18 Out 2021

Um economista cabeludo, Jamier Milei, é a nova força política emergente da argentina, depois da crise que não foi debelada pelo governo populista de esquerda do kirchnerismo, de volta ao poder depois do insucesso também do liberalismo pampeiro de Maurício Macri.

Professor de economia que gosta de se comparar com Jair Bolsonaro e Donald Trump, Javier Milei tem 50 anos e é o líder do Liberdade Avança, partido de direita radical que ganha espaço político na Argentina com o discurso de acabar com as velhas fórmulas mal sucedidas - e a democracia junto.

O Liberdade Avança fez sua lista para os próximos pleitos parlamentares, em 14 de novembro, e conseguiu nas pré-eleições de setembro - uma espécie de prévia instituída pelo sistema eleitoral da Argentina - o alcançou 13% dos votos.

Esse resultado lhe deu condições de estar todas as cédulas no pleito de novembro e colocou Milei como a líder da terceira força política do país. Na sua agenda, está a disputa pela Casa Rosada em 2023.

O eleitorado de Milei é formado sobretudo por jovens, atraído pelo seu jeito de surfista radical, no cabelo e nas palavras. Antigo cantor de uma banda de rock, aparece de jaqueta de couro nos comícios, recheados de cartazes com dizeres como "Os esquerdistas estão com medo". Os cabelos bagunçados lhe valeram o apelido de "Peluca" (peruca).

"Nossa linha comum é a luta contra o comunismo, contra o socialismo", diz ele, de sua semelhança com trump e Bolsonaro.Ganhou notoriedade como comentarista econômico em revistas e talkshows.

Midiático, Milei, fala palavrões e se inclina para a sátira. "O direitista não te deixa ir para a cama com quem quiseres, o esquerdista não te deixa fazer negócios com quem queiras", diz "O libertário não liga nem com quem fazes negócios, nem com quem vais para a cama."

É também agressivo. "Classe política de merda, bandida, parasitária, jamais irei contra a propriedade privada, contra a liberdade, aumentar um imposto", afirmou, em um comício.

O maior cabo eleitoral de Milei, porém, é o fracasso dos governos, incluindo o atual, de popularidade cadente. A pandemia e a incapacidade de produzir um plano realista para debelar a crise econômica acabaram se tornando aliados de qualquer discurso agudo que critique p que existe - sem que se saiba, porém, o que isso pode produzir de melhor.

 

O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, denunciou na terça-feira (12) o "assassinato maciço" de refugiados venezuelanos na Colômbia

Em Coral Gables, na Flórida, policiais se ajoelharam durante ato em manifestação dentro da onda de protestos contra a violência da repressão policial, depois da morte do negro George Floyd, de 40 anos, asfixiado por um policial branco quando já se encontrava sob custódia.

O Bayern de Munique venceu nesta segunda-feira o Borussia Dortmund por 1 a 0, pela 28ª rodada do campeonato alemão, no Signal Iduna Park. Sem torcida nas arquibancadas, o gol de Joshua Kimmich quebrou um pouco do silêncio.

O campeonato alemão, a Bundesliga, segue como dá. O Bayern abriu vantagem de 7 pontos na liderança, com 64 pontos, à frente do próprio Borussia, seu adversário mais direto.

Países onde a pandemia começou antes, especialmente a China e os países europeus, começaram a retomar as atividades econômicas, após a fase de isolamento - mas receiam a "segunda onda".

O nível de atividade da economia americana caiu 4,8% no primeiro trimestre do ano, resultado que apenas começa a refletir a maior crise já registrada no país desde o estouro da bolha financeira em 2008.

Depois do drama da explosão do coronavírus, e do ferrolho sanitário que forçou o país inteiro a ficar dentro de casa, a Itália já tem uma agenda para a volta ao trabalho. No dia 27 de abril, poderão ser reabertos negócios que respeitarem normas de segurança firmado entre o governo e os sindicatos em 14 de março. Há hoje 4 milhões de italianos já trabalhando, com o uso de máscaras. Outros 2,8 milhões de italianos devem voltar ao trabalho a partir de 4 de maio, quando serão divulgadas novas normas para o funcionamento de um novo regime de trabalho. "Quem já tiver tudo pronto, poderá voltar já em 27 de abril", diz o documento preparado pelo comissário encarregado do combate ao Covid-10 no país, Domenico Arcuri.

O presidente americano, Donald Trump, suspendeu nesta terça-feira a imigração para os estados Unidos, em caráter temporário. A iniciativa, segundo ele, é para "proteger trabalhadores americanos uma vez que a eocnomia comece a se recuperar da páralisação econômica".

Um dos últimos países invadidos pelo Covid-19, a Turquia agora tem cerca de 5.000 casos por dia. O número de mortes dobrou em 8 dias, chegando a 1.296 óbitos até esta terça-feira.

É o equivalente a uma taxa de cerca de 15 mortes por milhão de habitantes No Brasil, são 6.

A aceleração se deu com a decisão do governo de adotar o isolamento "vertical" - isto é, restrito a grupos de risco, como pretende fazer no Brasil o presidente Jair Bolsonaro.

O presidente turco, Recep Erdogan, afirmou que a "roda da economia tem de continuar girando".

O número de pessoas testadas positivamente com Covid passou os 2 milhões, de acordo com a Universidade Johns Hopkins, dos estados Unidos, que é hoje o país onde a epidemia cresce mais - e mais rápido.

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