23 Jul 2019

O que se espera do jornalismo é sobriedade

O profissional de imprensa deve ser durão, pois terá de suportar momentos muito traumáticos, comoventes e revoltantes. Sempre foi assim. Como ser correspondente de guerra sendo uma florzinha sensível? Por esta razão toda vez que um jornalista deixa transparecer emoção diante de uma tragédia, ele próprio vira notícia. É um sinal a mais da gravidade do fato.

Esse é o enunciado da famosa Lei de Gerson, criado por um publicitário para uma marca de cigarro, explorando o sucesso da seleção campeã de 70 e de seu admirável armador. Esse lema, que envolveu inconscientemente o nome do jogador, sintetizou com precisão o espírito do regime PATRIMONIALISTA, impregnando, não apenas nossas relações estatais, mas também setores majoritários da sociedade brasileira.

Da corrupção sistêmica, denunciada no mensalão e na Lava Jato, explicitando o conluio criminoso de políticos e funcionários públicos com empreiteiros, passando por toda sorte de privilégios adquiridos pelas poderosas CORPORAÇÕES ESTATAIS e coligadas privadas, até os malfeitos perpetrados com naturalidade por amplas camadas populares, a esperteza plasmou a nossa cultura e se enraizou nas nossas práticas.

Sob o apelido Indústria.4 está reunido um elenco de tecnologias com suas virtudes e características: conectividade, integração, realidade expandida, inteligência artificial, flexibilidade, qualidade total, robótica especializada, big data, impressão 3D.

O que elas compartilham é o fato de serem desdobramentos e aplicações da informatização na manufatura. Quem sabe orquestrar este conjunto já está no futuro da indústria e na liderança dos negócios.

Não é o caso da maioria de nossas empresas.

A democracia é um sistema que privilegia a maioria e garante o respeito às minorias. Mas há quem queira que ela seja o governo das minorias com uma banana para a maioria. A nova esquerda foca sua militância na defesa dessas minorias, eternamente perseguidas e injustiçadas.

Acenou para esses grupos com a possibilidade de criação de um mundo mais justo, sem perseguição ou preconceito, no qual possam viver livremente.

Esse canto da sereia atraiu um exército de Brancaleone nunca visto no ramo da política: abortistas, comunistas, anarquistas, socialistas, lésbicas, travestis, homossexuais, pansexuais, movimentos raciais e até ciclistas. Verdadeiro samba do militante doido, parafraseando Sérgio Porto.

Quando foi preso, o ex-presidente Lula disse que não adiantava ser isolado no cárcere, pois ele hoje em dia não seria mais um político, seria uma ideia. De fato, durante a campanha eleitoral, e mesmo depois, Lula continua a ser, da cadeia, o líder da esquerda mais à esquerda no país.

Pelo lado oposto do espectro ideológico, o mesmo ocorre com o presidente Jair Bolsonaro.

Todo o pacote de medidas contra o crime elaborado pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro, modifica somente a lei ordinária, quando ele sabe muito bem que muitas dessas questões hoje vão parar no Supremo Tribunal Federal, onde se discute sua constitucionalidade.

Com essa frase de grande impacto e reconfortante promessa, o recém-empossado presidente da Vale, Fábio Schvartsman, respondeu ao desastroso crime ambiental da região de Mariana.

POR JULIO CESAR DE BARROS

Venezuela e Nicarágua: fuja dos salvadores da humanidade 

Faz parte da sabedoria sempre respeitar adversários e inimigos. Mas não há qualquer razão para ter medo de Renan Calheiros. Renan é um psicopata - em grau leve ou médio - no momento em surto de hidrofobia.

O senador Renan Calheiros tem um certo verniz intelectual típico daqueles forjados nas antigas faculdades de Direito. Certa feita, em discurso no Senado contra um adversário, citou uma das célebres "catilinárias" do orador romano Marco Túlio Cícero, discursos contra o senador Catilina, um populista com vocação para ditador, ansioso por acumular todo o poder se valendo dos plebeus a quem tentava perdoar todas as dívidas. Proclamou Cícero, e repetiu Renan: