18 Out 2021

Nos EUA, protestos, saques e tensão

  Ter, 02-Jun-2020
Policiais na Flórida: homenagem aos mortos intolerância Policiais na Flórida: homenagem aos mortos intolerância

Em Coral Gables, na Flórida, policiais se ajoelharam durante ato em manifestação dentro da onda de protestos contra a violência da repressão policial, depois da morte do negro George Floyd, de 40 anos, asfixiado por um policial branco quando já se encontrava sob custódia.

Protestos antirracistas se espalharam nos Estados Unidos e no mundo, com o choque do vídeo que mostra Floyd suplicando para que o policial retire a pressão sobre seu pescoço, quando está algemado no chão, por não poder respirar.

Os protestos se misturaram a ondas de violência, por conta da crise deixada pela paralisação do coronavírus. Grupos de saqueadores se aproveitaram do clima de revolta para agir. Na segunda-feira, o presidente Donald Trump prometeu restaurar a ordem por conta própria e e ameaçou enviar tropas federais aos estados "para resolver rapidamente o problema" se a violência não parar.

Na segunda-feira à noite, o canal de televisão local NY1 exibiu saqueadores dentro de uma loja de produtos eletrônicos, mais tarde detidos pela polícia. Outros estabelecimentos no centro da cidade também foram alvos.
A policia novaiorquina afirmou que centenas de pessoas foram detidas.

O prefeito afirmou que a situação era "inaceitável". "Apoiamos os protestos pacíficos na cidade, mas agora é o momento de voltar para casa", disse Bill de Blasio. "Há pessoas que estão nas ruas esta noite não para protestar, e sim para destruir propriedades e provocar danos a outros. Estas pessoas estão sendo detidas, suas ações são inaceitáveis e, portanto, não as permitiremos."

Houve saques nos bairros de Nova York durante o fim de semana, sobretudo no Soho, o que levou o prefeito De Blasio e o governador do estado, Andrew Cuomo, a decretar o toque de recolher.

Pouco depois das 23h00, quando a medida entrou em vigor na segunda-feira, uma centena de pessoas se aglomerou no Barclays Center, no Brooklyn, homenageando as de joelhos as vítimas da violência dos últimos dias.

De Blasio, democrata, criticou o tom "belicoso" e a "retórica polarizadora" de Trump, que concorre à reeleição em novembro. "Não foram suas declarações das últimas horas que provocaram tudo isto, e sim o que fez nos últimos anos", disse.