21 Jul 2019

Nenhum veículo de imprensa isento baseia sua política editorial na perseguição a um grupo político ou a pessoas - mas não é assim que  funciona The_Intercept, de Glenn Greenwald. No editorial em que explica a publicação das conversas hackeadas do ministro da Justiça, Sérgio Moro, o site explicitamente indica que se propõe a investigar Moro, os promotores da Lava Jato e determinados políticos, enquanto deixa de lado outros possíveis criminosos, como os ex-ministros do PT e o ex-presidente Lula.

"Esse é apenas o começo do que pretendemos ser uma investigação jornalística contínua das ações de Moro, de Dental Dallagnol, e da Força-Tarefa da Lava Jato - além da conduta de inúmeros indivíduos que ainda detém um enorme poder político dentro e fora do Brasil", afirma o site.

A imparcialidade jornalística obriga a investigar tudo sobre todos - o princípio da isenção. Já The_Intercept não somente é partidário, ao criar um alvo preferencial, como suberverte valores. Coloca a Lava Jato como culpada, no lugar dos agentes da corrupção. Anuncia uma perseguição sistemática não somente à Lava Jato, como a indíviduos que, por antecipação, e antes de qualquer julgamento, considera nocivos ao país, enquanto os já julgados são tratados como inocentes.

Completa um mês a abertura de capital do Uber na Bolsa de Nova York, que já estreiou abaixo das expectativas e, até agora, não conseguiu atingir os números projetados. Em 2017, a empresa havia assustado o mercado, fechando o ano com perdas de US$ 4,5 bilhões. No último trimestre reportado, lá se foi mais US$ 1 bilhão. Agora, com o capital aberto, não resta outra alternativa para o Uber senão traçar uma rota para a lucratividade. O caminho, porém, está cada vez mais complicado. 

Seria apenas um relatório corriqueiro, não fosse o Uber uma mistura bizarra de crescimento exponencial, alto índice de satisfação do cliente e supervalorização.

Os bandidos vão fazer fumaça, mas nada muda na Lava Jato

O vazamento pelo site The_Intercept de áudios gravados com o ministro Sérgio Moro, nos seus tempos de juiz, revela apenas uma coisa: as intenções da imprensa tendenciosa.

O Brasil adora queimar seus ídolos.

Não é de agora, nem só porque Neymar se envolveu com uma acusação de estupro.

As garotas da seleção são o Brasil que dá orgulho

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que a cadeira do Palácio do Planalto é sua "kriptonita". Bolsonaro sabe o que diz, melhor que ninguém.

Na ficção, kriptonita é o mineral vindo do planeta Kripton, que na Terra enfraquece o Super-homem. A matéria que enfraquece o presidente, porém, é deste planeta mesmo.

Na Bíblia, os reis magos eram três, aqueles que seguiram a estrela-guia e encontraram Jesus recém nascido na manjedoura, início de uma nova era. No Brasil de 2019, eles são quatro, mas também são magos, porque acham que estão acima das instituições que representam e que podem decidir no lugar delas.

A razão pela qual o ministro da Justiça Sérgio Moro queria ficar com o Controle de Atividades Financeiras (Coaf), hoje no Ministério da Economia, é a mesma pela qual ninguém mais queria. Com o Coaf, ele poderia fiscalizar melhor as atividades do governo, incluindo as do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do chefe, o presidente Jair Bolsonaro, que não apenas deixou Moro sozinho nesta briga, como trabalhou em silêncio para que ele saísse perdendo.

Essa moçada que acha o Sistema tirano cumpre seu papel de sonhar com o paraíso. Mas não tem a menor ideia de que seus antepassados venceram na vida em pleno purgatório.

Comparada com a de seus avós, sua vidinha mimada deveria ser comemorada e não motivo de revoltinha regada a shot de vodka.