2 Jul 2020
Segunda, 29 Junho 2020 14:11

Movimentos como o dos Entregadores AntiFascistas têm liderado um dia de greve nesta quarta-feira de entregadores em todo o país. A paralisação d euma atividade que se tornou essencial durante o siolamento no Covid-19 se deve, segundo suas lideranças, ao trabalho precário e mal remunerado.

Motoboys e ciclistas querem mais segurança, inclusive contra o Covid-19, alimentação na jornada de trabalho, taxas melhores de remuneração, licença remunerada em caso de acidentes além do fim do sistema de pontuação e de bloqueios indevidos.

Nas redes sociais, perfis como o Treta no Trampo passaram a fazer campanha pelo dia nacional de protesto. O alvo são so aplicativos como o i-Food, que coordenam as entregas e utilizam o trabalho dos entregadores sem configurar trabalho formal ou mesmo uma prestação de serviços.

A informalização do emprego, propiciada pelos aplicativos, é uma das grandes questões a serem resolvidas pela Justiça do Trabalho. segundo os entregadores, o lucro dos aplicativos teria aumentado, mas isso não se refletiu no seu ganho.

Na sua lista de reivindicações, está a criação de um valor mínimo de entrega, para compensar o deslocamento, sobretudo quando não há encomenda no trajeto de volta; fim dos bloqueios e desligamentos de quem participa dos protestos; fim do sistema de pontuação, que força o trabalhador a longas jornadas de trabalho para conseguir serviço e acesso a determinadas áreas; seguro de roubo e acidente e licença remunerada, especialmente para quem contrair o Covid-19.

Aplicativos como iFood e Rappi têm sido levados a dar explicações sobre a situação. Em nota, o iFood declarou que "apoia a liberdade de expressão em todos as formas e que em nenhuma hipótese entregadores são desativados por participar de movimentos".

 

S egundo o iFood, o valor médio pago por rota é de R$ 8,46, com base na distância entre o restaurante e o cliente, além de uma taxa pela coleta do pedido no restaurante e uma taxa pela entrega ao cliente. Essa taxa varia conforme cidade, dia da semana e veículo de entrega.

Afirma ainda que teria distribuído 818 mil itens de proteção individual entre 1º de abril e 25 de junho para os entregadores ativos na quarentena. Cada um teria recebido um kit com 4 máscaras reutilizáveis e 500 ml de álcool gel.

A Uber Eats informou ao UOL que "todos os ganhos estão disponibilizados de forma transparente para entregadores parceiros, no próprio aplicativo e que não houve nenhuma diminuição nos valores pagos por entrega, que seguem sendo determinados por uma série de fatores, como a hora do pedido e distância a ser percorrida."

A Rappi afirma que "o frete varia de acordo com o clima, dia da semana, horário, zona da entrega, distância percorrida e complexidade do pedido. Dados da empresa mostram que cerca de 75% deles ganha mais de R$ 18 por hora e que quase metade dos entregadores parceiros passam menos de uma hora por dia conectados no app".