15 Set 2019

Especialmente no Congresso, começaram a circular novamente nos gabinetes em Brasília as conversas sobre a volta do parlamentarismo. Loucura? Golpe? Falta do que fazer?

A notícia de que para aprovar a Nova Previdência os deputados cobraram de 6 a 10 bilhões de reais do Executivo para programas próprios, as tais "emendas" com as quais mantém seus currais eleitorais, é mais um balde de água fria naqueles que acreditavam em alguma mudança na política brasileira após tudo o que aconteceu: a Lava Jato, a prisão de Lula e, por fim, a eleição, não somente de Jair Bolsonaro como supostamente de um novo Congresso.

É só o que nos cabe saber nesse furdúncio da Lava Jato

O governo Bolsonaro é malvadão ou tem um projeto mais complexo?

O mercado digital tem se mostrado um caminho viável para a diminuição da lacuna entre gêneros na ocupação profissional mundial.

Até aqui, o presidente Jair Bolsonaro vem sendo tratado por veículos e opinadores de mídia como um político meio desastrado, que teria um relacionamento ruim com o Congresso, dificuldade de fazer acordos políticos, e sem pulso no trato com os franco atiradores que deveriam estar ao lado do próprio governo - em especial, o guru Olavo de Carvalho e Carlos Bolsonaro, filho e mentor de comunicação digital do presidente.

Para esses detratores, Bolsonaro dá cabeçadas desde o começo, expelindo pelo caminho, sem querer, colaboradores de primeira grandeza - casos dos ex-ministros Gustavo Bebbiano e do general Carlos Alberto dos Santos Cruz. E deixaria livres os amigos da onça de maneira inexplicável.

Tudo tem explicação - desde que se aceite o fato de que o inexplicável, na realidade, é de propósito. Passados pouco mais de seis meses de governo, o que parecia  uma série de tropeços vai se configurando agora como um método político. A confusão não é resultado de incompetência. Mesmo o que às vezes parece sem lógica faz parte de uma estratégia, baseada em objetivos, que vão ficando cada vez mais claros.

Enquanto em Brasília os três Poderes se debatem num torneio de verão para identificar quem tem mais poder, ou mais mazelas, fora da cúpula de vidro se desenrola o Brasil de verdade, onde impera a realidade. E ela tem sido dura.

O IBGE informa que temos no momento 13 milhões de desempregados. Um número alarmante, não apenas pelo tamanho, como pela longevidade. Pior que o desemprego, é o tempo que ele já dura. A população perde a poupança, afunda cada vez mais na pobreza e vai entrando em desespero. O que vemos é um país em sofrimento.

Para acabar com o abuso machista, chumbo quente

Além do embate entre o Executivo e o Legislativo, tragados num rodamoinho em que um tenta anular as ações do outro, o Brasil assiste um outro preocupante fenômeno, que alimenta ainda mais a espiral da incerteza: a politização da Justiça.

Não faltará tentação no caminho do capitão, mas a história tem conselhos a dar