18 Out 2021

Em entrevista à TV americana ABC, Nicolás Maduro disse que Juan Guaidó, líder de oposição reconhecido como presidente interino da Vennezuela por mais de 50 países, poderá voltar ao país, depois de participar em Bogotá da reunião do Grupo de Lima, com a presença do vice-presidente americano, Mike Spence, na qual se tratou de uma saída para a crise venezuelana.

"Ele pode sair e voltar, mas terá que dar explicações à Justiça, porque foi proibido de deixar o país", disse Maduro. "Ele tem que respeitar as leis."

Além de proibido de deixar o país, Guaidó teve contas bloqueadas pelo Tribunal Supremo de Justiça, ao lado de Maduro. Em janeiro, foi detido por agentes do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional por cerca de uma hora. "Meu dever é estar em caracas, apesar dos riscos", disse ele, que afirma a decisão de voltar à Venezuela ainda esta semana. "Um preso não serve a ninguém, um exilado tampouco. Estamos numa zona inédita."

Nesta terça-feira, o Vaticano emitiu uma nota na qual expressa "profundo respeito" pela justiça australiana, após a condenação em dezembro passado do cardeal George Pell, ex-número três da Igreja católica, por abusos sexuais contra menores.

A condenação veio tarde, já que Pell tem 77 anos e as acusações remontam aos anos 1990. Foram feitas por dois coroinhas então com 12 e 13 anos, abusados na sacristia da Catedral de São Patrício, em Melbourne. Pesam ainda sobre o cardeal outras acusações, incluindo de agressão sexual.

"É uma notícia dolorosa que, estamos cientes, chocou muitas pessoas, não só na Austrália. Como fizemos antes, reafirmamos nosso profundo respeito pelas autoridades judiciais australianas", afirmou o porta-voz do Vaticano, Alessandro Gisotti.

A explosão da violência na fronteira, onde forças em nome do governo de Nicolás Maduro impediram a entrada da ajuda humanitária vinda tanto do Brasil quanto da Colômbia, aumentou a pressão sobre o ditador venezuelano, que ainda detém o comando das Forças Armadas. O apelo por auxílio armado, feito pelo líder do Parlamento e autoproclamado presidente interino Juan Guaidó, preocupou as autoridades brasileiras, enquanto lideranças se reuniram em Bogotá para encontrar, literalmente, uma saída para a Venezuela.

Ao ordenar o fechamento da fronteira com o Brasil, para evitar o envio de ajuda humanitária à população, o ex-presidente declarado porém ainda em exercício Nicolás Maduro mostrou que está disposto a sacrificar o povo venezuelano até o fim, em nome da defesa de um regime claramente insustentável sob todos os aspectos. A decisão provocou a reação do líder da insurreição, Juan Guaidó, criou uma situação surrealista dentro do país e já deixou mortos, feridos e uma posição delicada para o Brasil.

Ponto de honra dos defensores de ditaduras de esquerda contra o mundo livre, a Venezuela chegu ao seu ponto de ebulição nesta quarta-feira, eviscerada por uma longa crise política  e econômica que exauriu sua população ao ponto da rebelião civil contra o regime de Nicolás Maduro.

O presidente da Assembleia Nacional Venezuela, Juan Guaidó, político de 35 anos que somente chegou a essa posição com a perseguição de Maduro às lideranças mais antigas da oposição, declarou-se presidente interino do país, repudiando a reeleição do sucessor de Hugo Chaves. 

Pouco se pode prever sobre o que deve acontecer agora com o relacionamento entre o Reino Unido e a Europa, e mais delicada ainda está a situação da primeira-ministra Theresa May com o próprio parlamento britânico. Depois de ver rejeitado seu acordo de saída com a União Europeia, ela enfrenta problemas de todos os lados. Dos 600 parlamentares, 432 se opuseram e apenas 202 apoiaram o acordo de May, gerando o que alguns membros do governo britânico consideraram uma das piores derrotas de um primeiro-ministro britânico nos últimos 100 anos.

O governo britânico adiou a votação no parlamento do acordo de separação do Reino Unido com a Comunidade Econômica Europeia, negociado pela primeira-ministra Theresa May.  Ela receava perder a votação - e, com isso, o chamado Brexit, programado para março de 2019, corre o risco de não acontecer.

Computadas as urnas nas eleições estaduais e para o Legislativo nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump assistiu a um grande avanço da oposição democrata, que tomou o governo de sete estados antes republicanos e ficou com a maioria na Câmara dos Deputados. Mais: o eleitor americano colocou no Congresso pela primeira vez mulheres indígenas e muçulmanas, elegeu um governador homossexual e mandou uma clara mensagem contra o discurso isolacionista e discriminatório de Trump e à onda conservadora que ele lidera no país.

Autoridades policiais americanas investigam o envio de pacotes com explosivos à casa do ex-presidente Bill Clinton e sua mulher, Hillary, e ao escritório do ex-presidente Barack Obama, além da sede da rede de televisão CNN. A programação do canal foi interrompida enquanto o edifício Time Warner Center era evacuado.

O presidente dos EUA, Donaldo Trump, em seu discurso na ONU, atacou o regime de Nicolás Maduro, na Venezuela e -  numa menção velada que bem pode incluir o Brasil - afirmou que "todas as nações do mundo devem resistir ao socialismo".

Denunciou a "bancarrota" que, segundo ele, "atinge um país que já foi dos mais ricos do planeta".

Trump autorizou uma série de sanções contra a Venezuela. Além de proibir empresas americanas de negociar com os venezuelanos, determinou a apreensão de ativos financeiros da primeira-dama, do vice-presidente, do ministro das Comunicações e do ministro da defesa daquele país.

Trump ainda criticouo Conselho de Direitos Humanos da ONU, que, para ele, protege "abusadores". Os EUA deixaram o conselho em julho. "Não voltaremos até que ele seja reformado", avisou.

Justificou sua posição. "Nós rejeitamos a ideia de globalismo e aceitamos a ideia do patriotismo", disse ele.  Pediu para isolarem também a "ditadura corrupta" do Irã.

Por outro lado, elogiou o premier da Coreia do Norte, Kim Jong-un, pela aproximação de um acordo de desnuclearização da região. "Mísseis e foguetes não estão mais voando em todas as direções, os testes nuclear pararam, houve o desmantelamento de centros nucleares, nossos reféns foram soltos e os restos mortais de nossos soldados [na guerra da Coreia] voltaram para casa", disse ele.

Depois de prometer que "destruiria completamente" a Coreia do Norte, Trump se mostra agora o grande promotor da paz. A paz americana é simples: basta concordar com ele.