20 Fev 2019

Saraiva propõe pagar só 5% da dívida a "credores parceiros"

  Qua, 06-Fev-2019
Saraiva no Rio: aposta nos credores parceiros Saraiva no Rio: aposta nos credores parceiros

Em processo de recuperação judicial, a Saraiva, maior rede de livrarias do país, apresentou oficialmente como requerido por lei soa proposta de pagamento aos credores para poder manter-se em operação.

Pela proposta, a maior rede de livrrias do país se compromete a pagar 5% da sua dívida em 15 anos, em parcelas anuais por 14 anos, após 12 meses de carência.

Os 95% restantes da dívida seriam transformados em debêntures (títulos de dívidas) emitidos em 2034, isto é, daqui a 16 anos, contados a partir da homologação do plano pela Justiça.

Com tal proposta, a companhia, que tem dívidas totais de 684 milhões de reais, atesta sua situação. No plano de recuperação, atribui a crise financeira à economia, à dificuldade de abastecimento pelos fioncedores, à dificuldade de investimento em tecnologia e falta de crédito junto aos bancos.

A Livraria Cultura, segunda maior rede de livros do país, que também se encontra em recuperação judicial com dívida total de R$ 285 milhões, propôs pagar 60% da sua dívida com editoras, locadores de imóveis e outros fornecedores qem 15 anos. Os 40% restantes seriam convertidos em debêntures a partir do 16º ano.

Fornecedores teriam de se comprometer a seguir vendendo produtos por dois anos, enquanto locadores de imóveis precisam garantir que manterão o mesmo aluguel por cinco anos.

Os "credores parceiros" é a única saída encontrada pela grandes redes de livrarias para seguir operando. Contam com o fato de responderem pela metade da venda de livros no país. sem elas, muitas editoras poderão quebrar.

Funcionários e ex-funcionários não estão incluídos na proposta. Para os credores trabalhistas, a Saraiva propôs pagar no máximo 100 mil reais, parcelados mensalmente durante um ano.

O plano de recuperação da Saraiva precisa ser aprovado em assembleia geral de credores. Pode ser modificado, antes de aprovado ou recusado. Mas indica um futuro bastante difícil para das redes de varejo tão importantes para o país.