20 Fev 2019

A Reforma da Previdência é um passo muito mais importante para a boa definição do nosso futuro do que ela representa para a solução do nosso problema fiscal, embora essa reforma seja também vital para o equilíbrio de nossas contas.

Nos últimos tempos, vem se repetindo entre os políticos em Brasília a frase "filhos não podem ser demitidos".

Ela vem de todas as direções, tanto de aliados quanto de adversários. Mesmo o suplente de Flávio Bolsonaro no Senado, o empresário Paulo Marinho (PSL-RJ), afirmou que vê a influência dos filhos do presidente Jair Bolsonaro "com maus olhos, como todo mundo".

Os negros têm muito do que se orgulhar

 

Muita gente acha que o que mata na bomba atômica é a explosão - o impacto do cogumelo atômico. Esse, porém, é só o começo. A partir da fissão, seguem-se várias ondas de efeito prolongado e ainda mais nefasto, como o choque de calor e a nuvem de poeira, que se converte numa chuva de fuligem radioativa, capaz não apenas de aniquilar os seres humanos restantes como esterilizar os rios e a terra num raio de dezenas de quilômetros por anos a fio. 

Esse fenômeno, conhecido como chuva negra, é o que aconteceu na política brasileira, depois da explosão criada pela Lava Jato.

A partir da fissão do núcleo de poder, onde se alojava a cúpula do PT, as ondas de calor atingiram seus associados, destruindo todo um ecossistema político. Agora, há ainda a chuva negra, que continua respingando nos políticos sobreviventes, todos eles acostumados em maior ou menor grau ao mundo anterior. Incluindo membros que estão dentro do atual governo, eleito justamente para associar-se ao extermínio da corrupção.

Esse é o enunciado da famosa Lei de Gerson, criado por um publicitário para uma marca de cigarro, explorando o sucesso da seleção campeã de 70 e de seu admirável armador. Esse lema, que envolveu inconscientemente o nome do jogador, sintetizou com precisão o espírito do regime PATRIMONIALISTA, impregnando, não apenas nossas relações estatais, mas também setores majoritários da sociedade brasileira.

Da corrupção sistêmica, denunciada no mensalão e na Lava Jato, explicitando o conluio criminoso de políticos e funcionários públicos com empreiteiros, passando por toda sorte de privilégios adquiridos pelas poderosas CORPORAÇÕES ESTATAIS e coligadas privadas, até os malfeitos perpetrados com naturalidade por amplas camadas populares, a esperteza plasmou a nossa cultura e se enraizou nas nossas práticas.

Sob o apelido Indústria.4 está reunido um elenco de tecnologias com suas virtudes e características: conectividade, integração, realidade expandida, inteligência artificial, flexibilidade, qualidade total, robótica especializada, big data, impressão 3D.

O que elas compartilham é o fato de serem desdobramentos e aplicações da informatização na manufatura. Quem sabe orquestrar este conjunto já está no futuro da indústria e na liderança dos negócios.

Não é o caso da maioria de nossas empresas.

A democracia é um sistema que privilegia a maioria e garante o respeito às minorias. Mas há quem queira que ela seja o governo das minorias com uma banana para a maioria. A nova esquerda foca sua militância na defesa dessas minorias, eternamente perseguidas e injustiçadas.

Acenou para esses grupos com a possibilidade de criação de um mundo mais justo, sem perseguição ou preconceito, no qual possam viver livremente.

Esse canto da sereia atraiu um exército de Brancaleone nunca visto no ramo da política: abortistas, comunistas, anarquistas, socialistas, lésbicas, travestis, homossexuais, pansexuais, movimentos raciais e até ciclistas. Verdadeiro samba do militante doido, parafraseando Sérgio Porto.

Quando foi preso, o ex-presidente Lula disse que não adiantava ser isolado no cárcere, pois ele hoje em dia não seria mais um político, seria uma ideia. De fato, durante a campanha eleitoral, e mesmo depois, Lula continua a ser, da cadeia, o líder da esquerda mais à esquerda no país.

Pelo lado oposto do espectro ideológico, o mesmo ocorre com o presidente Jair Bolsonaro.

Com essa frase de grande impacto e reconfortante promessa, o recém-empossado presidente da Vale, Fábio Schvartsman, respondeu ao desastroso crime ambiental da região de Mariana.

POR JULIO CESAR DE BARROS

Venezuela e Nicarágua: fuja dos salvadores da humanidade 

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