19 Set 2019

Boris Johnson assume com missão de tocar o Brexit

  Qua, 24-Jul-2019

O novo líder do Partido Conservador britânico, Boris Johnson, toma posse nesta quarta-feira como primeiro-ministro do Reino Unido, no lugar de Theresa May.

May acabou perdendo força por não conseguir um acordo satisfatório, aos olhos do Parlamento britânico, para a saída da Grã-Bretanha da comunidade econmica Europeia, o Brext, negcado com a União Europeia.

Johnson é jornalista, apresentador de TV e autor de romances. Disputou durante um mês a liderança do Partido Conservador com Jeremy Hunt e ganhou com 92.153 votos contra 46.656 de Hunt.

 

"Agora nós precisamos trabalhar juntos para entregar um Brexit que funcione para todo o Reino Unido", disse May. apoio".

Johnson é um defensor ardorosodo Brexit, com ou sem acordo. Polêmicos, elogiado em público por Donald Trump e crítico de May, ele é a aposta do partido para resolvr o impasse.

"Acho que ele fará um ótimo trabalho", disse Trump, pouco antes de a vitória de Johnson ser oficializada.

Ainda assim, não será fácil. O Partido Trabalhista, da oposição, deve apresentar um voto de desconfiança logo no seu segundo dia no cargo, por iniciativa do seu líder, Jeremy Corbyn.

Analistas consideram que os conservadores não têm a maioria suficiente para que Johnson sobreviva a uma moção de desconfiança. Dependem do apoio dos dez deputados do Partido Unionista Democrático, que até agora vinham apoiando o governo de May.

Mesmo ministros conservadores advertiram o novo premiê de que renunciariam se ele seguir sua agenda de um Brexit sem acordo. Entre eles estão o ministro da Economia, Philip Hammond, e o da Justiça, David Gauke.

Ele terá pouco tempo. O prazo para a saída da UE é até de 31 de outubro. Os demais 27 Estados-membros disseram que não renegociarão a parte legalmente vinculativa do pacto, o chamado Acordo de Saída, que estabelece a futura relação entre o Reino Unido e a UE.

Johnson pretende convencer o Parlamento a ratificar "as melhores partes" do acordo de May, como os direitos dos cidadãos da UE e extensões de vários pactos de cooperação diplomática e de segurança.

O problema maior é como evitar uma nova fronteira entre a Irlanda, membro da UE, e a Irlanda do Norte, parte do Reino Unido, no caso de um Brexit sem acordo. Johnson quer dispensar essa cláusula, enquanto a UE diz que ela tem que permanecer.

O novo primeiro-ministro também quer adotar uma política de "ambiguidade construtiva" em relação ao pagamento pelo Reino Unido de sua conta de saída da UE, estimada em 39 bilhões de libras. O medo é que a saída acaba trazendo recessão, em vez do progresso esperado.