13 Jul 2020

Nunca antes na história deste país houve um Congresso Nacional tão favorável ao presidente-eleito. A bancada pró-Bolsonaro que emergiu das urnas em 2018 só encontra paralelo no Congresso eleito em 1970, em 2/3 favorável ao presidente Médici - e ainda assim estávamos em uma ditadura militar e, ademais, em pleno "milagre econômico". A bancada eleita em 1986, durante o Plano Cruzado, também começou governista, mas acho que não chegava a 2/3, a conferir. 

Virou religião, sem base científica, e uma legião de bolsonaristas só reza pela droga

Agora só nos resta o Caminho do Meio, o da moderação, diálogo, serenidade -- aquele caminho que vem sendo apontado há mais de dois milênios por sábios como Aristóteles, Confúcio, Buda, Jesus, Agostinho, Francisco, Gandhi...

A maneira como o presidente Jair Bolsonaro se dirige aos seus ministros, em vídeo apresentado à Polícia Federal, é mais do que a simples tentativa de intervir para proteger seus familiares de investigação no Rio de Janeiro.

Usando palavrões e seu estilo falo-e-não-estou-nem-aí, o presidente se mostra à vontade, sem preocupação com sutilezas, nem com a lei. Quer o que quer, e acabou. Não é autoritarismo. É a mais pura truculência. Nem os militares no regime militar falavam assim. Pelo menos, eles se preocupavam com as aparências. Bolsonaro, ou o Bolsonero, como chamou a revista britânica Economist, não.

Os integrantes do governo Jair Bolsonaro, a começar dele mesmo, são especialistas em atrair a antipatia geral, mesmo quando têm bons planos ou boas intenções. São caso exemplar de comunicação ruinosa, que vale a pena ter como parâmetro, mas do que não se pode fazer. Assim como na gestão privada, há governos que servem como "cases" de comunicação que, associada a decisões equivocadas, produzem o efeito contrário ao desejado, arruinam a imagem, desestabilizam a liderança e minam a própria gestão.

Em pleno confinamento do Covid-19, a maioria dos governos está fazendo todos os esforços necessários para salvar vidas. E, como cidadã responsável, estou fazendo a minha parte. Nem tudo é tão horrível. Agora tenho mais tempo para desfrutar em casa do que mais gosto: assistir filmes e séries.

Sou uma cinéfila. Sempre fui. Me engajei no cinema pela mão de minha mãe, outra amante da sétima arte. Ela me elegeu como companhia para suas viagens cinematográficas desde cedo e com 13 anos já assistia regularmente filmes de todos os tipos.

Pretorianismo é o termo utilizado no vocabulário político para designar o prática de colocar militares no nos cargos de governo, entregando às Forças Armadas tarefas exercidas pelos civis.

A expressão origina-se da guarda pretoriana, utilizada para defender os oficiais no centro dos acampamentos de guerra do exército romano, que passou a ser empregada mais tarde como o nome da guarda pessoal do imperador, a partir do reinado de Otaviano.

Muito chefes de Estado, especialmente em regimes autoritários, cercam-se de militares no poder. O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, fez do pretorianismo uma marca de sua gestão. Tem mais militares dentro do Palácio e dos ministérios do que havia até mesmo no regime militar, inundando os mais variados escalões com generais e outros oficiais.

Saiu a esquerda, entrou a direita. E a imprensa continua apanhando

O presidente Jair Bolsonaro chamou seu ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, de "Judas". Como dizem as escrituras, Judas era o apóstolo favorito de Jesus, mas justo esse foi também aquele que o traiu. Não se sabe se Moro irá se arrepender, como Judas, que se enforcou. O presidente, porém, já tem a sensação de que está sendo enviado para a cruz.  

Enfrentem como machos essa gripezinha chinesa!