17 Nov 2019

O líder oposicionista e autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, chegou ao Brasil no começo da madrugada desta quinta-feira (28), no aeroporto de Brasília, para falar com o presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto. 

Foi bem recebido, mas não saiu com o apoio todo de que gostaria. Após encontro a portas fechadas, Bolsonaro afirmou à imprensa que não poupará esforços para ajudar a Venezuela, mas "dentro da nossa Constituição e de nossas tradições" - isto é, sem armas. 

Antes de ir para a cadeia, ex-advogado de empresário ex-dono de cassino, mentiroso assumido, abre o baú de safadezas do antigo patrão para levá-lo junto ao cadafalso. Uma história comum no submundo dos negócios, se o empresário em questão não fosse o atual presidente dos Estados Unidos.

O mundo ao redor de Trump se transformou num pequeno caos, e sua gestão personalista beira o que se fala dos países de terceiro mundo sobre os quais os americanos gostam de dar lições de moral. Enquanto o presidente americano se encontrava em Hanói, no Vietnam, com o ditador norte coreano Kim Jong-un, em Washington depunha seu ex-advogado, Michael Cohen, parceiro de uma série de trapalhadas que podem custar um processo de impeachment de Trump, como os já bens conhecidos nos trópicos do sul. 

Em entrevista à TV americana ABC, Nicolás Maduro disse que Juan Guaidó, líder de oposição reconhecido como presidente interino da Vennezuela por mais de 50 países, poderá voltar ao país, depois de participar em Bogotá da reunião do Grupo de Lima, com a presença do vice-presidente americano, Mike Spence, na qual se tratou de uma saída para a crise venezuelana.

"Ele pode sair e voltar, mas terá que dar explicações à Justiça, porque foi proibido de deixar o país", disse Maduro. "Ele tem que respeitar as leis."

Além de proibido de deixar o país, Guaidó teve contas bloqueadas pelo Tribunal Supremo de Justiça, ao lado de Maduro. Em janeiro, foi detido por agentes do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional por cerca de uma hora. "Meu dever é estar em caracas, apesar dos riscos", disse ele, que afirma a decisão de voltar à Venezuela ainda esta semana. "Um preso não serve a ninguém, um exilado tampouco. Estamos numa zona inédita."

Nesta terça-feira, o Vaticano emitiu uma nota na qual expressa "profundo respeito" pela justiça australiana, após a condenação em dezembro passado do cardeal George Pell, ex-número três da Igreja católica, por abusos sexuais contra menores.

A condenação veio tarde, já que Pell tem 77 anos e as acusações remontam aos anos 1990. Foram feitas por dois coroinhas então com 12 e 13 anos, abusados na sacristia da Catedral de São Patrício, em Melbourne. Pesam ainda sobre o cardeal outras acusações, incluindo de agressão sexual.

"É uma notícia dolorosa que, estamos cientes, chocou muitas pessoas, não só na Austrália. Como fizemos antes, reafirmamos nosso profundo respeito pelas autoridades judiciais australianas", afirmou o porta-voz do Vaticano, Alessandro Gisotti.

A explosão da violência na fronteira, onde forças em nome do governo de Nicolás Maduro impediram a entrada da ajuda humanitária vinda tanto do Brasil quanto da Colômbia, aumentou a pressão sobre o ditador venezuelano, que ainda detém o comando das Forças Armadas. O apelo por auxílio armado, feito pelo líder do Parlamento e autoproclamado presidente interino Juan Guaidó, preocupou as autoridades brasileiras, enquanto lideranças se reuniram em Bogotá para encontrar, literalmente, uma saída para a Venezuela.

Ao ordenar o fechamento da fronteira com o Brasil, para evitar o envio de ajuda humanitária à população, o ex-presidente declarado porém ainda em exercício Nicolás Maduro mostrou que está disposto a sacrificar o povo venezuelano até o fim, em nome da defesa de um regime claramente insustentável sob todos os aspectos. A decisão provocou a reação do líder da insurreição, Juan Guaidó, criou uma situação surrealista dentro do país e já deixou mortos, feridos e uma posição delicada para o Brasil.

Ponto de honra dos defensores de ditaduras de esquerda contra o mundo livre, a Venezuela chegu ao seu ponto de ebulição nesta quarta-feira, eviscerada por uma longa crise política  e econômica que exauriu sua população ao ponto da rebelião civil contra o regime de Nicolás Maduro.

O presidente da Assembleia Nacional Venezuela, Juan Guaidó, político de 35 anos que somente chegou a essa posição com a perseguição de Maduro às lideranças mais antigas da oposição, declarou-se presidente interino do país, repudiando a reeleição do sucessor de Hugo Chaves. 

Pouco se pode prever sobre o que deve acontecer agora com o relacionamento entre o Reino Unido e a Europa, e mais delicada ainda está a situação da primeira-ministra Theresa May com o próprio parlamento britânico. Depois de ver rejeitado seu acordo de saída com a União Europeia, ela enfrenta problemas de todos os lados. Dos 600 parlamentares, 432 se opuseram e apenas 202 apoiaram o acordo de May, gerando o que alguns membros do governo britânico consideraram uma das piores derrotas de um primeiro-ministro britânico nos últimos 100 anos.

O governo britânico adiou a votação no parlamento do acordo de separação do Reino Unido com a Comunidade Econômica Europeia, negociado pela primeira-ministra Theresa May.  Ela receava perder a votação - e, com isso, o chamado Brexit, programado para março de 2019, corre o risco de não acontecer.

Computadas as urnas nas eleições estaduais e para o Legislativo nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump assistiu a um grande avanço da oposição democrata, que tomou o governo de sete estados antes republicanos e ficou com a maioria na Câmara dos Deputados. Mais: o eleitor americano colocou no Congresso pela primeira vez mulheres indígenas e muçulmanas, elegeu um governador homossexual e mandou uma clara mensagem contra o discurso isolacionista e discriminatório de Trump e à onda conservadora que ele lidera no país.

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