17 Out 2019

Bombardeios mostram que terror está vivo

  Seg, 16-Set-2019

Depois do ataque com misseis a campos de petróleo na Arábia Saudita, a comunidade econômica internacional se deu conta de que o terror está longe de ser coisa do passado. E acendeu-se o suspense sobre o que acontecerá.

Mísseis de cruzeiro que atingiram 19 alvos, mas as autoridades sauditas e americanas ainda não chegaram a uma conclusão sobre a autoria dos ataques.

O governo americano não acredita que o ataque tenha tida origem no Iraque. E rejeitou a afirmação de militantes houthis do Iêmen de que eles teriam enviado dez drones para atacar as instalações de petróleo sauditas. Já a coalizão liderada pela Arábia Saudita na luta no Iêmen afirmou sugestivamente que as armas usadas para atingir o território saudita eram iranianas. Porém, ainda não se pode afirmar com segurança o que aconteceu.

O certo é que os ataques paralisaram a indústria de petróleo saudita e fez os preços subirem no meio de um mercado agitado. O presidente americano, Donald trump, sempre pronto a sacar a arma do coldre, disse que está "locked and loaded" ("com as armas preparadas") para atacar quando os EUA e a Arábia Saudita identificarem com segurança quem foi o responsável.

"Há razões para acreditar que conhecemos o culpado, estamos com as armas preparadas dependendo da verificação", escreveu ele no Twitter. "Mas esperamos notícias do Reino sobre quem eles acreditam que foi a causa desse ataque e sob que termos nós procederíamos"

Nesta segunda-feira, Trump se reuniu com a equipe de segurança nacional para discutir a situação do Oriente Médio, área estratégica de energia para os americanos. O secretário de Estado, Mike Pompeo, convocou líderes da região para conversar, incluindo o príncipe herdeiro Mohammed bin Zayed, dos Emirados Árabes Unidos.

Os americanos impusream duras sanções econômicas ao Irã, razão pela qual é fácil acreditar que o ataque terrorista seria uma retaliação. Porém, há uma forte reação à adoção de medidas mais radicais. O senador republicano Mitt Romney, de Utah, escreveu no Twitter que qualquer "envolvimento direto das Forças Armadas dos EUA como reação aos ataques do Irã à infraestrutura de petróleo saudita seria um erro grave".

Romney afirmou que os EUA já venderam armas para a Arábia Saudita para que o país se defendesse sozinho. E sustentou que os EUA devessem dar um apoio apenas indireto. "Os EUA nunca deveriam entrar em guerra para proteger o petróleo saudita", tuitou o senador democrata Tim Kaine, da Virgínia.

É a grande potência novamente atingida, dessa vez não no orgulho, mas no seu calcanhar.