24 Ago 2019

O grande problema de trocar a inteligência pela truculência é receber a truculência de volta. No caso do presidente Jair Bolsonaro, que tratou o problema global do meio ambiente com descaso e insolência imperial, a reação tem escala planetária. Na esteira da notícia de queimadas na Amazônia, autoridades ambientais e de governo, além da imprensa internacional, agora colocam tudo na conta do presidentes, alvo central de manifestações nesta sexta-feira em cidades da Europa e da Ásia. Já dono de grande rejeição dentro do país, Bolsonaro passou também a ser o inimigo número 1 mundial.

Pressionado pelas urnas, que revelaram uma larga vantagem do candidato de oposição Alberto Fernández nas eleições primárias para o pleito a ser realizado em outubro, o presidente da Argentina, Mauricio Macri, anunciou nesta quarta-feira um pacote de medidas econômicas para tentar virar o jogo eleitoral.

O receio pela volta do kirchnerismo fez também as bolsas caírem e o peso argentino ser desvalorizado em 25% nesta segunda-feira, depois que o peronista Alberto Fernández recebeu 47% dos votos nas eleições primárias para a Presidência da Argentina, este final de semana. O atual presidente, Mauricio Macri, ficou com 32%. O primeiro turno das eleições gerais está marcado para 27 de outubro.

Como as candidaturas já estavam definidas, as primárias não tiveram influência de disputas internas e os votos são considerados como uma escala real das preferências do eleitorado, dois meses e meio antes das eleições gerais.

Em entrevista coletiva, o presidente americano Donald Trump condenou a "supremacia branca" e o "ódio racista" pelos dois ataques consecutivos nos Estados Undos durante o fim de semana.

Em uníssono, nossa Nação deve condenar o racismo, a intoelrância e a supremacia branca", afirmou. Evitou falar em controle da venda de armas. Dentro do catecismo conservador americano, preferiu dizer que gostaria de ver o combate às doenças mentais, a violência na mídia e os vídeo games.

O novo líder do Partido Conservador britânico, Boris Johnson, toma posse nesta quarta-feira como primeiro-ministro do Reino Unido, no lugar de Theresa May.

Pesquisadores brasileiros e italianos anunciaram uma descoberta que pode mudar a história da Humanidade. Fragmentos de ferramentas feitas de de pedra lascada foram identificados com mais de 2,4 milhões de anos. Com isso, os objetos tiram da África e colocam mais para trás no tempo o que teria sido o começo da Humanidade.

O Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos denunciou o regime de Nicolás Maduro na Venezuela por "milhares" de execuções sumárias e violações de direitos humanos, em um relatório que chega a ser macabro.

Os dados do levantamento independente realizado a pedido da ONU devem ser apresentados nesta sexta-feira, em Genebra. Porém, já se sabe que ficam expostos a prática corriqueira da tortura, abuso sexual de prisioneiros, o uso de grupos paramilitares e a manipulação de programas sociais para atender somente a aliados do governo.

 

A ONU exigiu da Venezuela medidas "imediatas e concretas para colocar fim e remediar as graves violações dos direitos económicos, sociais, civis, políticos e culturais documentadas no país".

O relatório foi produzido pelo escritório da ONU, coordenado pela ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, que viajou até Caracas. Durante as semanas em que ficou no país, Maduro sinalizou que poderia libertar alguns presos políticos, mas, assim que ela saiu, um de seus opositores foi detido e morreu na prisão.
"Se a situação não melhorar, o fluxo sem precedentes de migrantes e refugiados venezuelanos continuará, e as condições de vida dos que restam irão piorar", afirmou a ONU, em documento.

O relatório denuncia um grande esquema ditatorial para reprimir a oposição. Seu objetivo é "neutralizar, reprimir e criminalizar os opositores políticos e os críticos do governo". "Uma série de leis, políticas e práticas restringiu o espaço democrático, desmantelou o equilíbrio institucional e permitiu padrões de graves violações", aponta.

O relatório lembra que o regime de exceção e combinado com a crise econômica, que estrangula ainda mais a população.

Para chegar a esse quadro, os investigadores da ONU entrevistaram 558 vítimas e testemunhas de violações de direitos humanos na Venezuela e outros oito países. Denunciaram a militarização do Estado venezuelano com "detenções arbitrárias; maus-tratos e tortura de pessoas críticas do governo e seus familiares; violência sexual e de gênero na detenção e durante as visitas; e uso excessivo da força durante as manifestações".

Os grupos civis armados pelo governo, os "coletivos", assaram a fazer um "controle social" paralelo, inclsuive na repressão a manifestações. São milícias que operam em nome do regime, consideradas como "esquadrões da morte" ou "grupos de extermínio" pelos entrevistados. ONGs relataram que essas forças, chamadas pela sigla de FAES são responsáveis por "centenas de assassinatos".

Segundo o relatório, em 31 de maio de 2019 havia "793 pessoas estavam arbitrariamente privadas de liberdade, incluindo 58 mulheres". Entre elas estavam 22 deputados da Assembleia Nacional, incluindo seu presidente, "privados de sua imunidade parlamentar".

De acordo com a ONG "Foro Penal Venezolano", 15.045 pessoas foram detidas por motivos políticos entre janeiro de 2014 e maio de 2019. A maioria delas, me manifestações públicas.

"Na maioria dos casos, mulheres e homens foram submetidos a uma ou mais formas de tortura ou tratamento ou punição cruel, desumano ou degradante, incluindo choques elétricos, asfixia com sacos plásticos, embarque de água, espancamentos, violência sexual, privação de água e alimentos, posições de estresse e exposição a temperaturas extremas", aponta o reltório. "As forças de segurança e os serviços de informações recorrem regularmente a tais práticas para extrair informações", diz.

Seguindo a agenda que incluiu encontros com Donald Trump, dos Estados Unidos, Angela Merckel, da Alemanha, e Emmanuel Macron, da França, o presidente Jair Bolsonaro marcou a posição brasileira de reagir à pressão ambiental. São os países desenvolvidos os maiores poluidores do planeta, mas jogam sobre o Brasil a responsabilidade de cuidar da preservação em seu lugar, em detrimento do crescimento econômico. "Não vim aqui para ser advertido", disse Bolsonaro logo na chegada, logo após Merkel afirmar que queria ter com ele uma "conversa clara".

Bolsonaro indicou, nesses encontros e publicamente, que o Brasil não aceita esse tipo de subordinação. Tem tanto direito ao desenvolvimento quanto os países desenvolvidos têm obrigação de fazerem um esforço maior e próprio de preservação ambiental. 

Para os amantes do futebol, cai mais um ídolo. Michel Platini, um dos maiores jogadores da história da França e do mundo, não se deu também como dirigente esportivo. Suspeito de corrupção, foi preso nesta terça-feira em Paris por supostamente favorecer indevidamente a escolha do Qatar como sede da próxima Copa do Mundo, em 2022, quando era ainda o presidente da UEFA, a federação europeia de futebol.

Pela segunda vez em poucas semanas, navios foram atacados nesta quinta-feira (13) na região do Golfo de Omã, uma rota crucial para a distribuição mundial de petróleo. As embarcações Kokuka Courageous e Front Altair, de bandeiras do Panamá e das Ilhas Marshall, respectivamente, vinham navegando na direção sudeste e haviam acabado de passar o Estreito de Hormutz, quando foram bombardeadas. Por essa rota, passam nada menos do que 30% de todo o petróleo que abastece o globo.

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