15 Set 2019

O advogado Glenn Greenwald, principal sócio do The_Intercept, acusou a TV Globo de querer "encobrir" a divulgação do conteúdo que acabou saindo pelo seu próprio site. E lembrou que a Globo noticiou no Brasil o caso Snowden, o escândalo de espionagem do governo americano, pelo qual o próprio Greenwald se tornou conhecido. Snowden acabou refugiado na Rússia e ele, Greenwald,  sob risco de ir preso na Inglaterra, radicou-se no Rio de Janeiro.

O que Greewald não explicou foram as razões pelas quais a Globo não quis publicar o material, e que mostram a distância existente entre um veículo tendencioso, como o The_Intercept, e a mídia profissional. Não se trata do fato de a atual investigação atacar a operação Lava Jato, como Greenwald quis fazer parecer, como se a Globo quisesse proteger Sérgio Moro. Quando colocou no ar o caso Snowden, a Globo sabia qual era a fonte da informação (Edward Snowden) e sua confiabilidade. O que não acontece na situação atual.

A origem e a certeza da fonte são fatores decisivos para a credibilidade da informação e, por conseguinte, de quem a veicula e sustenta. O esforço de Greenwald em fazer o conteúdo circular por veículos com muito mais audiência que o dele mostra apenas seu empenho em colocar o objetivo político dessa ação acima dos interesses do seu próprio negócio. E que ele gostaria de usar a credibilidade de um veículo como a TV Globo para endossar a publicação de um conteúdo cuja origem lança mais suspeitas sobre Greenwald que sobre Moro.

Trabalhos iguais salários iguais?

Chamou a atenção a participação do general Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, no último café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto, promovido pelo presidente Jair Bolsonaro.

Depois de Bolsonaro lamentar uma entrevista dada por Lula na cadeia, na qual o ex-presidente insinuou que a facada em Juiz de Fora poderia ter sido uma armação, Heleno tomou a palavra e fez um discurso inflamado, chegando até mesmo a bater na mesa.

"A presidência da República é uma instituição sagrada", afirmou Heleno. "[...]Um presidente da República desonesto tinha que tomar uma prisão perpétua. Isso é uma canalhice típica desse sujeito. [...] Eu tenho vergonha de um sujeito desse ter sido presidente da República."

Nenhum veículo de imprensa isento baseia sua política editorial na perseguição a um grupo político ou a pessoas - mas não é assim que  funciona The_Intercept, de Glenn Greenwald. No editorial em que explica a publicação das conversas hackeadas do ministro da Justiça, Sérgio Moro, o site explicitamente indica que se propõe a investigar Moro, os promotores da Lava Jato e determinados políticos, enquanto deixa de lado outros possíveis criminosos, como os ex-ministros do PT e o ex-presidente Lula.

"Esse é apenas o começo do que pretendemos ser uma investigação jornalística contínua das ações de Moro, de Dental Dallagnol, e da Força-Tarefa da Lava Jato - além da conduta de inúmeros indivíduos que ainda detém um enorme poder político dentro e fora do Brasil", afirma o site.

A imparcialidade jornalística obriga a investigar tudo sobre todos - o princípio da isenção. Já The_Intercept não somente é partidário, ao criar um alvo preferencial, como suberverte valores. Coloca a Lava Jato como culpada, no lugar dos agentes da corrupção. Anuncia uma perseguição sistemática não somente à Lava Jato, como a indíviduos que, por antecipação, e antes de qualquer julgamento, considera nocivos ao país, enquanto os já julgados são tratados como inocentes.

Completa um mês a abertura de capital do Uber na Bolsa de Nova York, que já estreiou abaixo das expectativas e, até agora, não conseguiu atingir os números projetados. Em 2017, a empresa havia assustado o mercado, fechando o ano com perdas de US$ 4,5 bilhões. No último trimestre reportado, lá se foi mais US$ 1 bilhão. Agora, com o capital aberto, não resta outra alternativa para o Uber senão traçar uma rota para a lucratividade. O caminho, porém, está cada vez mais complicado. 

Seria apenas um relatório corriqueiro, não fosse o Uber uma mistura bizarra de crescimento exponencial, alto índice de satisfação do cliente e supervalorização.

Os bandidos vão fazer fumaça, mas nada muda na Lava Jato

O vazamento pelo site The_Intercept de áudios gravados com o ministro Sérgio Moro, nos seus tempos de juiz, revela apenas uma coisa: as intenções da imprensa tendenciosa.

O Brasil adora queimar seus ídolos.

Não é de agora, nem só porque Neymar se envolveu com uma acusação de estupro.

As garotas da seleção são o Brasil que dá orgulho

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que a cadeira do Palácio do Planalto é sua "kriptonita". Bolsonaro sabe o que diz, melhor que ninguém.

Na ficção, kriptonita é o mineral vindo do planeta Kripton, que na Terra enfraquece o Super-homem. A matéria que enfraquece o presidente, porém, é deste planeta mesmo.