6 Jun 2020

Manifestação sem bandeiras contra o Congresso

  Seg, 18-Mai-2020

A manifestação diante do palácio do Planalto deste domingo teve menos gente que as anteriores e chamou a atenção pelo fato de que os seguranças pediram a retirada de bandeiras contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal. Bolsonaro juntou parte do alto comando do governo para saudar os manifestantes, como se fosse um ato cívico - classificou-o como "pura democracia".

Estavam com o presidente os ministros André Mendonça (Justiça e Segurança Pública), Augusto Heleno (GSI), Bento Albuquerque (MInas e Energia), Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Jorge Oliveira (Secretaria-Geral da Presidência), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia), Tereza Cristina (Agricultura) e Onyx Lorenzoni (Cidadania).

Bolsonaro anda ás boas com o Congresso. Vem obtendo apoio do chamado centrão, ao liberar a distribuição de cargos a legendas do Centrão no governo. É isso o que os partidos entendem como "diálogo".

Obteve do presidente da Câmara, Rodrigo Maia,  um sinal de que não abrirá contra ele processo por impeachment. Fez ainda as mudanças que queria na Polícia Federal, após a demissão do ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro. Dessa forma, a pressão exercida contra as instituições funcionou. 

Bolsonaro elogiou a concentração de gente, como se tivesse sido dos manifestantes a iniciativa de limpar as mensagens contra as instituições republicanas. 

"Existe política com participação espontânea popular, isso não tem preço", disse. "Uma manifestação pura da democracia, estou muito honrado com isso."

Do alto da rampa, Bolsonaro segurou uma bandeira do Brasil, acenou e levantou as mãos de alguns ministros. Os manifestantes então cantaram o hino nacional.

As mensagens que a segruança permitiu ficar traziam mensagens como "nossa bandeira jamais será vermelha", "deixe Bolsonaro governar", "fechados com Bolsonaro" e "hidroxicloroquina já". Havia também uma bandeira do Brasil imperial e um caixão marrom com uma fotografia de Moro um print de computador com o logotipo do MBL.

Alguns apoiadores cantaram para o presidente uma versão da música "Florentina", originalmente cantada pelo deputado federal Tiririca, para falar da cloroquina, que Bolsonaro defende como solução para o Covid-19.

O estribilho:

"Cloroquina, cloroquina, cloroquina lá do SUS, eu sei que tu me salvas em nome de Jesus",