21 Jul 2019

Ao ordenar o fechamento da fronteira com o Brasil, para evitar o envio de ajuda humanitária à população, o ex-presidente declarado porém ainda em exercício Nicolás Maduro mostrou que está disposto a sacrificar o povo venezuelano até o fim, em nome da defesa de um regime claramente insustentável sob todos os aspectos. A decisão provocou a reação do líder da insurreição, Juan Guaidó, criou uma situação surrealista dentro do país e já deixou mortos, feridos e uma posição delicada para o Brasil.

Ponto de honra dos defensores de ditaduras de esquerda contra o mundo livre, a Venezuela chegu ao seu ponto de ebulição nesta quarta-feira, eviscerada por uma longa crise política  e econômica que exauriu sua população ao ponto da rebelião civil contra o regime de Nicolás Maduro.

O presidente da Assembleia Nacional Venezuela, Juan Guaidó, político de 35 anos que somente chegou a essa posição com a perseguição de Maduro às lideranças mais antigas da oposição, declarou-se presidente interino do país, repudiando a reeleição do sucessor de Hugo Chaves. 

Pouco se pode prever sobre o que deve acontecer agora com o relacionamento entre o Reino Unido e a Europa, e mais delicada ainda está a situação da primeira-ministra Theresa May com o próprio parlamento britânico. Depois de ver rejeitado seu acordo de saída com a União Europeia, ela enfrenta problemas de todos os lados. Dos 600 parlamentares, 432 se opuseram e apenas 202 apoiaram o acordo de May, gerando o que alguns membros do governo britânico consideraram uma das piores derrotas de um primeiro-ministro britânico nos últimos 100 anos.

O governo britânico adiou a votação no parlamento do acordo de separação do Reino Unido com a Comunidade Econômica Europeia, negociado pela primeira-ministra Theresa May.  Ela receava perder a votação - e, com isso, o chamado Brexit, programado para março de 2019, corre o risco de não acontecer.

Computadas as urnas nas eleições estaduais e para o Legislativo nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump assistiu a um grande avanço da oposição democrata, que tomou o governo de sete estados antes republicanos e ficou com a maioria na Câmara dos Deputados. Mais: o eleitor americano colocou no Congresso pela primeira vez mulheres indígenas e muçulmanas, elegeu um governador homossexual e mandou uma clara mensagem contra o discurso isolacionista e discriminatório de Trump e à onda conservadora que ele lidera no país.

Autoridades policiais americanas investigam o envio de pacotes com explosivos à casa do ex-presidente Bill Clinton e sua mulher, Hillary, e ao escritório do ex-presidente Barack Obama, além da sede da rede de televisão CNN. A programação do canal foi interrompida enquanto o edifício Time Warner Center era evacuado.

O presidente dos EUA, Donaldo Trump, em seu discurso na ONU, atacou o regime de Nicolás Maduro, na Venezuela e -  numa menção velada que bem pode incluir o Brasil - afirmou que "todas as nações do mundo devem resistir ao socialismo".

Denunciou a "bancarrota" que, segundo ele, "atinge um país que já foi dos mais ricos do planeta".

Trump autorizou uma série de sanções contra a Venezuela. Além de proibir empresas americanas de negociar com os venezuelanos, determinou a apreensão de ativos financeiros da primeira-dama, do vice-presidente, do ministro das Comunicações e do ministro da defesa daquele país.

Trump ainda criticouo Conselho de Direitos Humanos da ONU, que, para ele, protege "abusadores". Os EUA deixaram o conselho em julho. "Não voltaremos até que ele seja reformado", avisou.

Justificou sua posição. "Nós rejeitamos a ideia de globalismo e aceitamos a ideia do patriotismo", disse ele.  Pediu para isolarem também a "ditadura corrupta" do Irã.

Por outro lado, elogiou o premier da Coreia do Norte, Kim Jong-un, pela aproximação de um acordo de desnuclearização da região. "Mísseis e foguetes não estão mais voando em todas as direções, os testes nuclear pararam, houve o desmantelamento de centros nucleares, nossos reféns foram soltos e os restos mortais de nossos soldados [na guerra da Coreia] voltaram para casa", disse ele.

Depois de prometer que "destruiria completamente" a Coreia do Norte, Trump se mostra agora o grande promotor da paz. A paz americana é simples: basta concordar com ele.

POR THALES GUARACY, DE MOSCOU

"Milhões mudaram de opinião sobre nosso país", disse o presidente russo, Vladimir Putin, pouco antes do encontro em Helsinque, na Finlândia, com o presidente americano Donald Trump. Referia-se ao sucesso da Copa do Mundo, que, ao contrário do que prediziam os profetas pessimistas, não teve atentado terrorista, hooligans nem desordem de qualquer tipo - ao contrário, foi um show de futebol cheio de surpresas somente no âmbito esportivo. Contudo, quem foi à Rússia não saiu do país com uma visão tão diferente assim.

O governo polonês aposentou numa só penada 27 dos 72 juízes da Suprema Corte, incluindo seu presidente.

O Partido da Justiça e da Lei, mais um de extrema direita a emergir na política, acusa o grupo de ser obstrucionista simpático ao comunismo.

As ruas das principais cidades do país foram tomadas por manifestantes, que protestaram contra a queda dos juízes. E temem o afastamento do país da União Europeia, pelo rumos dos acontecimentos.

A descoberta de que crianças estão sendo separadas de seus pais devido ao endurecimento americano na sua política de fronteiras abriu uma onda de repúdio internacional à gestão de Donald Trump, que chegou a explodir dentro de sua própria casa. 

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