20 Fev 2019

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, foi preso nesta terça-feira, com outros nove investigada na chamada Operação Fantoche da Polícia Federal, que investiga um esquema de corrupção envolvendo com o Sistema S e o Ministério do Turismo, no valor total de R$ 400 milhões. 

Para não dizer que esqueceram do PSDB, a Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, dia 19, uma operação para investigar os contratos da Dersa em governos tucanos. Pela terceira vez, prenderam o ex-diretor da Dersa Paulo Preto, acusado de operar um caixa 2 para o partido com dinheiro de empreiteiras, sobretudo a Odebrecht.

Investigado, o ex-chanceler, ex-senador Aloysio Nunes Ferreira pediu demissão do governo de São Paulo, onde presidia a Investe SP, agência de estímulo a investimentos no estado.

Não acabou com a demissão do ministro Gustavo Bebianno a crise do desvio de dinheiro do fundo partidário no PSL. Outro ministro do governo Bolsonaro, Marcelo Álvaro Antônio, do Turismo, é acusado de conhecer e ter se beneficiado das mesmas práticas, no que se apresenta como um amplo esquema utilizado pelo partido na eleição do ano passado, quando a legenda estava sob o comando de Bebianno.

O ministro da Educação, o colombiano naturalizado Ricardo Vélez Rodríguez, pediu desculpas nesta segunda-feira pelo Twitter, por ter declarado em entrevista à revista "Veja" no início do mês que "brasileiro viajando é um canibal", por roubar itens em hotéis e aviões.

O presidente Jair Bolsonaro terá de reconstruir rápido sua base de apoio, após o abalo sofrido no seu partido, que resultou na demissão do ex-presidente da legenda e ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno.

Com sua saída, em crise iniciada com a a denúncia do uso de laranjas para desviar dinheiro do fundo partidário em campanhas do PSL no ano passado, seguida pelo confronto com o filho do presidente, Carlos Bolsonaro, que saiu atirando contra Bebianno nas redes sociais, o partido se dividiu entre bolsonaristas incondicionais e aqueles que perderam a confiança tanto na legenda quanto por conta da influência dos filhos junto ao presidente.

E isso bem na hora em que o governo está enviando ao Congresso o projeto anticrime do ministro da Justiça, Sérgio Moro, e a reforma da Previdência, elaborada pela equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Nesta segunda-feira, o Diário Oficial deve sacramentar a demissão do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, ex-presidente do PSL. Depois de uma troca pública de tiros dentro do governo, da qual participaram o próprio presidente Jair Bolsonaro e seu filho Carlos, Bebianno sai. O desfecho de todo o episódio, porém, não é bom para ninguém.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, editou uma portaria para tornar mais duras as regras para as visitas sociais aos presos em penitenciárias federais de segurança máxima. Está por trás também da transferência de Marcos Camanho, o Marcola, líder do PCC, que deixou um presídio em São Paulo e irá ficar no máximo seis meses em cada penitenciária no futuro. Com isso, Moro procura desarmar o comando do PCC a partir da cadeia, e passa a enfrentá-lo diretamente, sem receio de retaliações nem acomodação de interesses - uma critica que se fazia ao ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

O presidente Jair Bolsonaro deixou o hospital comemorando a volta ao trabalho, mas o que está à sua espera no gabinete do Palácio do Planalto não é tão bom como seria desejável. Nos 18 dias de sua internação, Bolsonaro acabou ficando ainda mais isolado, devido aos aliados que vêm se despedaçando ao redor. Depois do filho, o senador Flávio Bolsonaro, politicamente esvaziado depois de denúncias sobre malversação de contas em seu gabinete como deputado estadual no Rio, onde empregava parentes de um chefe de milícia carioca, a dor de cabeça da vez é o ministro Gustavo Bebbiano, secretário-geral da presidência e ex-presidente do PSL, partido de Bolsonaro.

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) recebeu alta após 18 dias de internação no hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde retirou uma bolsa de colostomia que usou por cinco meses. Saiu com discurso de trabalho. "Só tenho a agradecer a Deus e a todos por finalmente poder voltar a trabalhar em plena normalidade", declarou.

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, um dos membros mais polêmicos da corte, conhecido por sua posição contrária à prisão em segunda instância que permitiu o avanço da Lava Jato, teve suas contas vasculhadas pela Receita Federal, que encontrou indícios de tráfico de influência. Como magistrado, em vez de prestar esclarecimentos ao público, Mendes ficou indignado de ser alvo desse tipo de escrutínio. Negou qualquer irregularidade e, como defesa, passou para o ataque. Porém, o episódio se soma a outros que vêm colocando em xeque a lisura do mais alto tribunal do país, que balança com as críticas quanto à legitimidade de suas ciclotímicas decisões.

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