21 Jul 2019

Subutilizados chegam a recorde de 28,4 milhões de pessoas

  Sex, 31-Mai-2019

No trimestre que terminou em abril, o Brasil teve em média cerca de 13,2 milhões de desempregados, 4,4% mais que no trimestre anterior, segundo o IBGE. A população subutilizada, que inclui pessoas subempregadas ou que desistiram de procurar emprego formal, foi estimada em 28,4 milhões de pessoas - recorde da série histórica iniciada em 2012, 3,9% mais que no trimestre anterior (27,3 milhões de pessoas) e 3,7% acima do trimestre de 2018 (27,4 milhões de pessoas).

O aumento do bico - o trabalho informal - explica uma relativa estabilidade na taxa de desemprego, que ficou em 12,5%, em média, no trimestre que acabou em abril. O índice subiu meio ponto em relação ao trimestre anterior, de novembro de 2018 a janeiro de 2019, quando ficou em 12%, e foi um pouco menor que o mesmo período do ano passado, quando estava em 12,9%. 

Os dados do IBGE apontam para uma gran de desinformaização da economia, que se reflete, entre outras coisas, na queda da arrecadação de impostos do governo, obrigado este ano a contingenciar despesas em função das perdas de receita.

O total de pessoas ocupadas no país foi estimado em 92,4 milhões de pessoas, número estável na comparação com o trimestre entre novembro e janeiro e 2,1% (mais 1,9 milhão de pessoas) acima do período de fevereiro a abril de 2018 (90,4 milhões de pessoas).

Desses, somente 33, 1 milhões de pessoas são empregados no setor privado com carteira assinada, excluindo-se trabalhadores domésticos. É o mesmo índice do trimestre anterior, 1,5% (mais 480 mil pessoas) acima do mesmo período de 2018, primeira alta neste tipo de comparação após 16 trimestres de queda.

Já o número de empregados do setor privado sem carteira assinada (11,2 milhões de pessoas) ficou estável frente ao trimestre anterior e subiu 3,4% (mais 368 mil pessoas) em relação ao mesmo trimestre do ano passado.

A categoria dos trabalhadores por conta própria ficou estável em relação ao trimestre anterior e cresceu 4,1% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, alcançando 23,9 milhões de pessoas.

Os desalentados, aqueles que desistiram de procurar emprego, aumentaram 4,3% no trimestre encerrado em janeiro, em comparação com o mesmo trimestre de 2018.São 4,9 milhões de pessoas, para quem as perspectivas de trabalho hoje parecem nulas.