16 Nov 2019

Britânicos condenam Assange a 1 ano de prisão

  Qua, 01-Mai-2019
Assange: violação da condicional Assange: violação da condicional

Julian Assange, criador do WikiLeaks, site de denúncias que o fizeram ser réu de um inquérito por violação de segredos de Estado nos EUA, foi condenado a mais 50 meses de prisão por violações de fiança pela Justiça britânica nesta quarta-feira - perto da pena máxima, que é de um ano.

Assange foi preso depois de refugiar-se por sete anos na embaixada do Equador em Londres. Caiu em desgraça no país que o acolhe, porém, ao divulgar informações sobre processos de corrupção que envolvem o governo equatoriano, que liberou os britânicos para prendê-lo.

Em 2012, Assange pediu asilo para evitar ir aos tribunais britânicos e ser extraditado para a Suécia, onde foi acusado de estupro. O caso foi arquivado, mas sua fuga para a embaixada não foi esquecida.

"É difícil imaginar um exemplo mais grave deste crime", disse em audiência a juíza Deborah Taylor, dirigindo-se a ele. Ao dar a sentença, escondendo-se de maneira deliberada, ele teria ludibriado a polícia britânica, e não a sueca, "explorando sua posição privilegiada para descumprir a lei".

Durante a audiência foi lida uma carta escrita por Assange, na qual ele pediu "desculpas sem reservas". "Estava em apuros com circunstâncias difíceis", afirmou. "Fiz o que naquele momento me pareceu que era o melhor ou talvez a única coisa que poderia ter feito."

Seu advogado, Mark Summers, disse que nos últimos anos Assange permaneceu na embaixada "controlado pelo temor" de ser entregue aos Estados Unidos, onde querem julgá-lo pelos de documentos confidenciais divulgados em seu portal.

No último dia 11 de abril, um juiz britânico declarou Assange culpado por não ter se apresentado à Justiça há sete anos, quando devia responder por crimes sexuais supostamente cometidos em Estocolmo.

Assange fidar detido na prisão de Belmarsh, no sudeste de Londres.