15 Set 2019
Thales Guaracy

Thales Guaracy

Foi editor de política e assuntos nacionais da revista Veja, editor executivo do Grupo Exame, editor sênior de O Estado de S. Paulo, diretor editorial e responsável pelo lançamento no Brasil da revista Forbes, entre outras publicações. Foi ainda diretor editorial da Saraiva para a publicação de livros de ficção e não ficção, criador do selo e do Prêmio Benvirá de Literatura. Ganhador do Prêmio Esso de Jornalismo Político e de 12 prêmios Abril de Jornalismo, pertenceu ao corpo de jurados do Prêmio Esso de Jornalismo e do Prêmio Petrobras de Jornalismo.

Como autor, publicou livros de reportagem como O Sonho Brasileiro - Como Rolim Amaro Construiu a TAM e sua Filosofia de Negócios; A Conquista do Brasil: 1500-1600; A  Criação do Brasil: 1600-1700; e Eles Me Disseram – As ideias e valores de 21 brasileiros de sucesso, além de mais uma dezena de obras de ficção e não-ficção.

Diversos sinais recolhidos do noticiário mostram que o ex-presidente Lula, assim como Marcola, o chefe do PCC, tem comandado a sua organização a partir da cadeia, com incrível liberdade.

O Marcola da política, segundo se entende agora, está por trás de uma série de acontecimentos que têm afetado o rumo da eleição no país. Seria dele, por exemplo, a intervenção que fez o empresário Josuel Alencar mudar de ideia e recusar ser vice na chapa de Geraldo Alckmin. Alencar, como se sabe, é filho de José de Alencar, o falecido ex-vice de Lula em seus dois mandatos.

Também da cadeia, por meio de seus intermediários, como a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, Lula teria mandado recado a Valdemar da Costa Neto para que manobrasse o Centrão longe de Ciro Gomes. Na hora H, como se viu, o acordo encaminhado com Gomes foi desfeito. E o Centrão foi parar nas mãos de Geraldo Alckmin, que, se por um lado ganhou mais tempo na TV, de outro ficou  ainda mais com a cara do atual governo.

O presidente Donald Trump não vê nenhum problema, assim como o presidente brasileiro Michel Temer, em fazer coisas do arco-da-velha e voltar atrás. Ocorre que vai sofrendo desgaste - em coisas bem mais sérias do que a caricatura com a qual o mundo se acostumou.

Estou na fila do avião em Moscou, retornando a Roma depois de assistir em Kazan a Brasil e Bélgica, e me posto diante de um balcão aberto da Alitalia para fazer o check in.

Na fila ao lado, um brasileiro reclama.

- Estos aqui há meia hora, vocês precisam passar para trás desta fila em que estamos aqui.

O pessoal atrás dele resmunga também. A atendente daqueles passageiros está ocupada com outra coisa e eles estão ali parados. Como não foram atendidos, querem administrar a fila ao lado para ninguém ser atendido ali também.

Para não criar confusão, eu e mais outros dois passageiros recém chegados vamos para trás da fila deles, como solicitado. Ao chegar lá atrás, passa um atendente da companhia aérea, que não tem nada a ver com a brasileiragem, e nos manda expressamente de volta para o balcão livre, com algumas palavras ríspidas em italiano.

Um desembargador que já contribuiu com campanha de deputado do PT, trabalhando na surdina do domingo, foi o golpe jurídico que o PT tentou perpetrar para soltar o ex-presidente Lula. O juiz Sergio Moro, com apoio da Polícia Federal, que não atendeu ao magistrado, que requeria a soltura “em uma hora”, mandou a decisão para o TRF, e este manteve a prisão. Um festival bizarro, que deixa o país atônito diante do terrorismo jurídico cuja única finalidade é desestabilizar o processo político no ano da eleição presidencial.

Sábado, 07 Julho 2018 13:17

Copa reflete país em luta consigo mesmo

- Brasilia! Brasilia! Vai Brasilia!

É metade do segundo tempo, e a torcida que empurra o Brasil contra os belgas não são os dois terços de torcedores brasileiros na Arena Kazan, e sim os russos que, com a camisa do Brasil, não entendem como o brasileiros, que têm o melhor time do mundo, deixam de apoiar a seleção nacional - e resolvem tomar o seu lugar.

Sexta, 06 Julho 2018 11:14

A esperança no trem para Kazan

São 18:50 e o velho trem com ar soviético parte da plataforma 2 da Kasanskiy Voksal, com parada 11 horas depois em Kazan, antes de seguir por mais um dia e meio a Barnaul, numa viagem transcontinental.

Para lá rumam os brasileiros, vindos de vários lugares, carregando suas esperanças.

Quinta, 05 Julho 2018 14:58

Polônia afasta juízes em massa

O governo polonês aposentou numa só penada 27 dos 72 juízes da Suprema Corte, incluindo seu presidente.

O Partido da Justiça e da Lei, mais um de extrema direita a emergir na política, acusa o grupo de ser obstrucionista simpático ao comunismo.

As ruas das principais cidades do país foram tomadas por manifestantes, que protestaram contra a queda dos juízes. E temem o afastamento do país da União Europeia, pelo rumos dos acontecimentos.

A Corte Nacional de Justiça do Equador, solicitou à Interpol a prisão e extradição do ex-presidente Rafael Correa, que vive em Bruxelas.

Ele é acusado por um ex-deputado, Fernando Balda, de ter ordenado seu seqüestro, em 2012, quando o opositor vivia na Colômbia. Balda foi colocado à força em um carro que terminou interceptado pela polícia local antes de cruzar a fronteira.

A corte, equivalente no país ao Supremo, havia dado ordens para que Correa se apresentasse a cada quinze dias, em Quito. O político apareceu na embaixada do país, na Bélgica. Os ministros, agora, querem sua prisão. Parte da onda de esquerda que assumiu o poder no continente, Correa vive fora do Equador desde que deixou a presidência, em maio.

O empresário Eike Batista foi condenado a 30 anos de prisão, mais multa de R$ 53 milhões pelo juiz Marcelo Bretas, que acatou acusação feita pelo Ministério Público de que ele pagou propina de US$ 16,5 milhões ao ex-governador do Rio, Sérgio Cabral.

No mesmo processo, Cabral foi condenado a mais 22 anos e oito meses. Sua mulher, Adriana Ancelmo, a mais 4 anos e seis meses.

O empresário mais reluzente do Rio nas últimas décadas chega assim ao fundo do seu inferno. O do ex-governador, porém, é mais embaixo. Com 15 mandados de prisão no Rio e oito em São Paulo, a Polícia Federal deflagrou a Operação Fatura Exposta, atrás de corrupção na Secretaria de Saúde na sua gestão.
Não havia área na gestão Cabral que fugisse ao seu estilo.

A polícia russa é discreta, mas presente, e firme. Depois de verificada a bolsa, a entrada do Kremlin foi liberada.