17 Nov 2019

Macri tenta virar o jogo com medidas populistas

  Qua, 14-Ago-2019

Pressionado pelas urnas, que revelaram uma larga vantagem do candidato de oposição Alberto Fernández nas eleições primárias para o pleito a ser realizado em outubro, o presidente da Argentina, Mauricio Macri, anunciou nesta quarta-feira um pacote de medidas econômicas para tentar virar o jogo eleitoral.

A queda das bolsas, a desvalorização do peso, que acelera a inflação, aumentaram a instabilidade no país. Agora, Macri decidiu 

congelar o preço do combustível por 90 dias, medida que alcançaria o primeiro turno das eleições. Aumentou ainda em 25% o salário mínimo e em 40% o valor da bolsa "progresar" (progredir), para estudantes, assim como da Asignación Universal por Hijo, bolsa-família argentino, criado na era Kirchner.

São medidas eleitoreiras, destinadas a mudar o rumo da eleição, que devem ter consequências negativas no longo prazo. Macri avisou que ainda pretende anunciar uma redução de impostos para a população de baixa renda e perdoar dívidas de pequenas e médias empresas com a receita federal argentina.

"São medidas que trarão alívio para 17 milhões de trabalhadores e suas famílias", disse ele.

Macri foi criticado por tentar assustar as pessoas com a ameaça kirchnerista, uma vez que Cristina Kirchner é vice na chapa de Fernández. Sugeriu que a culpa pela alta do dólar e a queda das ações argentinas era dos argentinos que votaram em Alberto Fernández nas eleições primárias. Teve que voltar atrás.

"Quero que saibam que respeito profundamente a decisão dos argentinos", afirmou. "Volto aqui hoje para que tenham certeza de que eu os entendi".