19 Fev 2020

Bolsonaro libera Brasil para 1,3 bilhão de chineses

  Qui, 24-Out-2019
Bolsonaro na muralha: mão estendida Bolsonaro na muralha: mão estendida

Em visita à China, assim como fez nos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro anunciou que por ordem sua o Brasil deverá liberar os chineses de entrar no país mediante visto. É um convite para o 1,3 bilhão de chineses, aque para vir aopaís antes tinham que passar pela peneira em um dos três consulados brasileiros no país.

Depois de dizer que a Chna "não estava comprando no Brasil, estava comprando o Brasil", o presidente resolveu ser subitamente simpático com os chineses. Anunciou a facilitação da alfândega a 19 empresários chineses em Pequim, entre eles Wang MingQiang, CEO do Alibaba, Feng Yong Fang, presidente do Grupo de Investimentos CRCC, de infraestrutura, e Yu Songho, presidente do HeRun Group, um dos maiores importadores de soja brasileira.

Bolsonaro disse que o Brasil passou a ser “solvente” após a aprovação da reforma da Previdência. E ouviu que os chinese continuam interessados no país.

O presidente confirmou na China também a desistência de colocar seu filho Eduardo na embaixada em Washington. preferiu deixá-lo resolvendo a disputa política com os caciques do PSL pelo controle da legenda.

No seu lugar, afirmou que apontará para a sabatina no Senado o diplomata de carreira Nestor Foster, que conta com a simpatia de Olavo de Carvalho e foi promovido em julho para o primeiro escalão do Itamaraty, como ministro de primeira-classe, justamente para ter a possibilidade de ascender ao cargo.

"Por aqui mesmo a gente já pede o agreement e formaliza", disse o presidente na partida de Tóquio, a caminho de Pequim. "É uma pessoa benquista, é um quadro exemplar, tem tudo para dar certo".

Hoje encarregado de negócios da embaixada em Washington, Forster já era o nome mais cotado pelo presidente antes da ideia de enviar Eduardo. O Brasil não tem embaixador em Washington desde abril, quando Sérgio Amaral, indicado no governo Temer, foi afastado. desde então, a indicação demora porque o presidente não tinha certeza de que o nome de Eduardo seria aprovado no Senado e temia uma derrota desmoralizante.

Na China, Bolsonaro diz que não tem alternativa senão estender a mão. "Tem certas coisas que têm que se adaptar à realidade", disse ele. "Não é o que você quer, é o que tem que ser feito."