19 Fev 2020

China oferece pacotão de dinheiro

  Sex, 15-Nov-2019
Bolsonaro e Jinping: mudança de rota Bolsonaro e Jinping: mudança de rota

O presidente Jair Bolsonaro alardeou no início do governo sua intenção de se aproximar comercialmente dos Estados Unidos, mas a realidade o tem levad para outra direção. Enquanto o governo americano só acenou com restrições ao Brasil, a começar por não apoiar a inclusão do país na OCDE e restringir a importação de carne brasileira, o presidente voltou da sua rodada de visitas pela Ásia com a promessa da China de trazer mais 100 bilhões de dólares para investirmentos em infra-estrutura no Brasil. Contra a atração ideológica de Bolsonaro pelo presidente americano Donald Trump, os chineses oferecem um convincente caminhão de dinheiro.

Valeu a retratação de Bolsonaro, em encontro reservado na reunião dos Brics, bloco que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, encerrado na quinta-feira passada.  na presença do presidente chinês Xi Jiping, disse simplesmente que falou mal da China quando era candidato, mas que isso "não reflete a verdade", segundo apurado pela Folha de S. Paulo.

O dinheiro seria aplicado por meio de cinco fundos estatais em uma nova onda de investimentos no Brasil, de acordo com reuniões preliminares ocorrridas em Brasília na última semana.

A China também acenou com o aumento do crédito por meio de seus bancos no Brasil, destinado a clientes do agronegócio e da indústria.

O ministro da Infra-estrutura, Tarcísio de Freitas, assinou na quarta-feira (13) um acordo de cooperação com o ministro dos transportes da China. serão elaborados projetos na área ao longo dos próximos cinco anos. om isso, seria desbloquado um fundo criado em 2017 para ampliar a malha rodoferroviária, como um grande projeto de logística.

Os chineses aguardam o governo brasileiro para já depositar 15 bilhões de dólares, com uma contrapartida de 5 bilhões dos cofres nacionaisa.

Na última década, os chineses já investiram 57 bilhões de dólares no Brasil, em 145 projetos dentro de 21 estados e o Distrito Federal, segundo o Conselho Empresarial Brasil-China.

A maior parte desse investimento decorreu do programa de concessões e privatizações na gestão de Michel Temer, a partir de 2017. Os chineses compraram geradoras, distribuidoras e linhas de transmissão de energia elétrica.

Apenas em 2018, 12 projetos das estatais State Grid e China Three Gorges significaram um desembolso de 1,7 bilhão de dólares.

Bolsonaro, para quem os chineses não apssavam de gigantes comunistas, está vendo que, no governo, fala mais alto o dinheiro e o resultado que a ideologia.