17 Nov 2019

A máquina com toque humano

  Sáb, 27-Jul-2019

O americano Keven Walgamott, que teve seu braço direito amputado, agora pode não apenas realizar operações humanas com uma mão cibernética como sentir a sensação do toque, que lhe permite dosar a força e reconhecer objetos pelo "tato". "A coisa mais incrível é ver o que eles são capazes de fazer", disse dos cientistas o próprio Walgamott, que pode distinguir tamanhos e objetos delicados mesmo sem olhar.

Parece um milagre, mas é o resultado do trabaho de 15 anos 

da equipe do professor de engenharia biomédica da University of Utah, Gregory Clark, que desenvolve o "braço de Luke" há 15 anos. "Luke" é uma referência ao personagem de Stars Wars, Luke Skywalker, que também recebeu um braço cibernético desse tipo, evolução do braço mecânico que antes só frequentava as obras de ficção.

Clark introduziu eletrodos no braço de Walgamott, permitindo a comunicação entre a mão protética e o cérebro do paciente. Um computador capta os sinais que o cérebro envia para os nervos do braço e um computador fora do corpo os traduz em informações digitais, que instrui a prótese a se mover. A mão pode se mover em seis direções com 19 sensores que detectam o toque e o posicionamento.

O braço de "Luke" fornece ao cérebro de Walgamott sinais elétricos mais próximos daqueles que seriam enviados pelos nervos de uma mão humana, que lhe dão a sensação do tato.

Agora, clark pretende expandir as informações sensoriais para dor e temperatura, além de desenvolver um sistema portátil - por enquanto, o efeito só é obtido com um computador externo. Os pesquisadores projetam que em dois anos o braço futurista será autosuficiente.