18 Out 2021
Terça, 05 Maio 2020 18:52

Nesta segunda-feira, o presidente Jair Bolsonaro recebeu no Palácio do Planalto o tenente-coronel reformado do Exército Sebastião Curió Rodrigues de Moura, o "Major Curió". Denunciado seis vezes pelo Ministério Público Federal por participação nos assassinatos e sequestros de guerrilheiros de esquerda no Araguaia, nos anos 1970, Curió tem hoje 85 anos. A foto, colocada nas redes sociais por um de seus filhos, veio com a legenda "Dia de de dois amigos se encontrarem e dizer Força".

Em 2009, Curió reconheceu ter participado e entregou documentos ao jornalista Leonêncio Nossa sobre a execução de 41 militantes da esquerda no Araguaia, quando já estavam sob custódia e sem condições de reação - foram, explicitamente, executados.

Nossa escreveu um livro sobre Curió, intitulado "Mata!" (Cia das Letras, 2012).

No Araguaia, ao sul do Pará e norte do atual Estado de Tocantins, refugiaram-se 67 militantes da guerrilha, massacrada em sucessivas operações do Exército.

Curió e outros militares acusados pelos mesmos crimes recorrem à Lei da Anistia, de 1979, e travam desde 2012 uma batalha judicial para conseguir que não sejam processados e condenados. A Justiça já deu decisões favoráveis a Curió, mas o Ministério Público Federal continua recorrendo.