17 Nov 2019

Às vésperas das eleições, Argentina se debate

  Qui, 29-Ago-2019

Após a declaração de moratória da dívida externa, a Argentina se dabte, a pouco menos de dois meses da próxima eleição presidencial.

Nesta quinta-feira, o presidente Maurício Macri fez um pronunciamento antes da abertura dos mercados para tentar diminuir o clima de instabilidade.

"É minha responsabilidade que esse período transcorra da melhor maneira possível", disse.

A admissão da crise não deixa de ser uma virtude. Não adiante, por outro lado, tapar o sol com uma pen eira. O ministro da Economia, Hernán Lacunza, suspendeu o pagamento de dívidas a curto e médio prazo e recebeu membros do Fundo Monetário Internacional para uma renegociação.

Macri apelou à "comunidade democrática para evitar a deterioração da economia".

Fez referências às críticas de seu principal concorrente na eleição, Alberto Fernández, líder nas pesquisas, jogando para ele a responsabilidade pelo aumento do dólar e do risco-país.

"Todos os que estamos ocupando posições de liderança neste momento sabemos que a prioridade agora é o futuro dos argentinos", disse Fernández. "E eu estou aqui para continuar lutando por esse presente e pelo futuro dos argentinos."

Nas eleições primárias, que servem como uma prévia para a eleição final, Macri foi derrotado por Fernández por 47% a 32%. Para eles, essa eleição foi "apenas uma pesquisa, mas teve a capacidade de desencadear uma crise como esta que estamos vivendo."

Mais um político a tomar o efeito como a causa - e a criar o fantasma da volta do passado, já que Férnandez representa a volta ao poder dos Kirchner, com Cristina Kirchner colocada como vice em sua chapa. Assim, como o Brasil, os argentinos vão ficando entre a cruz e a caldeirinha - e nao se avista nenhuma saída eficaz.