2 Jul 2020

O comandante do exército, general Eduardo Villas Bôas, tirou do cargo de secretário de Economia e Finanças da arma Antônio Hamilton Martins Mourão.

O deputado Carlos Marun (PMDB-MS), vai assumir a secretaria de governo na próxima quinta-feira, no lugar de Antonio Imbassahy (PSDB-BA), que saiu na última sexta, dia 8,  dentro do movimento do partido de se afastar do governo. Antes, vai apresentar um pedido de indiciamento do ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no relatório da CPI do frigorífico JBS, acusado de abastecer com propinas do PT a Aécio Neves, do PSDB. Com a saída acenada pelo PSDB do governo, e a indicação de Marun, o presidente Temer começa uma gestão com mais cara de PMDB.

E dá o tom daqui em diante, sugerindo que a melhor defesa dele e seu partido, em especial em relação à operação Lava Jato, será o ataque.

O presidente Michel Temer tem feito uma série de esforços para reavivar a economia, mas eu enfraquecimento político, com as concessões cada vez maiores que distribui a empresas e parlamentares em troca de apoio, e medidas econômicas com efeitos colaterais contrários, criam um efeito bumerangue que, em vez de resolver, pode se somar aos problemas estruturais herdados da gestão do PT. O crescimento do emprego informal mostra que a reforma trabalhista mina  no subterrâneo o que se pretende com a reforma da previdência, enquanto o Judiciário e os governos dos Estados, tanto quanto o Congresso, não parecem dispostos a colaborar com medidas politicamente amargas e constitucionalmente polêmicas.

O Kadafi de Lula

em | Sex, 08-Dez-2017

O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva começa a pagar pelos amigos que fez. Ele e o PT teriam recebido 1 milhão de dólares do ditador líbio Muamar Kadafi, deposto e executado em 2011. Isso segundo delação de um de seus principais colaboradores, o ex-ministro Antônio Palocci, segundo reportagem da revista Veja desta semana.

Em caravana pelo país, o ex-presidente Lula chegou à Comperj, siderúrgica que de esperança do Brasil virou exemplo de descaso e corrupção.

O deputado Tiririca abandona a vida pública, onde sua contribuição foi apenas ajudar a eleger corruptos de seu partido.

Ao anunciar que se assumir a presidência do PSDB na convenção de 9 de dezembro decidirá pela retirada do partido do governo federal, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, colocou o presidente Michel Temer contra a parede. Virtual  candidato do partido à presidência em 2018, Alckmin quer descolar-se do atual governo, minado pelas acusações de corrupção e sua impopularidade. De acordo com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, sem o apoio dos deputados do PSDB “seria quase impossível, senão impossível” alcançar os votos necessários à aprovação das reformas pretendidas por Temer, a começar pela da Previdência Social.

Com isso, Temer ficaria praticamente à deriva até o final de seu mandato.

O apresentador  de TV, Luciano Huck publicou um artigo neste domingo, na Folha de São Paulo, no qual esclarece que não será candidato à Presidência da República. Segundo ele, sua popularidade na TV, associada ao momento de “total frustração com a classe política”, é o que impulsionou seu nome nas pesquisas de "aprovação" do eleitorado, onde alcançou o índice de 60%. Porém, Huck lembrou que, para ser político, e candidato a algo, é preciso ter condições e vontade. E, se lhe deu um pouco de vontade, faltam condições.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, deu a entender qual erá o tom de sua campanha, assim que ela se tornar oficial. Ao contrário da última eleição presidencial da qual participou, onde denunciou o mensalão e acusou Luís Inácio Lula da Silva de corrupção, o que o levou a uma inesperada e retumbante derrota, Alckmin vai concentrar seu discurso na ideia de que é um fazedor. "Tem que fazer alianças e um movimento em torno de uma proposta", disse ele. "Um movimento para o Brasil crescer."

Como não pode aparecer como novidade na política, ou alguém fora do sistema,  nem desvincular-se da desgastada imagem do PSDB, ele procurou minimizar esse peso de sua candidatura.

Pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos e divulgada nesta quarta-feira pelo Estadão mostra que o apresentador saltou 17 pontos na avaliação de aprovação popular aos candidatos à presidência desde setembro, passando de 43% para 60%.