24 Abr 2019

Bolsonaro melhora e começa a dieta líquida

  Sex, 08-Fev-2019

Boletim médico divulgado na tarde de sexta-feira pelo Hospital Israelita Albert Einstein informou que o presidente Jair Bolsonaro teve "boa evolução clínica". Foi retirado o dreno colocado no seu estômago pelo nariz há quatro dias, para retirada de líquido.

O presidente teve um quadro de pneumonia, que o deixou com 38 graus de febre na noite de quinta-feira, mas começou a tomar um espectro maior de antibióticos para debelar a infecção. De acordo com o porta-voz da Presidência, general Otávio do Rêgo Barros, o presidente conversou com ele por uma hora normalmente e caminhou pelo corredor do hospital.

 

Bolsonaro começou a alimentar-se oralmente: tomou clado e comeu gelatina. De acordo com o boletim, seu quadro é estavel e ele não tem tido mais febre ou dor.

A retirada da sonda do nariz, usada desde a cirurgia no últimn dia 28, indica uma melhora no funcionamento do aparelho intestinal, operado para a retirada da bolsa de colostomia que ele usava há cinco meses.

Segundo o comunicado, Bolsonaro "não tem disfunções orgânicas" e "houve melhora dos exames laboratoriais".

Ao UOL, o cirurgião Antonio Luiz Macedo, chefe da equipe que operou Bolsonaro, afirmou que a pneumonia do presidente já foi debelada.

Os médicos previnem trombose venosa com exercícios respiratórios, de fortalecimento muscular e períodos de caminhada fora do quarto.

A dieta líquida evoluirá para a pastosa, e posteriormente, aos alimentos sólidos. "Ele tomou um caldo de carne que tem que ser valente para tomar", afirmou o porta-voz, fazendo graça.

Com a melhora, Bolsonaro passou a receber visitas além dos familiares. Às 16h, Bolsonaro recebeu o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas.

Até agora, ele só havia participado de uma videoconferência com o ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Augusto Heleno.

Segundo o porta-voz, Bolsonaro falou hoje também por telefone com o vice-presidente, general Hamilton Mourão, que esteve no Rio de Janeiro para um encontro Brasil e China.