17 Nov 2019

Autoridades policiais americanas investigam o envio de pacotes com explosivos à casa do ex-presidente Bill Clinton e sua mulher, Hillary, e ao escritório do ex-presidente Barack Obama, além da sede da rede de televisão CNN. A programação do canal foi interrompida enquanto o edifício Time Warner Center era evacuado.

O presidente dos EUA, Donaldo Trump, em seu discurso na ONU, atacou o regime de Nicolás Maduro, na Venezuela e -  numa menção velada que bem pode incluir o Brasil - afirmou que "todas as nações do mundo devem resistir ao socialismo".

Denunciou a "bancarrota" que, segundo ele, "atinge um país que já foi dos mais ricos do planeta".

Trump autorizou uma série de sanções contra a Venezuela. Além de proibir empresas americanas de negociar com os venezuelanos, determinou a apreensão de ativos financeiros da primeira-dama, do vice-presidente, do ministro das Comunicações e do ministro da defesa daquele país.

Trump ainda criticouo Conselho de Direitos Humanos da ONU, que, para ele, protege "abusadores". Os EUA deixaram o conselho em julho. "Não voltaremos até que ele seja reformado", avisou.

Justificou sua posição. "Nós rejeitamos a ideia de globalismo e aceitamos a ideia do patriotismo", disse ele.  Pediu para isolarem também a "ditadura corrupta" do Irã.

Por outro lado, elogiou o premier da Coreia do Norte, Kim Jong-un, pela aproximação de um acordo de desnuclearização da região. "Mísseis e foguetes não estão mais voando em todas as direções, os testes nuclear pararam, houve o desmantelamento de centros nucleares, nossos reféns foram soltos e os restos mortais de nossos soldados [na guerra da Coreia] voltaram para casa", disse ele.

Depois de prometer que "destruiria completamente" a Coreia do Norte, Trump se mostra agora o grande promotor da paz. A paz americana é simples: basta concordar com ele.

POR THALES GUARACY, DE MOSCOU

"Milhões mudaram de opinião sobre nosso país", disse o presidente russo, Vladimir Putin, pouco antes do encontro em Helsinque, na Finlândia, com o presidente americano Donald Trump. Referia-se ao sucesso da Copa do Mundo, que, ao contrário do que prediziam os profetas pessimistas, não teve atentado terrorista, hooligans nem desordem de qualquer tipo - ao contrário, foi um show de futebol cheio de surpresas somente no âmbito esportivo. Contudo, quem foi à Rússia não saiu do país com uma visão tão diferente assim.

O governo polonês aposentou numa só penada 27 dos 72 juízes da Suprema Corte, incluindo seu presidente.

O Partido da Justiça e da Lei, mais um de extrema direita a emergir na política, acusa o grupo de ser obstrucionista simpático ao comunismo.

As ruas das principais cidades do país foram tomadas por manifestantes, que protestaram contra a queda dos juízes. E temem o afastamento do país da União Europeia, pelo rumos dos acontecimentos.

A descoberta de que crianças estão sendo separadas de seus pais devido ao endurecimento americano na sua política de fronteiras abriu uma onda de repúdio internacional à gestão de Donald Trump, que chegou a explodir dentro de sua própria casa. 

Após o ataque à Síria com a França e Reino Unido, na sexta-feira passada, os Estados Unidos anunciam um pacote de represlárias contra a Rússia, pelo seu apoio ao regime de Bashar al-Assad, que estaria utilizanmdo armas químicas internamente para debelar a oposição ao seu governo. O presidente Donald Trump, porém, enfrenta também uma guerra interna, contra os opositores de sua política, para quem ele está usando  conflito externo apenas para deslocar a atenção do público americano.

O presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, renunciou na quarta-feira ao cargo, 19 meses depois de sua posse. O peruano queixou-se, em seu depoimento de renúncia, que o país se tornava "ingovernável". 

O ex-presidente da França, Nicolas Sarkozy, foi preso para realizar depoimento sobre o financiamento de sua campanha presidencial em 2007. É acusado de receber dinheiro por suposto apoio do falecido líder líbio, Muammar Kaddafi.

Assim como Donald Trump, investigado nos Estados Unidos por receber dinheiro russo, Sarkozy enfrenta a acusação de lavagem de dinheiro e de ficar com o rabo preso a interesses que sequer são de dentro de seu país.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, anunciou nesta quarta-feira a expulsão de  23 diplomatas russos, sob a acusação de agirem de acordo com a inteligência russa na tentativa de envenenamento de um ex-espião, também russo: Sergei Skripal, radicado em Salisbury, no sul da Inglaterra.

Nas vésperas da Copa do Mundo de futebol, o episódio é mais um a arranhar a imagem da Rússia, que neste domingo deve reeleger novamente Vladimir Putin - mais um governante vitalício, num país onde a democracia ainda não parece totalmente instaurada, depois do fim da União Soviética.

Um ex-assessor de campanha do presidente americano Donald Trump, Rick Gates, fez um acordo na Justiça para diminuir sua pena no caso que investiga a interferência russa nas eleições presidenciais.

Página 5 de 6