20 Fev 2019

Em processo de recuperação judicial, a Saraiva, maior rede de livrarias do país, apresentou oficialmente como requerido por lei soa proposta de pagamento aos credores para poder manter-se em operação.

Depois de tudo, o presidente da Companhia Vale do Rio Doce, Fabio Schvartsman, reuniu a imprensa para apresentar um plano de desativação de barragens de alto risco da companhia. A Vale possui 19 "barragens a montante" - a montanha de terra e lama sem cobertura de vegetação que despencou, levando de cambulhada todo o parque industrial da empresa na barragem do Feijão e deixando um rastro de destruição e morte pelo caminho.

Segundo Schvartsman, o cronograma de fechamento dessas minas, que respondem por cerca de 10% da produção da companhia e ficam todas em Minas Gerais, é de 3 a 5 anos.

Presente à reunião do Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, o ministro da Economia, Paulo Guedes, apresentou o desenho do que pretende fazer para recolocar o Brasil no caminho do desenvolvimento sustentável. As bases para isso são, em primeiro lugar, uma reforma objetiva da Previdência Social, com efeitos no curto, médio e longo prazo; uma redução de impostos, sobretudo para as empresas, com uma compensação na receita pela taxação de ganhos de capital; e a extinção de até 50 estatais, acompanhada de privatizações, para tirar o governo do setor produtivo.

Nos Estados Unidos, o reino do mundo competitivo, as empresas nem sonham em pedir socorro de governo, redução de impostos ou outras benesses para sobreviver no mercado mais competitivo do mundo.

Quando investem em outros países, porém, é diferente: se não têm bastante dinheiro para enviar à matriz, pressionam os governos locais para obter todo tipo de ajuda do Estado, sob a ameaça de abandonar investimentos e aumentar a taxa de desemprego. Parece não que estão no país ganhando dinheiro, mas fazendo algum favor.

Bastaram três anos de vacas meio magras, que não apenas ela mas todo tipo de empresa enfrenta no Brasil, para fazer soar o toque alarmista na GM.

Jair Bolsonaro discursou, nesta manhã, no Fórum Econômico Mundial realizado em Davos, na Suíça. Foi sua primeira viagem internacional como presidente do Brasil, uma semana antes da internação prevista para a reversão da colostomia decorrente do ataque que sofreu em campanha.

Para uma plateia que acompanhou sua campanha de repercussão internacional, incluindo manifestos de Roger Waters a Madonna, Bolsonaro listou a relevância das reformas trabalhista e tributária, a desburocratização, privatizações, o desenvolvimento econômico sem perder de vista a preservação do meio ambiente e o cumprimento de normas internacionais para intensificar a participação do Brasil no comércio mundial. Por fim, reapresentou o país como destino turístico e prometeu melhorar a segurança para que “os senhores possam vir nos visitar com suas famílias”.

O INSS é um dos muitos sistemas em que os governos do PT multiplicaram mais fraudes e abusos que benefícios concretos. O ex-presidente Michel Temer começou a fazer tudo isso andar para trás em 2016, ao auditar e cortar 80% dos gastos com o pagamento do auxílio-doença e aposentadorias por invalidez, cujos benefícios foram concedidos de forma indevida ou fraudulenta.

Ainda foi pouco.  O presidente Jair Bolsonaro, na última sexta-feira, dia 18, assinou uma Medida Provisória para ir além. Serão examinadas as contas de 5,5 milhões de beneficiários do INSS, com os quais o governo estima poder cortar 9,8 bilhões de reais.

"Essa Medida Provisória trata de um esforço que o governo fará em relação às fraudes", disse o ministro-chefe da Casa Civil, Ônyx Lorenzoni.  

O governo deu sinais de que o processo de completa privatização das subsidiárias da Eletrobras e da Embraer, em associação com a americana Boeing, deve seguir em frente - um alento não apenas para as duas companhias como para toda a economia, que confirma a firme disposição de reduzir o tamanho do Estado e recolocá-lo em suas funções essenciais como parte da recuperação geral do país.

Mais que salvar os exauridos cofres públicos, a reforma da Previdência, que será levada ao Congresso pelo governo para discussão em fevereiro, é um passo decisivo para o encerramento da era do cinismo no Brasil.

Trata-se de um longo período, que engloba várias décadas, diversos governos e nos conduziu à falência do Estado, à estagnação econômica e à criação de uma elite de marajás que finge que trabalha para se aposentar regiamente, enquanto outro grupo, muito maior, finge que se aposenta para continuar trabalhando.

O maior problema do cinismo é que ele não funciona e, um dia, acaba atropelado pela realidade. A Previdência no Brasil não arrecada o suficiente, não paga aposentadorias dignas para a maior parte da população e não se sustenta no longo prazo. Serve apenas para manter os privilégios de seus criadores, os mesmos que vivem legislando em causa própria em todos os setores da vida brasileira.

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, disse considerar prioridade da pasta a promoção da parceria entre os setores público e privado, especialmente no setor de Transportes, Portos e Aviação Civil, que o novo ministério reuniu desde o início do ano.

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, deu posse nesta segunda-feira aos novos presidentes dos grandes bancos públicos federais: Rubem Novaes (Banco do Brasil), Joaquim Levy (BNDES) e Pedro Guimarães (Caixa Econômica Federal), sob  a jurisdição do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Os três terão a missão de continuar a restauração das funções essenciais de cada uma das instituições, instrumentalizadas politicamente ao ponto da quase insolvência técnica, durante os anos de governo do PT.

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