13 Jul 2020

A revolução do meio digital tem provocado uma profunda mudança política na era contemporânea. Ao permitir a informação em tempo real, e assim a fiscalização do poder público também ao vivo e em período integral, a internet viabilizou uma nova forma de democracia participativa, que acaba substituindo a democracia representativa do século XX.

É como se voltássemos aos primórdios da antiga Pólis grega, em que os cidadãos iam para a praça votar, levantando a mão. Esse tipo de consulta democrática acabou se tornando inviável, com o aumento da população e também das decisões de Estado. E a democracia assumiu sua forma representativa, em que alguns são escolhidos para representar ses eleitores nas decisões da esfera pública.

Porém, o fato de cada cidadão agora se transformar num potencial ativista político, participando de grupos de pressão que podem inclusive rapidamente se mobilizar em manifestações de rua, permite a criação de uma nova forma de democracia participativa em larga escala, na qual o poder público tem de dar respostas também de forma direta, o tempo todo, e acaba sendo obrigado a ouvir os movimentos de pressão a cada passo.

O que leva alguém a duvidar das vacinas

A substancial vantagem nas eleições primárias do candidato da oposição na Argentina, Alberto Fernández, que sugere uma vitória com larga margem na votação decisiva em outubro sobre o atual presidente Mauricio Macri, não significa apenas uma volta dos Kirchner ao poder, com Cristina Kirchner na vice-presidência e suas políticas populistas de esquerda. Quer dizer que, depois de selado o fracasso da era Kirchner, os argentinos experimentaram o outro lado - e agora podem voltar atrás. É a saudade do ruim, diante do pior.

O jogo pendular entre esquerda e direita dos argentinos é o mesmo que ocorre no Brasil, ainda que numa fase anterior. Depois da tentativa social democrática com FHC e depois o lulismo, o Brasil experimenta o liberalismo radical de Jair Bolsonaro e seu ministro econômico, Paulo Guedes. Porém, o resultado também vai parecendo igual.

Macron ensaia uma farsa colonialista

Caro presidente Macron,

Em reunião extraordinária, o G10 considera que os vinhos da Borgonha são patrimônio universal, indispensável para a Humanidade. E portanto a França deve aceitar uma soberania relativa desse território, de importância que vai além de suas fronteiras.

Nós, os Estoicos, já sabemos há 24 séculos que tudo tem anima (alma) -- cada Ser Humano, animal, vegetal, mineral ou ecossistema, é tudo microcosmos do mesmo Cosmos. No Século VI, São Bento criou uma jornada de contemplação da Natureza como método de oração; e Francisco de Assis veio pelo mesmo caminho quando, inspirado pela Alteridade, compôs o Cântico das Criaturas (Irmão Sol, Irmã Lua), reconhecendo a Vida e a Sacralidade em todas as manifestações da Natureza.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou que está estudando trazer de volta a velha CPMF, antigo "imposto do cheque", que incidia sobre todas as operações bancárias. Disse que se o valor for "pequenininho" não fará mal. Fará. Porque qualquer aumento de impostos, num país já exaurido pela crise, não só vai contra o liberalismo pregado por ele, desmoralizando sua proposta, como é algo que o brasileiro já conhece - e sabe que, por achatar ainda mais o cidadão, é outra medida recessiva, que não dará certo ao final.

Há, porém, um lado ainda pior das ideias em voga no governo.

Desde 1992 o Planeta está em colapso. Ou seja, já tem quase três décadas que a capacidade de regeneração espontânea da Natureza é menor do que a extração de seus recursos por nossa civilização.

No Brasil, as últimas eleições presidenciais foram marcadas pela vitória de políticos de legendas minoritárias, com algo em comum - seja de esquerda como de direita, primam pela radicalização. Com isso, o chamado centro, ou tudo aquilo que não é radical, acaba sendo levado, geralmente a contragosto, a escolher um lado, mais por rejeição ao outro do que por opção.

É a chamada polarização, que na prática leva sempre uma minoria, seja qual for seu sinal ideológico, a governar a maioria. É o rabo - a parte menos importante, embora mais ativa e vistosa - a abanar o cachorro, e não o contrário.

Jovens, inexperientes e arrogantes