19 Set 2019

Pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos e divulgada nesta quarta-feira pelo Estadão mostra que o apresentador saltou 17 pontos na avaliação de aprovação popular aos candidatos à presidência desde setembro, passando de 43% para 60%.

Após quase um ano de negociações com o Congresso, o presidente Michel Temer faz hoje mais um esforço para aprovar a reforma da Previdência em dezembro.

Hoje pela manhã, a Polícia Federal prendeu os ex-governadores do Rio de Janeiro, Rosinha e Anthony Garotinho, acusados de falsidade na prestação de contas eleitorais, concussão, corrupção e participação em organização criminosa. Rosinha foi detida em Campos dos Goytacazes, cidade considerada como reduto eleitoral da família, da qual foi prefeita até o início do ano. Anthony Garotinho, que foi surpreendido em seu apartamento no Rio de Janeiro, já tinha sido preso em novembro passado pelo esquema de compra de votos batizado de "Cheque Cidadão", mas acabou sendo solto depois de um período de internação hospitalar.

Também voltaram ontem para a cadeia os deputados da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) Edson Albertassi, Paulo Melo e Jorge Picciani, todos do PMDB, por determinação do Tribunal Regional Federal da 2ª Região. Assim, o TRF anulou a decisão da própria Alerj de libertá-los, na sexta-feira passada, sob alegação de suposta jurisprudência criada pela decisão do STF de deixar para o Senado o julgamento sobre a suspensão do mandato do senador do PSDB Aécio Neves, acusado de receber propina da JBS, que daria poderes de Justiça ao Legislativo.

Em julgamento previsto para ser retomado nesta quinta-feira, o STF deverá formar maioria pela restrição à abrangência do foro privilegiado.

O ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux, em viagem a Londres, onde participou de um congresso sobre arbitragem na Universidade de Oxford, condenou a decisão da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro de soltar os deputados estaduais do PMDB, entre eles o próprio presidente da casa, Jorge Picciani.

A origem do problema é a própria decisão do STF de deixar para o Senado o poder de decidir a revisão de medidas cautelares tomadas contra o senador Aécio Neves, acusado de receber propina da JBS, mesma empresa envolvida em uma série de acusações na Lava Jato, tomada por margem apertada, de 6 a 5. Com isso, o STF criou uma crise institucional que vai se espalhando pelo país. "As assembleias estaduais estão utilizando de maneira vulgar e promíscua essa decisão do Supremo sem provocação em relação ao Judiciário", afirmou Fux, em entrevista à BBC Brasil. "É uma decisão lamentável, que gera uma sensação de impunidade, desprestigia o Poder Judiciário e certamente será revista pelo STF."

O novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, assumiu o cargo nesta segunda-feira, em Brasília, com um discurso em defesa própria. Afirmou que o combate à corrupção é sua prioridade e que atuará sem influências partidárias.

Justamente o que colocou sua nomeação sob a suspeita de ser na medida para abafar as investigações nas operações Lava Jato, criando, segundo as próprias palavras dele, um “vendaval de dúvidas” sobre o futuro da PF.

A reforma ministerial de Michel Temer deve favorecer o presidente da Câmara dos deputados, Rodrigo Maia, em troca do apoio contra as duas denúncias contra ele bloqueadas pela casa.

Dois meses depois de deixar a cadeira de procurador-geral da República, Rodrigo Janot reapareceu com uma conta no twitter, como palestrante em eventos e entrevistas à imprensa, com o objetivo de denunciar a reação dos políticos cuja intenção seria bloquear o andamento da operação Lava Jato, não apenas no Brasil. Ao Estadão, denunciou uma “reação orquestrada” de políticos contra Ministérios Públicos na América Latina.

No Brasil, segundo ele, a investida contra os procuradores vem por meio da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) da JBS. “Vamos falar bem claro, é a CPI do Ministério Público Federal”, afirmou. “Isso é muito grave”. Para Janot, o sucesso da Lava-Jato depende de articulação “transnacional” para resistir às obstruções políticas em todos os países da América Latina onde empreiteiras e os braços ativos da rede de corrupção no poder público atuaram como aliados, num processo de bolivarização do crime.

Uma onda de otimismo passou a pairar sobre os mercados, refletida no índice da Bolsa, que vem bailando no pregão acima do seu antigo recorde histórico, de 73.516 pontos em 20 de maio de 2008. A vontade de ver a retomada do crescimento, porém, ainda é maior do que a dura realidade de outros números, que mostram o Brasil ainda amarrado ao indicador central da economia brasileira: o peso do Estado brasileiro, cujas contas a pagar sugerem um quadro recessivo duradouro.

A delação do ex-ministro da Casa Civil, Antônio Palocci, quebrou duas barreiras dentro do processo da Operação Lava-jato, que busca desmontar e punir a corrupção institucionalizada durante os governos dos ex-presidentes Luís Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Pela primeira vez, o depoimento veio de um membro do mais alto escalão do governo – interlocutor direto de Dilma e Lula. O depoimento de Palocci quebrou também outro extraordinário paradigma – a lei do silêncio que impera no PT.

Os políticos vinculados à legenda têm boas razões para evitar a delação – e não somente por lealdade aos companheiros de legenda e correligionários. A história de gente que enfrentou a corrupção ou falou demais sobre o que acontece nos bastidores dos governos do partido costuma acabar de forma violenta. Enfrentar os esquemas de corrupção por dentro do PT ou dedurar gente do partido têm equivalido historicamente a uma sentença de morte.