24 Ago 2019

Trump acirra também uma guerra interna

  Seg, 16-Abr-2018
Trump e George Washington: crise de princípios Trump e George Washington: crise de princípios

Após o ataque à Síria com a França e Reino Unido, na sexta-feira passada, os Estados Unidos anunciam um pacote de represlárias contra a Rússia, pelo seu apoio ao regime de Bashar al-Assad, que estaria utilizanmdo armas químicas internamente para debelar a oposição ao seu governo. O presidente Donald Trump, porém, enfrenta também uma guerra interna, contra os opositores de sua política, para quem ele está usando  conflito externo apenas para deslocar a atenção do público americano.

No Congresso, Trump colheu protestos, primeiro pela forma como decidiu entrar na guerra sem consultador o parlamento. "Ele não é um rei", afirmou o senador democrata Tim Kaine. Republicanos, ainda que não abertamente, começaram a se junar aos democratas nas suas preocupações. O jornal New York Times, na cobertura sobre os ataques à Síria, levantou a suspeita já corrente enre s americanos de que a inicitativa visa menos deter o regime sírio que criar uma nova crise para que se esqueçam os escândalos internos.

Trump está, ele mesmo, sob ataque. Seu advogado e amigo pessoal, Michael Cohen, teve seu escritório vasculhado pelo Ministério Público americano na semana passada, com um mandado de busca e apreensão expedido para investigar o pagamento a uma atriz pornô para que não falasse sobre seu caso com Trump. Há indícios de que Cohen foi a Praga, em 2016, durante a campanha presidencial, ao contrário do que afirmou. Nessa mesma viagem , ele teria negociado apoio financeiro russo para a eleição de Trump.

Os americanos vivem a expectativa do lançamento nesta terça-feira do livro do ex-diretor do FBI James Comey, demitido por Trump - seu título é "A Higher Loyalty" ("Uma lealdade maior"). "O presidente é antiético e descolado da verdade ou de valores institucionais", afirma Comey. "Seu estilo de liderança é baseado em transações, tem seu ego no centro e atenção a lealdade pessoal."

Comey começou as entrevistas de divulgação do livro, a começar pela rede ABC, onde acusou Trump de ser um mentiroso serial. "Podemos brigar a respeito de armas, impostos ou imigração", falou. "Mas em comum temos um pacote de normas, principalmente a verdade." Trump respondeu pelo Twitter, onde atua como seu próprio porta-voz, desqualificando o ex-funcionário.

Ao memso tempo, Paul Ryan, presidente da Câmara, líder da ala jovem do Partido Republicano, anunciou que não vai concorrer à eleição este ano, segundo o Washington Post. Diz que deixará a política. Não é só no Brasil que reina o desencanto.