23 Jul 2019

De acordo com o "Panorama Brasil", estudo divulgado pelo Insper, instituto de pesquisas econômicas, entre 1994 e 2016 o Brasil foi o  país que menos cresceu entre as nações em desenvolvimento. O Produto Interno Bruto (PIB) per capita aumentou 31,4% nesse período - taxa que foi de 37,4% na América Latina, 42,3% na Comunidade Econômica Europeia e de 152,2% dos mercados emergentes, China e Índia à frente.  A repetir o desempenho das duas últimas décadas, o Brasil levaria 31 anos para alcançar a renda per capita do Uruguai, 38 anos para ter a do Chile e mais de um século para alcançar a dos Estados Unidos. 

A comparação mostra que o Brasil  precisa de reformas mais profundas que o ajuste fiscal - que, por si, já não é fácil. Demanda um novo modelo. Ele implica em desmontar a perversa combinação da dependência do Executivo ao Legislativo, que transformou a aprovação de mudanças econômicas num balcão de negócios. E em esvaziar a máquina do Estado,  tomado por interesses privados. A exaustão do Estado no projeto assistencialista, sem resultado econômico equivalente, mostrou que é preciso novo ponto de partida para o desenvolvimento sustentável e uma maior justiça social.

O desabamento de um prédio de 24 andares no Largo do Paissandu, em São Paulo, é o sinal mais dramático do estado de abandono em que se encontra o centro da capital paulista, um verdadeiro depósito humano, onde gente se amontoa pelas ruas e edifícios abandonados vão se transformando em gigantescas ratoeiras.

O engenheiro Luís Eduardo Bucciarelli, que resolveu experimentar como é passar da vida de cidadão comum para a de candidato, com  a intenção de colaborar com a renovação da política brasileira, vem colhendo boas notícias na sua jornada - assim como as ruins também.

A principal boa notícia é que passou no processo seletivo do Partido Novo, onde agora está habilitado a participar da escolha final dos candidatos a deputado federal. A ruim: perdeu o emprego na diretoria da empresa multinacional onde trabalhava.

No projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para o ano que vem, o governo inseriu a proposta de aumento de 5,03% no salário mínimo, de 954 para 1002 reais. Com influência sobre os ganhos de 45 milhões de trabalhadores, e impacto direto nas contas do governo, o reajuste previsto deve ficar acima do crescimento do PIB, previsto em 3%, e da inflação no ano, prevista em 3,6%.

Assim, o governo de Michel Temer fica mais parecido com o de Dilma Rousseff, com uma medida populista que gerará um aumento de 14 bilhões de reais nos gastos públicos. Seria um tiro no pé do próprio governo, que complica o esforço de contenção feito até aqui. Mas esse será, claro, um problema para o próximo presidente.

Com a saída de Henrique Meirelles para concorrer às próximas eleições, o presidente Michel Temer nomeou, por indicação do próprio Meirelles, Eduardo Refinetti Guardia, que ocupava o cargo de secretário executivo da pasta desde junho de 2016. Um homem também do mercado financeiro que saltou para  setor público, sinalizador de que nada muda na política econômica nesses últimos e provavelmente agitados últimos nove meses de governo.

Depois de comprar no ano passado o projeto do Porto de São Luís, no Maranhão, a China Communications Construction Company (CCCC) está prestes a adquirir o Terminal Graneleiro da Babitonga (TGB), em Santa catarina. É um investimento de 1 bilhão  de reais a ser feito em São Francisco do Sul, Santa Catarina (SC). Com isso, os chineses vão avançando nos negócios brasileiros, concentrados soobretudo nos grandes investimentos me infra-estrutura.

O presidente americano, Donald Trump, chegou ao poder dizendo que fecharia o país em todos os sentidos - da construção de um muro na fronteira do México à criação de barreiras protecionistas, bem como o aumento da taxação de aço importado para favorecer a indústria interna.

O governo federal tem dificuldade na concessão de estradas para a iniciativa privada, mas ela avança nos estados. Os leilões rodoviários  para este ano somam cerca de 14,5 bilhões de reais, que permitirão investir em obras e manutenção de estradas pelos próximos 30 anos, segundo levantamento do jornal Folha de S. Paulo.

Na mira do governo para uma ampla privatização do sistema, a Eletrobras fechou 2017 com um prejuízo de 1,726 bilhão de reais em 2017, depois de ter lucro líquido de 3,513 bilhões em 2016, segundo informou a estatal. Sem dinheiro para investir, com obras paralisadas, brigas com sócios na Justiça e um bloqueio da oposição ao projeto de privatização, a estatal se encontra no limiar de uma pane geral. 

Com a inflação em baixa, o Banco Central anunciou nesta quarta-feira  o 12º corte consecutivo dos juros básicos da economia. A Selic caiu 0,25 ponto porcentual e passou de 6,75% para 6,5% ao ano, o menor nível desde a criação da taxa, em 1996.