4 Jun 2020

Está em curso no Brasil uma transformação profunda e decisiva para o futuro do país.

Ela começou na última eleição, que entregou ao presidente Jair Bolsonaro o compromisso do combate ao crime e à corrupção, além da criação de um ambiente de austeridade, com a redução do Estado, para a retomada do crescimento sustentável. Mas não é só isso.

Esse é apenas o primeiro e elementar passo para o progresso, uma construção maior, que envolve não apenas a retomada da economia, como uma política estratégica capaz de conduzir o país em meio às  profundas mudanças no sistema produtivo pós-industrial - o segundo desafio, que ainda não foi colocado pelo atual governo, ainda enroscado com as reformas básicas, mas que não pode ser deixado à sombra.

Num cenário no qual o mercado e o conceito de Nação, mais do que nunca, transcendem as fronteiras territoriais, esse futuro exige a qualificação da sociedade por meio de um grande esforço de educação, o direcionamento da empresa privada brasileira para a internacionalização e uma mudança no perfil do país. Hoje fornecedor de bens primários, o Brasil precisa se tornar um produtor de bens no contexto de alta competição do mundo globalizado, sem o quê não apenaspermanecerá no terceiro mundo, como se tornará candidato a um empobrecimento em dramática escala.

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Pelas novas regras da Previdência levadas ao Congresso pelo governo, a idade mínima passará a ser de 62 anos para mulheres e 65 para homens. Quem já está perto de se aposentar, porém, pode conseguir o benefício antes, pelas regras de transição. Haverá três regras de transição para o setor privado. O trabalhador pode escolher a mais vantajosa. 

A proposta de emenda à Constituição para a mudança da Previdência, entregue hoje pelo presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, promete uma profunda transformação no sistema previdenciário no país, atinge a maioria dos brasileiros.

Para começar, ela determina como idade mínima para aposentadoria a marca de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens. O tempo mínimo de contribuição passa de 15 para 20 anos.

A proposta também acaba com as aposentadorias por tempo de contribuição, após um período de transição. Veja a íntegra do texto ao final da reportagem.

Ao anunciar nesta terça-feira (19) que fechará até o fim do ano sua fábrica em São Bernardo do Campo, a montadora não sinaliza apenas a reestruturação regional, com o "retorno à lucratividade sustentável de suas operações na América do Sul", como divulgado em nota.

É também o início do ajuste em toda a indústria automotiva, que recentemente tem encarado uma nova realidade.

Em processo de recuperação judicial, a Saraiva, maior rede de livrarias do país, apresentou oficialmente como requerido por lei soa proposta de pagamento aos credores para poder manter-se em operação.

Depois de tudo, o presidente da Companhia Vale do Rio Doce, Fabio Schvartsman, reuniu a imprensa para apresentar um plano de desativação de barragens de alto risco da companhia. A Vale possui 19 "barragens a montante" - a montanha de terra e lama sem cobertura de vegetação que despencou, levando de cambulhada todo o parque industrial da empresa na barragem do Feijão e deixando um rastro de destruição e morte pelo caminho.

Segundo Schvartsman, o cronograma de fechamento dessas minas, que respondem por cerca de 10% da produção da companhia e ficam todas em Minas Gerais, é de 3 a 5 anos.

Presente à reunião do Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, o ministro da Economia, Paulo Guedes, apresentou o desenho do que pretende fazer para recolocar o Brasil no caminho do desenvolvimento sustentável. As bases para isso são, em primeiro lugar, uma reforma objetiva da Previdência Social, com efeitos no curto, médio e longo prazo; uma redução de impostos, sobretudo para as empresas, com uma compensação na receita pela taxação de ganhos de capital; e a extinção de até 50 estatais, acompanhada de privatizações, para tirar o governo do setor produtivo.

Jair Bolsonaro discursou, nesta manhã, no Fórum Econômico Mundial realizado em Davos, na Suíça. Foi sua primeira viagem internacional como presidente do Brasil, uma semana antes da internação prevista para a reversão da colostomia decorrente do ataque que sofreu em campanha.

Para uma plateia que acompanhou sua campanha de repercussão internacional, incluindo manifestos de Roger Waters a Madonna, Bolsonaro listou a relevância das reformas trabalhista e tributária, a desburocratização, privatizações, o desenvolvimento econômico sem perder de vista a preservação do meio ambiente e o cumprimento de normas internacionais para intensificar a participação do Brasil no comércio mundial. Por fim, reapresentou o país como destino turístico e prometeu melhorar a segurança para que “os senhores possam vir nos visitar com suas famílias”.

O INSS é um dos muitos sistemas em que os governos do PT multiplicaram mais fraudes e abusos que benefícios concretos. O ex-presidente Michel Temer começou a fazer tudo isso andar para trás em 2016, ao auditar e cortar 80% dos gastos com o pagamento do auxílio-doença e aposentadorias por invalidez, cujos benefícios foram concedidos de forma indevida ou fraudulenta.

Ainda foi pouco.  O presidente Jair Bolsonaro, na última sexta-feira, dia 18, assinou uma Medida Provisória para ir além. Serão examinadas as contas de 5,5 milhões de beneficiários do INSS, com os quais o governo estima poder cortar 9,8 bilhões de reais.

"Essa Medida Provisória trata de um esforço que o governo fará em relação às fraudes", disse o ministro-chefe da Casa Civil, Ônyx Lorenzoni.