19 Set 2019

O ex-senador Romero Jucá, atual presidente do MDB-RR e líder nos governos de Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer, foi denunciado pelo Ministério Público Federal no Paraná por envolvimento em esquema de corrupção na Transpetro, subsidiária da Petrobras, junto com seu ex-presidente, Sérgio Machado.

É uma estrela presente em todos os últimos governos que vai baixando no horizonte. Em seu lugar, ascende agora o senador Fernando Bezerra (PSB-PE), que vem se tornando o principal articulador do governo Bolsonaro no Senado. Bezerra, contudo, também está na mira dos procuradores da Lava Jato.

O Senado Federal aprovou nesta segunda-feira por 55 votos a favor e 12 contra a Medida Provisória que autoriza uma revisão moralizadora dos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social, o INSS. Para o governo, que propôs as mudanças, cobrou a conta: aceitar mudanças na reforma da Previdência.

A MP 871 precisava ser votada até esta segunda-feira para não caducar. O governo aceitou mudar o texto da reforma da Previdência em sua tramitação na Câmara dos Deputados, em especial na ampliação do prazo para que trabalhadores rurais se adaptem às novas regras. 

Em entrevista à revista Veja, o presidente Jair Bolsonaro afirmou estar preocupado com a quebra de sigilo bancário de seu filho Flávio Bolsonaro e explicou sua relação de amizade com Fabrício Queiroz, que operava contas consideradas suspeitas em investigação no Ministério Público do Rio. 

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), decidiu segurar a votação da Medida Provisória do Desmatamento, patrocinada pela bancada ruralista e aprovada na Câmara, mas que cairá se não for aprovada também pelos senadores até a segunda-feira, dia 3. Alcolumbre alega que houve pouco tempo para discuti-la.

Ocorre que o presidente Jair Bolsonaro tem sido nos bastidores o maior apoiador da MP, que foi aporvda e enviada ao Congresso ainda pelo ex-presidente Michel Temer. Na quarta-feira, de acordo com uma reportagem da revista Piauí, telefonou a Alcolumbre para convencê-lo a aprovar a MP naquele mesmo dia. E avisou que, caso ela caia, pretende reeditá-la.

Quem acha que o Congresso virou o mocinho da história depois que começou a barrar exageros do presidente Jair Bolsonaro, deve prestar atenção na mais recente manobra dos parlamentares, que vai jogar por terra anos de esforços no sentido deproteger o meio ambiente no Brasil, para favorecer interesses particulares -  em especial o dos deputados da bancada ruralista.

Pois os deputados pegaram uma medida provisória editada ainda pelo ex-presidente Michel Temer, que tinham outra finalidade, e nesta quarta-feira aprovaram um texto desfigurado que elimina indenizações, tira a responsabilidade pela recomposição de matas e outras compensações e afrouxa o controle sobre o avanço predatório das florestas brasileiras.

A investigação da Lava Jato sobre a propinolândia dos políticos pagos por empreiteiras começa agora a desvendar colaboradores dentro dos bancos. Já foi identificada uma rede com pelo menos 11 instituições financeiras no Brasil e no exterior que atuavam como facilitadoras do crime.

Essa rede, revelada a partir de delações premiadas e rastreamento do dinheiro saído da Odebrecht, é o início de um novo capítulo para a operação, que começa agora a focar a participação do mercado financeiro e seus articuladores.

Adélio Bispo de Oliveira, autor do atentado a faca contra o então candidato à Presidência Jair Bolsonaro, em setembro do ano passado, foi considerado doente mental pela Justiça. Por isso, em vez de punido criminalmente num presídio comum, deve ir para um sanatório mental.

MiIhares de manifestantes foram às ruas neste domingo em apoio ao governo do presidente Jair Bolsonaro, com slogans contra o Centrão, o Congresso, o Supremo Tribunal Federal. Ao estilo brasileiro, apareceram as alegorias canavalescas, como o Super-Moro, boneco inflável do atual ministro da Justiça no corpo do Super-Homem, assim como o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que virou o "Privileco", desfilando ao lado do Pixuleco, o Lula em roupa de presidiário.

É sabido que o presidente Bolsonaro conta ainda com um forte apoio popular mobilizável - o que não significa que se trate da maioria da população. É certo, também, que a manifestação desse domingo prova apenas uma coisa. Assim como havia multidões que iam às ruas para defender o PT de Lula e Dilma, Bolsonaro segue os mesmos passos do lulopetismo, buscando nas manifestações de rua algum amparo num cenário cada vez mais adverso. Como Lula, aposta no messianismo político - a ideia de que pode manter uma massa de brasileiros em ação para inibir tanto as investigações das quais faz parte ao lado dos filhos, como o desmanche do apoio político de seu governo no Congresso.

O Supremo Tribunal Federal obteve a maioria dos votos em decisão que criminalizará a homofobia - seis dos 11 membros do tribunal já votaram. O tribunal também se pronunciou a favor da equiparação da homofobia ao crime de racismo. "Racismo se dá contra seres humanos, qualquer que seja sua fé e sua orientação sexual", disse, ao proclamar o voto, o ministro Luiz Fux.

O julgamento será retomado somente no dia 5 de junho, mas pelo placar a decisão já está tomada - e causou reações, sobretudo entre os políticos da bancada evangélica.

A ideia de convocar uma manifestação pública em favor do governo, encampada pelo presidente Jair Bolsonaro, causou receio e mais abandonos entre as fileiras do governo. Acossado pela investigação nas contas do gabinete de se filho Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, com nomes envolvidos em seu próprio gabinete, o presidente resolveu mostrar força política, num movimento visto com reservas e receio por aliados, que temem prlas consequências de tumultos ou do simples fracasso.

Vários movimentos coletivos que apoiaram Bolsonaro nas eleições, como o MBL e o Vem Pra Rua, já anunciaram publicamente que não participarão do dia 26 - e recomendaram o contrário. O Movimento Empresários Brasil 200 também. "A forma como surgiu essa manifestação foi um pouco nebulosa", afirmou Gabriel Kanner, presidente do Brasil 200. "Vimos pessoas com hashtags sobre invadir o Congresso ou fechar o STF."

Em São Paulo, Janaína Paschoal, deputada mais votada do país, anunciou que vai desembarcar do PSL, que comparou em comportamento ao PT.