17 Jun 2019

Chamou a atenção a participação do general Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, no último café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto, promovido pelo presidente Jair Bolsonaro.

Depois de Bolsonaro lamentar uma entrevista dada por Lula na cadeia, na qual o ex-presidente insinuou que a facada em Juiz de Fora poderia ter sido uma armação, Heleno tomou a palavra e fez um discurso inflamado, chegando até mesmo a bater na mesa.

"A presidência da República é uma instituição sagrada", afirmou Heleno. "[...]Um presidente da República desonesto tinha que tomar uma prisão perpétua. Isso é uma canalhice típica desse sujeito. [...] Eu tenho vergonha de um sujeito desse ter sido presidente da República."

Nenhum veículo de imprensa isento baseia sua política editorial na perseguição a um grupo político ou a pessoas - mas não é assim que  funciona The_Intercept, de Glenn Greenwald. No editorial em que explica a publicação das conversas hackeadas do ministro da Justiça, Sérgio Moro, o site explicitamente indica que se propõe a investigar Moro, os promotores da Lava Jato e determinados políticos, enquanto deixa de lado outros possíveis criminosos, como os ex-ministros do PT e o ex-presidente Lula.

"Esse é apenas o começo do que pretendemos ser uma investigação jornalística contínua das ações de Moro, de Dental Dallagnol, e da Força-Tarefa da Lava Jato - além da conduta de inúmeros indivíduos que ainda detém um enorme poder político dentro e fora do Brasil", afirma o site.

A imparcialidade jornalística obriga a investigar tudo sobre todos - o princípio da isenção. Já The_Intercept não somente é partidário, ao criar um alvo preferencial, como suberverte valores. Coloca a Lava Jato como culpada, no lugar dos agentes da corrupção. Anuncia uma perseguição sistemática não somente à Lava Jato, como a indíviduos que, por antecipação, e antes de qualquer julgamento, considera nocivos ao país, enquanto os já julgados são tratados como inocentes.

Completa um mês a abertura de capital do Uber na Bolsa de Nova York, que já estreiou abaixo das expectativas e, até agora, não conseguiu atingir os números projetados. Em 2017, a empresa havia assustado o mercado, fechando o ano com perdas de US$ 4,5 bilhões. No último trimestre reportado, lá se foi mais US$ 1 bilhão. Agora, com o capital aberto, não resta outra alternativa para o Uber senão traçar uma rota para a lucratividade. O caminho, porém, está cada vez mais complicado. 

Seria apenas um relatório corriqueiro, não fosse o Uber uma mistura bizarra de crescimento exponencial, alto índice de satisfação do cliente e supervalorização.

Os bandidos vão fazer fumaça, mas nada muda na Lava Jato

O vazamento pelo site The_Intercept de áudios gravados com o ministro Sérgio Moro, nos seus tempos de juiz, revela apenas uma coisa: as intenções da imprensa tendenciosa.

O Brasil adora queimar seus ídolos.

Não é de agora, nem só porque Neymar se envolveu com uma acusação de estupro.

As garotas da seleção são o Brasil que dá orgulho

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que a cadeira do Palácio do Planalto é sua "kriptonita". Bolsonaro sabe o que diz, melhor que ninguém.

Na ficção, kriptonita é o mineral vindo do planeta Kripton, que na Terra enfraquece o Super-homem. A matéria que enfraquece o presidente, porém, é deste planeta mesmo.

A razão pela qual o ministro da Justiça Sérgio Moro queria ficar com o Controle de Atividades Financeiras (Coaf), hoje no Ministério da Economia, é a mesma pela qual ninguém mais queria. Com o Coaf, ele poderia fiscalizar melhor as atividades do governo, incluindo as do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do chefe, o presidente Jair Bolsonaro, que não apenas deixou Moro sozinho nesta briga, como trabalhou em silêncio para que ele saísse perdendo.

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