23 Jul 2019

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) volta de Israel nesta quarta-feira depois de uma visita em que quebrou a tradição diplomática brasileira de neutralidade na questão palestina, tanto explícita quanto simbolicamente - chegou a visitar o Muro das Lamentações, na companhia do primeiro-ministro israelense.

Não mudou a embaixada de Tekl Aviv para Jerusalém, como chegou a anunciar, mas criou na cidade um escritório de negócios, recebeu o apoio israelense à entrada do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, e assinou acordos bilaterais nas áreas de ciência e tecnologia, defesa, segurança pública, aviação civil, segurança cibernética e saúde.

O presidente Donald Trump reconheceu oficialmente nesta segunda-feira a soberania de Israel sobre as Colinas de Golã, área de fronteira tomada da Síria em 1967. "Isso estava sendo preparado há muito tempo", afirmou Trump, ao lado do premiê israelense Benjamin Netanyahu na Casa Branca.

Na sexta-feira, diz 16, um ataque em duas mesquitas na Nova Zelândia deixou 49 mortos e 48 feridos. Quatro suspeitos foram detidos. Um deles, o australiano Brenton Tarrant, de 28 anos, entrou atirando e filmou as próprias ações, transmitidas ao vivo e em tempo real.

O governo obscurantista da Venezuela atingiu seu apogeu com um apagão geral que deixou o país literalmente na escuridão.

Uma centena de documentos do físico Albert Einstein, guardados por um colecionador particular, nunca antes vistos pelo público e até mesmo pela comunidade científica, foram doados à Universidade Hebraica de Jerusalém.

Colocados em exibição na universidade para comemorar os 140 anos do seu nascimento, expõem ideias e dúvidas do cientista, pensador alemão e ganhador do Nobel de 1921, que revolucionou o conhecimento humano no Século XX.

O líder oposicionista e autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, chegou ao Brasil no começo da madrugada desta quinta-feira (28), no aeroporto de Brasília, para falar com o presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto. 

Foi bem recebido, mas não saiu com o apoio todo de que gostaria. Após encontro a portas fechadas, Bolsonaro afirmou à imprensa que não poupará esforços para ajudar a Venezuela, mas "dentro da nossa Constituição e de nossas tradições" - isto é, sem armas. 

Antes de ir para a cadeia, ex-advogado de empresário ex-dono de cassino, mentiroso assumido, abre o baú de safadezas do antigo patrão para levá-lo junto ao cadafalso. Uma história comum no submundo dos negócios, se o empresário em questão não fosse o atual presidente dos Estados Unidos.

O mundo ao redor de Trump se transformou num pequeno caos, e sua gestão personalista beira o que se fala dos países de terceiro mundo sobre os quais os americanos gostam de dar lições de moral. Enquanto o presidente americano se encontrava em Hanói, no Vietnam, com o ditador norte coreano Kim Jong-un, em Washington depunha seu ex-advogado, Michael Cohen, parceiro de uma série de trapalhadas que podem custar um processo de impeachment de Trump, como os já bens conhecidos nos trópicos do sul. 

Em entrevista à TV americana ABC, Nicolás Maduro disse que Juan Guaidó, líder de oposição reconhecido como presidente interino da Vennezuela por mais de 50 países, poderá voltar ao país, depois de participar em Bogotá da reunião do Grupo de Lima, com a presença do vice-presidente americano, Mike Spence, na qual se tratou de uma saída para a crise venezuelana.

"Ele pode sair e voltar, mas terá que dar explicações à Justiça, porque foi proibido de deixar o país", disse Maduro. "Ele tem que respeitar as leis."

Além de proibido de deixar o país, Guaidó teve contas bloqueadas pelo Tribunal Supremo de Justiça, ao lado de Maduro. Em janeiro, foi detido por agentes do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional por cerca de uma hora. "Meu dever é estar em caracas, apesar dos riscos", disse ele, que afirma a decisão de voltar à Venezuela ainda esta semana. "Um preso não serve a ninguém, um exilado tampouco. Estamos numa zona inédita."

Nesta terça-feira, o Vaticano emitiu uma nota na qual expressa "profundo respeito" pela justiça australiana, após a condenação em dezembro passado do cardeal George Pell, ex-número três da Igreja católica, por abusos sexuais contra menores.

A condenação veio tarde, já que Pell tem 77 anos e as acusações remontam aos anos 1990. Foram feitas por dois coroinhas então com 12 e 13 anos, abusados na sacristia da Catedral de São Patrício, em Melbourne. Pesam ainda sobre o cardeal outras acusações, incluindo de agressão sexual.

"É uma notícia dolorosa que, estamos cientes, chocou muitas pessoas, não só na Austrália. Como fizemos antes, reafirmamos nosso profundo respeito pelas autoridades judiciais australianas", afirmou o porta-voz do Vaticano, Alessandro Gisotti.

A explosão da violência na fronteira, onde forças em nome do governo de Nicolás Maduro impediram a entrada da ajuda humanitária vinda tanto do Brasil quanto da Colômbia, aumentou a pressão sobre o ditador venezuelano, que ainda detém o comando das Forças Armadas. O apelo por auxílio armado, feito pelo líder do Parlamento e autoproclamado presidente interino Juan Guaidó, preocupou as autoridades brasileiras, enquanto lideranças se reuniram em Bogotá para encontrar, literalmente, uma saída para a Venezuela.

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