15 Set 2019

Jair Bolsonaro discursou, nesta manhã, no Fórum Econômico Mundial realizado em Davos, na Suíça. Foi sua primeira viagem internacional como presidente do Brasil, uma semana antes da internação prevista para a reversão da colostomia decorrente do ataque que sofreu em campanha.

Para uma plateia que acompanhou sua campanha de repercussão internacional, incluindo manifestos de Roger Waters a Madonna, Bolsonaro listou a relevância das reformas trabalhista e tributária, a desburocratização, privatizações, o desenvolvimento econômico sem perder de vista a preservação do meio ambiente e o cumprimento de normas internacionais para intensificar a participação do Brasil no comércio mundial. Por fim, reapresentou o país como destino turístico e prometeu melhorar a segurança para que “os senhores possam vir nos visitar com suas famílias”.

O INSS é um dos muitos sistemas em que os governos do PT multiplicaram mais fraudes e abusos que benefícios concretos. O ex-presidente Michel Temer começou a fazer tudo isso andar para trás em 2016, ao auditar e cortar 80% dos gastos com o pagamento do auxílio-doença e aposentadorias por invalidez, cujos benefícios foram concedidos de forma indevida ou fraudulenta.

Ainda foi pouco.  O presidente Jair Bolsonaro, na última sexta-feira, dia 18, assinou uma Medida Provisória para ir além. Serão examinadas as contas de 5,5 milhões de beneficiários do INSS, com os quais o governo estima poder cortar 9,8 bilhões de reais.

"Essa Medida Provisória trata de um esforço que o governo fará em relação às fraudes", disse o ministro-chefe da Casa Civil, Ônyx Lorenzoni.  

O governo deu sinais de que o processo de completa privatização das subsidiárias da Eletrobras e da Embraer, em associação com a americana Boeing, deve seguir em frente - um alento não apenas para as duas companhias como para toda a economia, que confirma a firme disposição de reduzir o tamanho do Estado e recolocá-lo em suas funções essenciais como parte da recuperação geral do país.

Mais que salvar os exauridos cofres públicos, a reforma da Previdência, que será levada ao Congresso pelo governo para discussão em fevereiro, é um passo decisivo para o encerramento da era do cinismo no Brasil.

Trata-se de um longo período, que engloba várias décadas, diversos governos e nos conduziu à falência do Estado, à estagnação econômica e à criação de uma elite de marajás que finge que trabalha para se aposentar regiamente, enquanto outro grupo, muito maior, finge que se aposenta para continuar trabalhando.

O maior problema do cinismo é que ele não funciona e, um dia, acaba atropelado pela realidade. A Previdência no Brasil não arrecada o suficiente, não paga aposentadorias dignas para a maior parte da população e não se sustenta no longo prazo. Serve apenas para manter os privilégios de seus criadores, os mesmos que vivem legislando em causa própria em todos os setores da vida brasileira.

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, disse considerar prioridade da pasta a promoção da parceria entre os setores público e privado, especialmente no setor de Transportes, Portos e Aviação Civil, que o novo ministério reuniu desde o início do ano.

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, deu posse nesta segunda-feira aos novos presidentes dos grandes bancos públicos federais: Rubem Novaes (Banco do Brasil), Joaquim Levy (BNDES) e Pedro Guimarães (Caixa Econômica Federal), sob  a jurisdição do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Os três terão a missão de continuar a restauração das funções essenciais de cada uma das instituições, instrumentalizadas politicamente ao ponto da quase insolvência técnica, durante os anos de governo do PT.

Antigo membro do conselho administrativo da Petrobras, Roberto Castello Branco assumiu a presidência da estatal brasileira nesta quinta-feira (03), com promessas de produzir riqueza para o país e transformar o Rio de Janeiro na cidade texana de Houston, polo norte-americano da indústria do petróleo.

Num almoço com empresários e políticos na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que pretende "meter a faca' no dinheiro que o governo repassa aos sindicatos patronais que administram o chamado "sistema S" - Sesc, Senai e Sesi, entre outros. Foi um aviso de que, para fazer os ajustes, está disposto a encarar não apenas os interesses do setor público como os do setor privado. É o dilema de Guedes: ele sabe que seus pares no empresariado, os mesmos que fazem o discurso liberal, trabalham a favor do Estado patrimonialista, quando este lhes permite usar dinheiro público em vez de colocar a mão no bolso.

A cerimônia de lançamento do submarino Riachuelo, no último dia 14, uma festa com a presença do presidente da República, Michel Temer, e de seu sucessor eleito, Jair Bolsonaro, teve duas estrelas. Uma delas foi o próprio Riachuelo, primeiro dos cinco bólidos contratados pela Marinha do Brasil, dentro do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) - máquina com 72 metros e 1.800 toneladas, uma das naves de guerra mais avançadas do planeta.

A outra estrela é o que está por trás dessa realização: o Complexo Naval de Itaguaí, no Rio de Janeiro. Responsável pela infra-estrutura de produção, operação e manutenção do programa de submarinos, Itaguaí é uma instalação state-of-the-art, o mais avançado empreendimento do governo brasileiro na área de tecnologia e segurança nacional, que pode ir ainda além.

A Embraer informou nesta segunda-feira, 17, que seu conselho de administração aprovou a venda de 80% da área comercial da companhia para a americana Boeing.