado nesta quarta-feira, no qual explicita pela primeira vez suas impressões e posições políticas, a partir do cenário atual. É a base do Moro político, a partir do que ele acredita - um homem moderado, avesso ao populismo e às tendências autoritárias, tanto da esquerda como da direita. E que se coloca de imediato como oposição tanto a uma como a outra: uma opção contra a corrupção e pela conciliação nacional.

Publicado em Política

O Brasil sofre com uma malformação histórica, que é a crença das suas elites de que a conveniência do momento é mais importante que a segurança institucional. Isso fez com que apelassem a Lula, apoiando o PT para o governo, numa época em que o Brasil demorava a ter crescimento econômico. Foi a mesma elite que deu apoio a Bolsonaro, depois que o Estado gastou tudo o que tinha, dando poder de compra artificialmente ao consumidor de classe baixa, e o Estado falido ameaçava tomar os lucros de volta, aumentando impostos. Entrou Paulo Guedes como garantia desse acordo, e Bolsonaro está aí.

Publicado em Perspectivas

Essa onda crescente de defender a intervenção militar no processo político vem provocando uma calamitosa confusão de conceitos sobre o que seria, afinal, uma ditadura – e, mais que isso, o que foi o regime militar instaurado no Brasil em 1964. 

Publicado em Perspectivas
Terça, 02 Junho 2020 14:09

Dores do confinamento

A luta de um velho contra a monotonia 

Publicado em República livre

Intimada pela Polícia Federal a prestar depoimento sobre a ameaça que fez de "infernizar" a vida do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, e seu envolvimento com a indústria bolsonarista de fake news, a ativista de extrema direita conhecida como Sara Winter disse que não comparecerá.

Publicado em Assuntos Nacionais

Não há nenhum indício de que o Brasil esteja saindo do pico pandêmico, mas o país entrou em acordo tácito para encerrar a experiência de semi-isolamento, volta aos poucos ao trabalho, com anuência da flexibilização em estados como São Paulo, e prepara-se para encarar o primeiro problema criado no vácuo deixado nas cidades: a tomada das ruas pelos militantes do presidente Jair Bolsonaro, clamando por uma intervenção militar. Em todo o país, depois de uma primeira manifestação em São Paulo, que juntou torcedores do Palmeiras e do Corinthians, rivais no esporte, e acabou com tiros de efeito moral da Polícia Militar, armam-se para o próximo domingo manifestações em todo o país contra o presidente, com vírus e tudo.

Publicado em Assuntos Nacionais
Sexta, 29 Maio 2020 15:53

Ascensão e queda

Publicado em Jcaesar
Quarta, 27 Maio 2020 16:06

My name is Maia

Publicado em Jcaesar

Um dia depois de vasculhar a vida do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, na chamada "operação Placebo", a Polícia Federal realizou outra batida, cumprindo 29 mandados em cinco estados, como parte da investigação para o inquérito sobre as fake news, por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

Foram alvo colaboradores próximos do presidente Jair Bolsonaro, como oito parlamentares, entre eles as deputadas do PSL Carla Zambelli e Bia Kicis, o ex-deputado Roberto Jefferson, Allan dos Santos, operador do blog Terça Livre, integrante da milícia digital bolsonarista, e o empresário Luciano Hang, dono da Havan, financiador da indústria de fake news de extrema direita. 

Publicado em Política

O presidente Jair Bolsonaro mandou claro sinal nesta terça-feira de que está agora no controle da Polícia Federal - e de que usará o órgão tanto para defesa própria, como denunciou o ex-ministro Sérgio Moro, como o ataque. Após mudar o superintendente da PF no Rio de Janeiro, foi realizada uma blitz na casa oficial do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, a pretexto de investigações sobre supostos desvios de dinheiro no atendimento ao coronavírus no estado. A operação teve mais efeito de  "vendetta" a um desafeto do presidente, que chamou Witzel de "estrume" na reunião de 22 de abril. Foi chamada pela própria PF de "Operação Placebo". Placebo, como se sabe, é o conteúdo inócuo, utilizado nos remédios, sem ter princípio ativo.

Publicado em Política
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