18 Out 2021

O Tribunal de Justiça Militar condenou, nesta quinta-feira (14), oito militares do Exército pela morte do músico Evaldo Rosa e do catador Luciano Macedo, em abril de 2019.

o tenente Nunes foi condenado a 31 anos e seis meses de prisão em regime fechado. Outros sete militares foram condenados a 28 anos de prisão em regime fechado por duplo homicídio e tentativa de homicídio - o sogro de Evaldo ficou ferido na ação. A juíza Mariana Aquino absolveu outros quatro oficiais que não dispararam suas armas.

Um levantamento da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Penssan), publicado nesta quarta-feira, indica que quase 20 milhões de brasileiros passam fome regularmente - declaram passar 24 horas ou mais sem ter o que comer em alguns dias. Outros 24,5 milhões receiam a fome e já reduziram a qualidade e q quantidade do que comem. E 74 milhões receiam passar fome no futuro.

O levantamento, feito pelas pesquisadoras da Escala Brasileira de Segurança Alimentar feita pelo IBGE, elabora os dados do órgão estatal, realizados a cada quatro anos, dentro da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) e da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF).

O presidente Jair Bolsonaro se acostumou a ouvir críticas por conta das decisões com o crivo ideológico, que partidariza o governo, como ocorreu no ministério da Educação - onde o ex-ministro Abrahan Weintraub ficou mais conhecido por participar de protestos anti-democráticos e por seus tuítes criando problemas até na diplomacia com a China. Porém, quando Bolsonaro tira a ideologia da frente e tenta apenas acertar, mostra o segundo problema de seu governo, tão ou mais grave que o primeiro: a incompetência.

É o que mostra a nomeação do sucessor de Weintraub, Carlos Alberto Decotelli, o nmais novo ex-ministro da era Bolsonaro, demitido tão logo foi empossado, assim que se descobriu que seu currículo, alardeado em prosa e verso na posse pelo próprio presidente, não passava de uma fabricação barata, como bijuterias do academicismo. Pego na mentira, Decotteli mal assumiu e já caiu.

Sobre a Lya Luft, eis algumas verdades inconvenientes:

O advogado Frederick Wassef, advogado de Flávio Bolsonaro e do presidente Jair Bolsonaro, com quem se reunia regularmente, anunciou no domingo ter deixado a defesa do senador, por conta das investigações sobre os negócios em dinheiro vivo realizados em seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Wassef, que abrigava em seu sítio em Atibaia o ex-chefe de gabinete de Flávio e amigo histórico do presidente da República, Fabrício Queioz, tornou-se agora chave e ele mesmo suspeito na apuração dos negócios da família Bolsonaro. 

O presidente Jair Bolsonaro fez sua live de quinta-feira, dessa vez desacompanhado, exceto pela intérprete que passa suas palavras para a linguagem dos surdos-mudos. E falou sobre a prisão de seu amigo e ex-colaborador Fabrício Queiroz, preso na quinta-feira.

O presidente pareceu também sozinho no sentido literal, distribuindo mais queixas que fazendo uma defesa sólida para si mesmo. Disse que "não havia nenhum mandado de prisão", contra Queiroz, o que nada significa, a partir do momento em que passou a haver. e reclamou a "ação espetaculosa" da polícia civil de São Paulo, que abordou Queiroz na casa do advogado do presidente, numa propriedade em Atibaia, no interior de São Paulo.

"Foi feita uma prisão espetaculosa", disse Bolsonaro. "Parecia que estavam prendendo o maior bandido da face da Terra. [...] Se tivessem pedido ao advogado, creio eu, o comparecimento dele a qualquer local, ele teria comparecido."

Como já se anunciava, o presidente Jair Bolsonaro demitiu o ministro da Educação, Abraham Weintraub, nesta quinta-feira. As coisas não mudam muito, já que, em vez de fazer o que deveria por conta própria, Bolsonaro agiu somente por conta da pressão contra um ministro que primou, em todos os sentidos, pela falta de educação. E transformou a pasta num palanque ideológico, para agradar o chefe, ganhar prestígio na ala bolsonarista, e ser usado como um chuço pelo presidente contra desafetos - a única coisa que explica os 14 meses e 10 dias passados dentro do governo, o que, no caso de Bolsonaro, chega a ser um caso raro de longevidade.

Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, e amigo dos tempos de caserna do presidente Jair Bolsonaro, foi preso na manhã desta quinta-feira, em Atibaia, no interior São Paulo, em um sítio que pertence a Frederick Wassef - advogado do presidente e de Flávio. Foragido da Justiça, Queiroz estava há mais de um ano no sítio de Wassef, que na quarta-feira se encontrava na posse novo ministro das Comunicações, Fabio Faria, junto com o presidente.

Com isso, a investigação sobre os negócios familiares de Bolsonaro no Rio avança e se junta à decisão colegiada do Supremo Tribunal Federal, também na quarta-feira, de seguir nas investigações sobre as manifestações contra os integrantes do tribunal, que seriam orquestradas a partir do Palácio do Palácio. E mostra que Bolsonaro, depois de bater no peito durante a semana, dizendo que está chegando a "hora da verdade", vê a hora se aproximar - mas para ele mesmo.

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, conseguiu passar na frente do presidente Jair Bolsonaro na lista dos candidatos a cair antes da hora. Eleito justamente pelo perfil linha dura, do tipo que promete combater a corrupção com fala grossa, Witzel levantou suspeitas de participar de um esquema de superfaturamento de equipamentos comprados para hospitais no Covid-19, que envolvem a empresa de sua mulher, conforme indícios colhidos por investigadores da Polícia Federal. As coisas também desandaram na secretaria da área econômica. E a Assembleia Legislativo do Rio de Janeiro decidiu abrir um processo de impeachment, por unanimidade, o que não é um bom começo para ele.

O presidente Jair Bolsonaro tem voltado atrás numa série de compromissos de campanha, como o de realizar nomeações técnicas e não políticas para cargos públicos, assim como reduzir a máquina estatal. Contrariou ambas as promessas com a recriação do Ministério da Comunicação, e colocando à sua frente do deputado do PSD Fábio Faria, que é genro de Silvio Santos, dono do SBT, casado com sua filha, Patrícia Abravanel.

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