2 Jul 2020

Bohemian Rapshody dá lição do Brasil ao Brasil

Por   Seg, 05-Nov-2018
Mercury: ainda atual Mercury: ainda atual

Bohemian Rhapsody, o filme que retrata a vida de Fred Mercury e do Queen, ícones da música pop dos anos 1970 e 1980, não é apenas um grande filme, por várias razões. É também uma lição do Brasil para o Brasil.

Com algumas adaptações da realidade, como mudanças na cronologia, o diretor Bryan Singer fez um grande filme, intimista nos personagens e com a energia e vitalidade da música do Queen - banda que alcançou a rara combinação de alta qualidade e grande popularidade.

Para muitos, o Queen foi um dos símbolos da geração vitimada pelo surgimento da Aids. A mistura do rock com elementos da ópera, a voz inconfundível de Mercury e a quebra de padrões para uma época em que ser "diferente" ainda causava estranhezas fizeram do Queen uma joia rara. Sua música única e inequívoca cotinua inovadora ainda hoje hoje, sem envelhecer.

Ao mesmo tempo em que contou uma história em filme, Singer deu à plateia do filme bastante da música da banda, quase como num documentário, combinação difícil de fazer, e com muito sucesso. E consagrou dois grandes momentos. Uma é a discussão da banda com seu produtor sobre Bohemian Rapsody. O executivo repete as ideias máximas do homem comercial: a musica  é muito grande, não vai tocar na rádio, ninguém gosta de ópera. É a fórmula de sempre, em oposição ao trabalho de criação do artista. E é por isso que o artista muda o mundo; não a indústria.

Outro grande momento do filme é o show no Rock in Rio, quando a plateia é que dá o show pra um Mercury extasiado ao ver 100 mil pessoas cantando para ele na praia de Copacabana. Uma lembrança de como o Brasil pode ser maravilhoso, quando quer.