21 Jul 2019

Num almoço com empresários e políticos na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que pretende "meter a faca' no dinheiro que o governo repassa aos sindicatos patronais que administram o chamado "sistema S" - Sesc, Senai e Sesi, entre outros. Foi um aviso de que, para fazer os ajustes, está disposto a encarar não apenas os interesses do setor público como os do setor privado. É o dilema de Guedes: ele sabe que seus pares no empresariado, os mesmos que fazem o discurso liberal, trabalham a favor do Estado patrimonialista, quando este lhes permite usar dinheiro público em vez de colocar a mão no bolso.

A cerimônia de lançamento do submarino Riachuelo, no último dia 14, uma festa com a presença do presidente da República, Michel Temer, e de seu sucessor eleito, Jair Bolsonaro, teve duas estrelas. Uma delas foi o próprio Riachuelo, primeiro dos cinco bólidos contratados pela Marinha do Brasil, dentro do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) - máquina com 72 metros e 1.800 toneladas, uma das naves de guerra mais avançadas do planeta.

A outra estrela é o que está por trás dessa realização: o Complexo Naval de Itaguaí, no Rio de Janeiro. Responsável pela infra-estrutura de produção, operação e manutenção do programa de submarinos, Itaguaí é uma instalação state-of-the-art, o mais avançado empreendimento do governo brasileiro na área de tecnologia e segurança nacional, que pode ir ainda além.

A Embraer informou nesta segunda-feira, 17, que seu conselho de administração aprovou a venda de 80% da área comercial da companhia para a americana Boeing.

O médium João de Deus deixou de pertender ao mundo religioso para se tornar um caso criminal. Nesta sexta-feira, a Justiça de Goiás mandou prendê-lo, após o surgimeno de mais de 300 denuncias em uma semana de abuso sexual que teria cometido contra suas pacientes ao longo dos anos.

A avalanche de acusações se avolumou após as primeiras denúncias, feitas ao repórter Pedro Bial, da TV Globo. "Minha opinião é de que ele [João] se apresente", disse seu advogado, Thales Jayme.

"Não acreditávamos na decisão nesse sentido, perante a total falta de provas", afirmou o advogado Hélio Braga, que também compõe a banca de defesa do médium.

"Vivo"

João de Deus nao foi mais encontrado desde uma aparição de dez minutos na Casa Dom Inácio de Loyola, onde atende, em Abadiânia (GO). "Estou na mão da lei braisleira", disse ele. "João de Deus ainda está vivo."

Sim, está vivo. A diferença foi de que passou de salvador a algoz.

O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, começou a ser alvejado antes mesmo de começar no cargo. Nesta sexta-feira, a Polícia Federal abriu um inquérito para investigar supostas fraudes cometidas por ele em negócios com fundos de pensão de estatais. Apareceram também outros obstáculos, como a nomeação do general Maynard Marques Santa Rosa, responsável pelo Programa de Parceria de Investimentos (PPI), que irá fiscalizar as privatizações, vendas de ativos e concessões do governo.

O presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou que Guedes teria "carta branca" - e a venda de ativos é prioridade da Economia para sanear as contas do governo. Maynard, no entanto, sequer pertencerá à sua pasta - será subordinado ao futuro ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebbiano.

Uma outra riqueza além do petróleo do Pré-Sal vem emergindo das águas profundas do Atlântico Sul. Na esteira dos mapeamentos realizados na última década pela Petrobras, o Brasil começou a entrar também na exploração de minérios do subsolo oceânico - uma nova corrida do ouro na margem do mar territorial brasileiro e mesmo além do mar territorial ao longo dos nossos 7,5 mil km de costa. 

Desde sua eleição, Jair Bolsonaro lançou sobre o mercado a dúvida de qual será mais seu perfil como presidente: o do antigo deputado federal, defensor das estatais, ou o candidato privatista, que escolheu Paulo Guedes, um profissional de  mercado, como seu homem forte na economia. Com a indicação por Guedes do economista Roberto Castello Branco, Bolsonaro vai confirmando um perfil mais privatizante, mas com limites.

No apagar das luzes do governo Michel Temer, o ministério da Fazenda prossegue numa corrida para fazer caixa e cumprir suas metas orçamentárias, diante do desafio gigantesco de controlar o déficit público e recolocar o Brasil no caminho do desenvolvimento sustentável. Em dois dias, o governo apurou 8,1 bilhões de reais com leilões de blocos de exploração do Pré-Sal e a venda de distribuidores da Eletrobras, que mantém, ao par das privatizações, um plano para demissão voluntária de 2,4 mil pessoas como contenção de despesas.

A Receita Federal notificou 716.948 micro e pequenas empresas que devem ao Fisco, somadas, 19,5 bilhões de reais.

Sem pagamento, o Leão pode, como punição, excluí-las do Simples, o Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições.

A Agência Nacional de Transporte terresres publicou no Diario Oficial da União nesta quarta-feira, dia 5, nova tabela e fretes rodoviários, que corrige a tabela negociada pelos caminhoneiros com o governo para acabar com a paralisação em fins de maio. O reajuste serve para compensar o aumento do diesel de 13% na semana passada e surge no momento em que já começavam a circular boatos de nova paralisação, principalmente pelo WhatsApp.