19 Set 2019

Olavo afirma que recusou convite para assumir Educação

  Sex, 30-Ago-2019
Olavo: "honrado" Olavo: "honrado"

Olavo de Carvalho enviou para A República uma notificação requerendo direito de resposta a uma notícia publicada em 14 de junho, segundo a qual o secretário de comunicação do governo, Fabio Wajngarten, teria feito uma proposta ao ex-ministro Carlos Alberto dos Santos Cruz para colocá-lo em programas da TV pública federal. Nesse documento, Olavo afirma que não fez qualquer pedido nesse sentido. Argumentou que chegou a ter convite melhor, feito pelo presidente Jair Bolsonaro, para ser ministro da Educação, e o recusou, "embora honrado" (leia a declaração integral aqui)

Na notificação extrajudicial, à qual anexa uma cópia de sua identidade brasileira, datada de 1965, ainda com a marca dos "Estados Unidos do Brasil", Olavo citou uma reportagem do Poder 360, na qual Wajngarten também nega ter levado a Santos Cruz a proposta de colocar Olavo na TV federal.

O próprio Santos Cruz confirmou para A República que leu o noticiário. "Estranhei", afirmou. No entanto, ao contrário de Olavo, que reagiu imediatamente, o general preferiu não se pronunciar, na época, deixando a notícia no ar.

Em nenhum momento A República afirmou que foi Olavo quem pediu para ter um programa de TV. O convite para o Ministério da Educação por Bolsonaro ainda não tinha vindo a público. É conhecida a roda viva que foi o Ministério da Educação, área considerada fundamental, dentro do objetivo ideologizante do novo governo.

Teria sido dele a indicação do primeiro ministro escolhido por Bolsonaro, Ricardo Vélez Rodrigues. Foi também ele um dos que o detonaram, ao seu estilo: pelas redes sociais.

"Conheci o professor Vélez por seus livros sobre a história do pensamento brasileiro, publicados há mais de vinte anos atrás", escreveu no Twitter. "Nunca tomei conhecimento das suas obscenas tucanadas e clintonadas, que teriam me prevenido contra seu comportamento traiçoeiro. Não vou fazer nada contra ele, mas garanto que não vou lamentar se o botarem para fora do ministério."

Dois dias depois da queda de Vélez, Olavo saudou a escolha do seu sucessor, Abraham Weintraub. 

“O ministro Weintraub não me deve nada e não tem nenhum compromisso comigo", escreveu. "Ele apenas conhece as minhas ideias melhor do que as conhecia o seu antecessor, o que não significa que tenham moldado a sua mente. O que o Brasil mais precisa é sinceridade e jogo limpo."

Em dezembro de 2018, Weintraub havia dito que existia uma batalha a ser travada em universidades entre conservadores e os adeptos do “marxismo cultural”, como definiu. Para ele, a melhor estratégia para vencer seria “adaptar a teoria do Olavo de Carvalho de como enfrentar eles no debate intelectual”.