17 Out 2019

O PT e a democracia

Por   Qua, 28-Nov-2018

Todo mundo no Brasil é de esquerda. É condição básica para ser descolado. 

Artista que critica a esquerda sofre um boicote velado. Não do público, mas de setores cada vez mais fortes ligados à comunicação e à cultura.

Não havia risco de golpe da oposição no Brasil. Os brasileiros com espírito golpista estavam com o governo.

Não viramos uma Venezuela porque temos instituições mais fortes, uma economia e uma sociedade mais desenvolvidas e sofisticadas. Esse terror que a esquerda governista fazia com o risco de golpe era uma xaropada para mexer com o sentimento de culpa daqueles que não tinham fortes convicções.

Jornalistas, artistas e aquilo malcheiroso que chamamos de intelectuais morrem de medo de cair em desgraça com a esquerda. Falou mal da esquerda as oportunidades minguam, os empregos escasseiam e os convites para encontros amistosos e eventos desaparecem. Até a convocação para o chope escasseia. A esquerda no Brasil virou uma máfia, que chantageia, sabota, persegue e condena.

O ser humano é social. Não se sente seguro se não fizer parte de um grupo. Mas tem dele que não existe um segundo fora de um grupo. Não lhe basta pertencer a centenas de grupos específicos, na escola, no trabalho, no bairro, no clube, no partido.

Ele precisa integrar um grupo de pensamento, 24 horas por dia. Precisa de uma ideologia para viver. Como se não fosse possível viver, ser solidário, amar o próximo sendo indivíduo, livre, independente. Precisa do coro da aprovação. Daí o sucesso dessa esquerda autoritária.

Soa muito falso petista falando em democracia. O partido e o governo petistas foram sempre amiguinhos de todos os grupos radicais e ditaduras exóticas. Kadafi era irmão, segundo Lula. Nem democracia interna o partido tem mais, se é que algum dia teve.

O partido tinha um bom prefeito no Recife, Lula impediu sua reeleição. Botou um poste do seu grupinho e perdeu a eleição. O PT do Rio é mulher de malandro. Não consegue impor seu candidato. O pacote chega fechado pela direção dirceu-lulista.

Haddad foi só mais um capítulo dessa história. Até o comportamento paternalista, assistencialista, que visa manter o povo dependente de políticas públicas, é antidemocrático.

A maior arma dessa esquerda não democrática contra quem se opõe à zona e à roubalheira que estabeleceu no país é tachá-lo de fascista. Funciona. Tem muita gente que prefere morrer ou ser pego com as calças arriadas do que ser chamado de direitista.

É uma arma velha, vem do tempo da patrulha ideológica dos anos 70. No que me diz respeito, podem me chamar do que quiserem, menos de petista.