19 Set 2019

Trump culpa "ódio racista" por massacres

  Seg, 05-Ago-2019

Em entrevista coletiva, o presidente americano Donald Trump condenou a "supremacia branca" e o "ódio racista" pelos dois ataques consecutivos nos Estados Undos durante o fim de semana.

Em uníssono, nossa Nação deve condenar o racismo, a intoelrância e a supremacia branca", afirmou. Evitou falar em controle da venda de armas. Dentro do catecismo conservador americano, preferiu dizer que gostaria de ver o combate às doenças mentais, a violência na mídia e os vídeo games.

Alertou contra "os perigos da internet e das mídias sociais", muito embora ele mesmo as utilize para difundir suas ideias agressivas contra adversários na política.

Críticos do presidente e a midia americana destacaram o papel de Trump no acirramento dos ânimos no país e no recrudescimento da intolerância racial.

"Até aqui, ele não assumiu a responsabilidade pela atmosfera de divisão, nem reconheceu sua própria relutância em advertir contra o crescimento do nacionalismo branco", escreveu o jornal The New York Times.

Violência inaudita

Os americanos assistiram a um fim de semana de violência inaudita no país. Patrick Crusius, de 21 anos, matou 22 pessoas pessoas no sábado dentro de um supermercado em El Paso, no Texas.

Em Daytona, Ohio, outro atirador - Corn Betts, de 24 anos - matou nove pessoas, entre elas a própria irmã, Megan, de 22 anos, e deixou 27 feridos numa área de bares e restaurantes.

Os dois ataques do final de semana somam-se a uma terrível estatística. Este ano, já são 32 ataques de atiradores contra civis inocentes em território americano.

Trump aproveitou a ocasião para reforçar suas ideias isolacionistas. "Esta legislação precisa desesperadamente de uma reforma de imigração", escreveu, no Twitter. "Devemos tirar algo de bom, senão de grande, desses dois trágicos eventos."

Escreveu a palavra "grande" com letras maiúsculas. Para ele, a tragédia que deveria questionar sua política não passa de mais uma oportunidade para reafirmar as mesmas coisas.