25 Mai 2019

É reforma ou desemprego

Por   Seg, 11-Mar-2019
Ambulante: o melhor programa social é o emprego Ambulante: o melhor programa social é o emprego

Um dilema que os insensatos não querem encarar

O programa social mais importante e eficaz que existe é a geração de empregos, que só se consegue com a estabilização da economia e o crescimento, que por sua vez dependem da responsabilidade fiscal e de reformas, como a da Previdência. Mas os tutores do povo o querem recebendo bolsas, cestas, esmolas, a poder de um distributivismo que não leva em conta o endividamento público.

Não querem reforma. Fingem querer a “revolução social”. A mesma que deu com os burros n’água na Venezuela. Usam o povo, tentam comprá-lo para manter seu voto. Muita gente cafetinando o pobre, de artista "engajado" a político populista.

Um demagogo sempre tem como agredir a lógica e distorcer os fatos para que se ajustem ao seu raciocínio rasteiro, propondo uma narrativa na qual o problema é sempre das “elites”, como se não fosse parte delas. E nega a necessidade de qualquer ajuste ou reforma que implique em perda de privilégios.

E faz isso com a desfaçatez de quem sabe que lá fora está cheio de idiotas para aplaudir suas patacoadas. Sem reformas não haverá emprego, mas até desempregados são contra, inspirados por esses líderes, que enriqueceram às custas do nosso dinheiro, pagos em impostos escorchantes.

São políticos sem compromisso com o país, seu único objetivo é se arrumar. São como Sérgio Cabral, que embolsou milhões em propina e confessou ser viciado nela. Não é o único. São como zumbis atrás de cérebro, só que no caso deles é de propina que precisam para continuar assombrando o cenário politico nacional.

Estão concentrados principalmente nos palácios, nas assembléias e câmaras. Há quem defenda uma ação radical, com a internação dos viciados e prisão dos líderes do tráfico (de influência). Outros defendem uma política de redução de danos, com a permanência dos propineiros no mesmo lugar, temendo que a crise de abstinência desestabilize a situação.

O ajuste que o Temer queria é aquele que Dilma não conseguiu fazer com Joaquim Levy. Mas os vermelhinhos atrapalharam, como sempre. Para tanto contaram com o precioso apoio de politicos fisiológicos movidos a toma-lá-dá-cá. Os tucanos entre eles.

A esquerda egressa das aventuras radicais dos anos 70, à frente da marcha da insensatez. Afinal, não assinou a Constituição de 88 e foi contra o Plano Real, que acabou com a hiperinflação. Essa gente é sempre contra o que não é proposto por ela.

O PT, o PMDB e o PP, entre outros, elevaram a corrupção ao estado de arte. Foram tão bem sucedidos na cara de pau, que os tucanos tomaram emprestadas suas desculpas esfarrapadas. Mas como se viu, com a condenação do Paulo Preto, o operador do tucanato, a mais de 100 anos de prisão, esses pássaros em vias de extinção são um PT de polainas. São picaretas muitas vezes tratados a brioches pelos tribunais superiores.

O discurso da esquerda é atribuir à Lava-Jatos a situação deplorável da economia. No passado recente, o processo do impeachment de Dilma tomava o lugar da Lava-Jatos ou a ela se somava como responsáveis pela destruição da economia. Negam a necessidade premente de reforma da Previdência.

Eles dizem essas bobagens porque conhecem seu eleitorado. De um lado, a militância e a simpatizância prestes a abraçar qualquer absurdo que possa justificar o desastre que foi a administração petista. De outro, esse eleitorado dependente de migalhas, carente de um painho que lhe dê camiseta e uma mandioca.
Desgraçaram a economia, roubaram a mais não poder, e seguem fazendo barbaridades, como apoiar o ditador Maduro da Venezuela. Posam de inocentes e culpam “o outro” pelos seus pecados.

Ridícula a tentativa de desqualificação do juiz Moro, e da Lava Jato, que vêm botando corrupto na cadeia. Um petista honesto teria por obrigação ser contra os criminosos, que ferraram seu projeto político, não contra quem julga o comportamento criminoso.

Só se explica essa atitude porque o próprio projeto politico dessa gente é criminoso. Li críticas aos vencimentos do juiz e até juiz nórdico expressando espanto com o quanto nosso judiciário recebe. Ora, este é outro assunto. Não inocenta ladrão do erário.

Ainda mais triste: gente honesta que por razões ideológicas passa a aceitar a roubalheira, que sempre condenou, para defender ídolos de pés de barro. É indigno. Seus filhos estão aprendendo que roubar é legal e punir ladrão é moralismo pequeno burguês.

Como esperar que essa gente apoie algum tipo de reforma necessária ao crescimento da economia e à redenção dos brasileiros escravizados pelo desemprego? Vamos morrer de dengue, febre amarela, malária em pleno asfalto, antes que o Brasil saia do esgoto.