19 Jan 2020

O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, começou a ser alvejado antes mesmo de começar no cargo. Nesta sexta-feira, a Polícia Federal abriu um inquérito para investigar supostas fraudes cometidas por ele em negócios com fundos de pensão de estatais. Apareceram também outros obstáculos, como a nomeação do general Maynard Marques Santa Rosa, responsável pelo Programa de Parceria de Investimentos (PPI), que irá fiscalizar as privatizações, vendas de ativos e concessões do governo.

O presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou que Guedes teria "carta branca" - e a venda de ativos é prioridade da Economia para sanear as contas do governo. Maynard, no entanto, sequer pertencerá à sua pasta - será subordinado ao futuro ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebbiano.

Uma outra riqueza além do petróleo do Pré-Sal vem emergindo das águas profundas do Atlântico Sul. Na esteira dos mapeamentos realizados na última década pela Petrobras, o Brasil começou a entrar também na exploração de minérios do subsolo oceânico - uma nova corrida do ouro na margem do mar territorial brasileiro e mesmo além do mar territorial ao longo dos nossos 7,5 mil km de costa. 

Desde sua eleição, Jair Bolsonaro lançou sobre o mercado a dúvida de qual será mais seu perfil como presidente: o do antigo deputado federal, defensor das estatais, ou o candidato privatista, que escolheu Paulo Guedes, um profissional de  mercado, como seu homem forte na economia. Com a indicação por Guedes do economista Roberto Castello Branco, Bolsonaro vai confirmando um perfil mais privatizante, mas com limites.

No apagar das luzes do governo Michel Temer, o ministério da Fazenda prossegue numa corrida para fazer caixa e cumprir suas metas orçamentárias, diante do desafio gigantesco de controlar o déficit público e recolocar o Brasil no caminho do desenvolvimento sustentável. Em dois dias, o governo apurou 8,1 bilhões de reais com leilões de blocos de exploração do Pré-Sal e a venda de distribuidores da Eletrobras, que mantém, ao par das privatizações, um plano para demissão voluntária de 2,4 mil pessoas como contenção de despesas.

A Receita Federal notificou 716.948 micro e pequenas empresas que devem ao Fisco, somadas, 19,5 bilhões de reais.

Sem pagamento, o Leão pode, como punição, excluí-las do Simples, o Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições.

A Agência Nacional de Transporte terresres publicou no Diario Oficial da União nesta quarta-feira, dia 5, nova tabela e fretes rodoviários, que corrige a tabela negociada pelos caminhoneiros com o governo para acabar com a paralisação em fins de maio. O reajuste serve para compensar o aumento do diesel de 13% na semana passada e surge no momento em que já começavam a circular boatos de nova paralisação, principalmente pelo WhatsApp.

China quer importar mais

em | Qui, 30-Ago-2018

Mercado tradicionalmente fechado e cheio de particularidades, a China organizará em novembro, pela primeira vez, um evento com foco na importação: a China International Import Expo (CIIE), que vai de 2 a 11 de novembro em Xangai. “Isso é uma coisa rara na nossa economia”, disse o conselheiro econômico e comercial do Consulado Geral da China em São Paulo, Yu Yong, ao apresentar o evento a empresários na Fiesp nesta quarta-feira, 29.

O Brasil é o maior exportador de açúcar do mundo desde o Século XVII, mas deve perder esse posto para a Índia em 2018, de acordo com as projeções do mercado. Em vez do açúcar, o setor tem se voltado para a produção do etanol, cujos preços foram puxados pela alta do dólar e da gasolina, com mais lucratividade.

Quando cedeu à reivindicação do tabelamento do frete, durante o protesto dos caminheiros, em maio passado, o governo deu início a uma trombada federal em várias frentes. Uma delas é jurídica. Nesta segunda-feira, 27, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, começou uma audiência pública para discutir a fixação dos fretes, que sofreu três ações diretas de inconstitucionalidade. Fux avisou que somente deve tomar uma decisão depois de ouvir representantes do governo, da indústria e de transportes. Constitucional ou não, o resultado prático do tabelamento já transtorna toda a economia, das empresas aos consumidores - um efeito esperado, como sempre acontece quando se quer mudar a realidade por decreto.

Desde o ano passado, notabilizou-se o número de 13 milhões de desempregados, computados pelo Instituto Brasileiro de Geografa e Estatística, como um medidor do tamanho da crise econômica que se abate sobre o Brasil. Outro número, porém, é ainda mais expressivo. No segundo trimestre do ano, o IBGE contabilizou 27,6 milhões de pessoas "subocupadas" - contingente que, além dos desempregados, inclui aqueles que passaram a viver de bico, subempregados (que trabalham menos de 40 horas semanais) e outros que pertencem à força de trabalho mas deixaram de procurar emprego. Esse número mostra a queda do Brasil para a economia informal, onde as pessoas subsistem como podem, não pagam impostos e contribuem, dessa forma, para a desestruturação da economia e da influência do Estado.